9 de out de 2014

Salto (SP) aproveita seca do rio Tietê para remover lixo de ponto turístico

  • Divulgação/Prefeitura Municipal de Salto
    Trabalhadores da Prefeitura Municipal de Salto retiram entulho do leito do rio Tietê
    Trabalhadores da Prefeitura Municipal de Salto retiram entulho do leito do rio Tietê
A Prefeitura de Salto (101 km de São Paulo) e moradores da cidade aproveitam a estiagem prolongada para fazer remoção de lixo da parte seca do leito do rio Tiête, principal ponto turístico da cidade.


Em menos de uma semana de trabalho, três toneladas de entulho já foram retiradas. A meta é que mais duas toneladas seja retiradas nos próximos dias. Não há prazo para que isso ocorra. O lixo está sendo enviado ao aterro sanitário da cidade.
O Tietê tem seu menor nível na cidade em 70 anos, com profundidade cerca de nove metros menor que a registrada em épocas de cheia.
No leito seco do rio, há desde garrafas PET até sofás, passando por roupas, móveis em geral, aparelhos eletrônicos, capacetes e itens esportivos, como bolas diversas e raquetes de tênis.
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Falta de chuvas afeta abastecimento de água em São Paulo163 fotos

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Estiagem revela pedras escondidas há 70 anos no rio Tietê, com muito lixo e sujeira, na cidade de Salto, interior de São Paulo. A vazão do rio diminui mais de 50% e as pedras já são vistas no ponto turístico das cachoeiras Luciano Claudino/Código 19/Estadão Conteúdo
O material, proveniente das cidades que margeiam o Tietê, estava acumulado principalmente na lateral esquerda da Ilha dos Amores e embaixo da Ponte Pênsil, dois pontos turísticos da cidade. Nesse último local, existe um canal que acaba represando todo o tipo de resíduo trazido pelo rio, o que aumenta a incidência de lixo.
Para o prefeito da cidade, Juvenil Cirelli (PT), o principal objetivo da ação é chamar a atenção da opinião pública para a necessidade de despoluição do Rio Tietê.
"Nós que somos acostumados a venerar a queda d'água, sabemos bem dos reflexos negativos da falta de políticas sérias para coleta e destinação de resíduos sólidos, assim como de um trabalho de conscientização das comunidades ribeirinhas", observa Juvenil. "A limpeza que já realizamos e que iremos  continuar a fazer nesta semana é também simbólica".

 

Funcionários usam até rapel para chegar ao local

O serviço de limpeza começou há dez dias. Em um dos trechos, na Ponte Pênsil, local de difícil acesso, servidores da prefeitura desceram até o leito do rio através de rapel. No local, quase duas toneladas de entulho foram retiradas.
O trabalho foi suspenso na quinta-feira, por conta das chuvas, mas foi retomado na última segunda-feira (28).
"Como em todo o trecho existem muitas pedras, as mesmas acabam ficando escorregadias e o risco de queda é bastante grande, por isso tivemos que fazer a parada", explica João De Conti Neto, secretário de Meio Ambiente da cidade. Segundo o secretário, a iniciativa vai durar até que todo o lixo seja retirado.
Eduardo Schiavoni
Do UOL, em Americana-SP

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