8 de set de 2015

A crise econômica não é brasileira

A crise econômica não é brasileira

Uma das principais cantilenas da oposição e da mídia monopolista é a de que a crise econômica brasileira é um exceção. Segundo essa ideia, o pior do tombo de 2008 já teria passado e o mundo estaria vivendo os primeiros passos de uma recuperação. O Brasil não desfrutaria das benesses dessa retomada por conta dos supostos erros do governo Dilma, que ao invés de adotar os preceitos impostos pelo grande capital financeiro, teria tentado uma aventura desenvolvimentista. A crise econômica que vivemos seria, portanto, nacional.

Carentes de dados concretos que dessem apoio a essa tese, os oposicionistas apostavam nos magros índices de recuperação das economias do capitalismo central. Estes estariam colhendo os frutos do ajuste liberal. Os dados dos últimos dias, entretanto, colocaram por terra esse frágil argumento.

A subida do dólar e a desaceleração da economia chinesa provocaram um tombo na indústria norte-americana, que teve uma queda em sua atividade pela segunda vez seguida. O economista Joshua Shapiro afirma que os dados sobre a indústria dos EUA “sinalizam um alerta quanto ao crescimento econômico real em geral, especialmente se o esfriamento econômico se mantiver em setembro”. Como o quadro futuro só se agrava e desenha-se um setembro pior do que foi agosto, a pálida recuperação da economia norte-americana parece ter sucumbido.

Dados negativos também surgem na França que, junto com a Alemanha, segundo esperavam esses analistas, puxaria o início de uma recuperação europeia. A indústria francesa também sofreu forte desaceleração e não contribuirá com os números da atividade industrial do bloco europeu.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) já reconheceu a situação e avisa que o crescimento econômico mundial previsto anteriormente será mais fraco que o esperado. O FMI afirma claramente que a recuperação nas economias centrais não está se confirmando nos níveis esperados. E há mais, Christine Lagarde, a diretora-gerente do fundo, avisa que os países emergentes precisam estar atentos ao agravamento do contágio da crise internacional.

Diante disso, o Jornal Valor Econômico, na edição dessa quinta-feira (3), afirma melancolicamente: “as ondas de incertezas criadas pela China estão fazendo naufragar também os cenários mais otimistas para a recuperação dos Estados Unidos e da Europa”.

É interessante notar que mesmo países que costumam figurar como exemplares pelos defensores do credo liberal pagam o preço do agravamento da crise em escala global. A economia do Canadá teve uma queda de 0,5% do PIB e está em recessão, a Austrália está prestes a mergulhar no mesmo quadro e a Coreia do Sul, dependente das vendas para a China, acaba de sofrer uma queda de 14,8% em suas exportações.

O Brasil vive uma crise econômica cuja dinâmica é mundial, só não enxergam isso os incautos e os comprometidos com a agenda neoliberal. Se há algo que podemos classificar de especificamente brasileiro é a sanha golpista da oposição e da grande mídia, que têm alimentado uma crise política cujo resultado é o agravamento do quadro econômico. 

O país tem todas as condições de sair da crise. Para tanto, um primeiro passo é unir as forças progressistas e democráticas com vistas a enfrentar a direita golpista e neoliberal e sustentar mudanças na política econômica que permitam a retomada do desenvolvimento econômico.


www.vermelho.org.br

EUA sofrem a terceira queda do PIB desde a Grande Recessão

Desaceleração no início de 2015 foi maior do que o antecipado, com regressão de 0,7%

http://brasil.elpais.com/brasil/2015/05/29/economia/1432899933_499149.html

Crescimento da Alemanha em 2014 e 2015 é revisado

O PIB alemão caiu 0,2% no segundo trimestre de 2014.
As exportações alemãs registraram em agosto sua maior queda mensal.

Da France Presse
8 de agosto: Cenário de preocupação na bolsa de Frankfurt, na Alemanha, também foi visto em outros mercados internacionais (Foto: Reuters)Bolsa de Frankfurt, na Alemanha (Foto: Reuters)
Os quatro grandes institutos de conjuntura alemães revisaram nesta quinta-feira (9) claramente em baixa suas previsões comuns de crescimento para a Alemanha, primeira economia da Eurozona, para 2014 e 2015.
Ifo, DIW, RWI e IWH apostam por uma alta do Produto Interno Bruto (PIB) alemão de 1,3% neste ano e 1,2% no próximo ano, contra respectivamente 1,9% e 2% de suas previsões anteriores de abril, indicam em um comunicado.
Em suas recomendações, os institutos convocam o governo a aumentar o gasto público nos setores que podem contribuir potencialmente para o crescimento.
O PIB alemão caiu 0,2% no segundo trimestre de 2014, após uma alta de 0,7% no primeiro.
As más notícias se acumulam nas últimas semanas para a economia alemã, motor da economia europeia, com uma queda das exportações e um retrocesso da atividade em seu setor industrial.
As exportações alemãs registraram em agosto sua maior queda mensal (-5,8%) desde janeiro de 2009, em plena crise econômica mundial, indicou nesta quinta-feira o Escritório Federal de Estatísticas.
Os pedidos à indústria caíram 5,7% em agosto em relação ao mês anterior - também a maior queda desde janeiro de 2009 -, e a produção industrial registrou no mesmo mês uma queda de 4%.
Japão
"A pobreza não é apenas um problema econômico, mas também estrutural. Digo isso porque a taxa aumenta continuamente desde a década de 1980, mesmo durante os anos de prosperidade econômica", disse a pesquisadora à BBC Brasil.
O índice do Japão tem aumentado constantemente e hoje está bem acima da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).Em ranking publicado em meados dos anos 2000, o Japão já estava, com 15%, em quarto lugar na lista dos países-membros com maiores taxas de pobreza, ficando atrás de México (18,5%), Turquia (17,5%) e Estados Unidos (17%). A taxa mais baixa foi registrada na Dinamarca (5%).http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/11/141111_pobreza_japao_et_pai

Itália enfrenta com dificuldade efeitos da crise econômica

FMI, agências de rating e OCDE avaliam com pessimismo situação da economia italiana. Desemprego, dívida pública e crescimento negativo são desafios para nova coalizão de governo. Excesso de burocracia agrava o problema. http://www.dw.com/pt/it%C3%A1lia-enfrenta-com-dificuldade-efeitos-da-crise-econ%C3%B4mica/a-16961420
Sem grandes esforços voce internauta poderá pesquisar e verificar a real situação ecomnomica em todo o mundo. A midia que nao quer a regulamentação bombardeia de todas as maneiras visando consolidar uma situação que é mais criada do que real.- Editor

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