9 de out de 2014

Salto do Rio Piracicaba some com a vazão 83% menor para outubro

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O salto do Rio Piracicaba desapareceu devido à falta d’água. As pedras do fundo estavam nesta terça-feira (7) aparentes na região do Parque do Mirante, ponto turístico de Piracicaba (SP). Esta situação é reflexo da baixa vazão do manancial, que está 83% abaixo da média para os dias de outubro, conforme dados da série histórica do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) do Estado de São Paulo. Com poucas chuvas no ano, o rio bateu diversos recordes negativos.
De acordo com o Sistema de Telemetria do Comitê das Bacias Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), por volta das 12h, a vazão do manancial na cidade era de 12,4 mil litros de água por segundo, enquanto a média para o mês de outubro dentro da série histórica é de 75 mil litros de água por segundo. No mesmo dia do ano passado, a vazão era de 91 mil litros de água por segundo.


A situação da profundidade do rio também era preocupante às 12h, quando registrou 83 centímetros. A média para esta época do ano é de 1,60 metro. No mesmo dia do ano passado, o manancial registrou 1,82 metro. Essa falta d’água fez com que as pedras do fundo aparecessem e parte delas foi até tomada por vegetação.
Chuvas
Desde o início do ano, especialistas afirmavam que somente com grande volume de chuvas o manancial poderia se recuperar. As precipitações eram esperadas para setembro, mas o mês registrou cerca de 20 milímetros de chuva, o que não surtiu efeito considerável.
Conforme a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), não haverá chuvas até o final desta semana. A previsão meteorológica diz apenas que o tempo ficará com a umidade relativa do ar entre 60% e 80%, em Piracicaba.
Tapete verde
A vegetação inclusive formou uma espécie de “jardim” no trecho do manancial próximo à ponte do antigo anel viário que liga as rodovias Deputado Laércio Corte (SP-147) e Luiz de Queiroz (SP-304). O “tapete verde” que se formou no local tem aproximadamente 150 metros de comprimento e cobre o rio de uma margem à outra. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), por meio da assessoria de imprensa, informou que esse tipo de vegetação é muito comum em rios quando estão com baixa vazão.
Menor vazão em 30 anos
No dia 16 de setembro, o Rio Piracicaba teve recorde de menor vazão em 30 anos. O recorde anterior havia sido estabelecido 37 dias antes, segundo dados do sistema de telemetria do Departamento de Água e Energia Elétrica (Daee). No trecho da Rua do Porto, próximo à área central de Piracicaba, a vazão era de 9,45 mil litros por segundo, e o nível era de 76 centímetros, no último dia 16. (G1) Material reproduzido www.diarioms.com.br 

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