9 de out de 2014

Estiagem seca Cachoeira de Emas -Pirassununga-SP


cachoeira (26)

texto e foto www.jcregional.com.br


A seca em Pirassununga é a pior em 45 anos: desde 1969 a região não tinha uma estiagem tão forte assim, segundo comentam pessoas que moram e conhecem o Rio Mogi Guaçu em Cachoeira de Emas, que está com o nível crítico.

A reportagem do JC Regional esteve  em Cachoeira de Emas e conversou com diversas pessoas, sendo todas unanimes em afirmar que nunca viram o rio tão baixo e a região tão seca.
A correnteza passa lenta e deixa à mostra muitas pedras, pneus e barras de concreto que só aparecem quando o nível da água está abaixo dos três metros, como agora. Na barragem, uma fina lâmina de água escorre cada vez mais fraca. No leito do Mogi Guaçu em Cachoeira de Emas, pedras enormes fazem parte da nova paisagem, desolada, feia, com muito lixo deixado nas margens.


Pescador desde criança, sempre em Cachoeira de Emas, “Seo” Durval, aos 71 anos, diz que para o volume de água voltar ao nível normal precisa de uma semana de chuva contínua. Ele lembra que algumas pessoas contam que em 1969 houve uma grande estiagem, seguida da grande enchente de 1970.
Um relatório técnico produzido pelo Centro Tecnológico de Hidráulica e Recursos Hídricos do governo do Estado de São Paulo, aponta que uma crise de estiagem tão crítica quanto a registrada no Sistema Cantareira e em todo Estado, em pleno período chuvoso ocorre só a cada 3.378 anos. Segundo o estudo, que avaliou a severidade desta seca histórica, a probabilidade de o cenário se repetir é de apenas 0,033%.
A previsão de chuva é somente para depois do dia 26.
Esgoto “in natura” em Emas
Moradores e comerciantes de Cachoeira de Emas viram o carro da reportagem do JC Regional por lá e resolveram fazem uma denuncia à repórter Edna Barbelli e ao fotógrafo Mateus Verzola. Eles apontaram o local sob a ponte nova, onde todo o esgoto produzido em Emas seria lançado “in natura”.
Segundo os denunciantes, a tubulação passa sob as escadas de acesso à prainha defronte aos restaurantes e deveria levar o esgoto para tratamento na Vila Santa Fé, para depois retornar para o Rio Mogi Guaçu, mas não é o que estaria ocorrendo.
Próximo ao ponto indicado o cheiro forte de esgoto exala indicando a presença da tubulação, onde é possível ver o liquido preto e viscoso indo direto para o rio. Um pouco acima, de um enorme tubo o esgoto é lançado no leito do rio sem tratamento.

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