3 de dez de 2015

QUAL O LADO QUE OS 642 DEPUTADOS FEDERAIS E OS 81 SENADORES FICARÃO,E O SUPREMO TRIBINAL FEDERAL, FACE A PROVAS ,AÇÕES, CONDUTAS, PASSADO E POSTURAS DO PRESIDENTE DA CAMARA FEDERAL DEPUTADO EDUARDO CUNHA E A PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF. LEIA AS BIOGRAFIAS E OPINE


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Dilma Rousseff

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Dilma Rousseff
Foto oficial de Dilma Rousseff.
36ª Presidente do Brasil Brasil
Período1º de janeiro de 2011
à atualidade
Vice-presidenteMichel Temer
Antecessor(a)Luiz Inácio Lula da Silva
Ministra-chefe da Casa Civil Brasil
Período21 de junho de 2005
a 31 de março de 2010
PresidenteLuiz Inácio Lula da Silva
Antecessor(a)José Dirceu
Sucessor(a)Erenice Guerra
Ministra de Minas e Energia Brasil
Período1º de janeiro de 2003
a 21 de junho de 2005
PresidenteLuiz Inácio Lula da Silva
Antecessor(a)Francisco Luiz Sibut Gomide
Sucessor(a)Silas Rondeau
Secretária de Minas, Energia e Comunicaçõesdo Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul
Período1999 a 2002
GovernadorOlívio Dutra
Secretária de Minas, Energia e Comunicaçõesdo Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul
Período1993 a 1994
GovernadorAlceu Collares
Secretária Municipal da Fazenda
de Porto Alegre Bandeirapoa.jpg
Período1º de janeiro de 1986
até 24 de setembro de 1988
PrefeitosJoão Antônio Dib
Alceu Collares
Antecessor(a)Jaime Oscar Silva Ungaretti
Sucessor(a)Políbio Braga
Vida
Nome completoDilma Vana Rousseff
Nascimento14 de dezembro de 1947 (67 anos)
Belo HorizonteMG Minas Gerais
Nacionalidade brasileira
ProgenitoresMãe: Dilma Jane Silva
Pai: Pedro Rousseff
Dados pessoais
Alma materUniversidade Federal do Rio Grande do Sul
CônjugeCláudio Galeno de Magalhães Linhares (1967-1969)
Carlos Franklin Paixão de Araújo(1969-2000)
PartidoPartido dos Trabalhadores
ReligiãoCatólica romana[1]
ProfissãoEconomista e política
AssinaturaAssinatura de Dilma Rousseff
WebsitePresidência da República
Dilma Vana Rousseff[2] [3] (Belo Horizonte14 de dezembro de 1947) é uma economista e política brasileira, filiada ao Partido dos Trabalhadores(PT) e atual presidente[4] da República Federativa do Brasil.[5] [6] Durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assumiu a chefia doMinistério de Minas e Energia e posteriormente da Casa Civil. Em 2010, foi escolhida pelo PT para concorrer à eleição presidencial,[7] [8] cujo resultado de segundo turno, anunciado em 31 de outubro, tornou Dilma a primeira mulher a ser eleita para o posto de chefe de Estado e chefe de governo em toda a história do Brasil.[9] Em 26 de outubro de 2014 foi reeleita, novamente no segundo turno das eleições.[10]
Nascida em família de classe média alta, interessou-se pelo socialismodurante a juventude, logo após o Golpe Militar de 1964, e então ingressou na luta armada de esquerda: tornou-se membro do Comando de Libertação Nacional (COLINA) e posteriormente da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares) – ambas organizações que defendiam a luta armada contra o regime militar. Passou quase três anos presa (1970–1972): primeiro pelos militares da Operação Bandeirante (OBAN), onde passou por sessões de tortura, e posteriormente pelo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS).[2][8]
Reconstruiu sua vida no Rio Grande do Sul, onde, junto a Carlos Araújo, seu companheiro por mais de trinta anos, ajudou na fundação do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e participou de diversas campanhas eleitorais. De 1985 a 1988, durante a gestão de Alceu Collares à frente da prefeitura de Porto Alegre, exerceu o cargo de secretária municipal da Fazenda. De 1991 a 1993 exerceu o cargo de presidente da Fundação de Economia e Estatística e atuou como secretária estadual de Minas e Energia entre 1999 e 2002, durante o governo de Alceu Collares e o do sucessor Olívio Dutra. Em 2001 decidiu filiar-se ao Partido dos Trabalhadores (PT).[8] [11] Em 2002 participou da equipe que formulou o plano de governo de Luiz Inácio Lula da Silva para a área energética. Posteriormente, foi escolhida para ocupar o Ministério de Minas e Energia.
Em 2005 Rousseff foi nomeada Ministra-chefe da Casa Civil, em substituição a José Dirceu, que renunciara ao cargo após o advento do chamado Escândalo do Mensalão. Além de ser a primeira mulher presidente, Dilma também foi a primeira mulher a atuar como secretária da Fazenda de Porto Alegre, a primeira ministra de Minas e Energia do Brasil e a primeira chefe da Casa Civil, durante o Governo Lula.[12]

Primeiros anos, educação e ditadura militar

Família, infância e educação

A família Rousseff (da esquerda para a direita): o filho mais velho, Igor; a mãe, Dilma Jane Coimbra Silva; as filhas Dilma Vana e Zana Lúcia; e o pai, Pedro.
Dilma é filha do advogado e empreendedor búlgaro naturalizado brasileiro Pedro Rousseff[nota 1] e da professora Dilma Jane Coimbra Silva.[14] Seu pai foi filiado ao Partido Comunista da Bulgária e frequentava os círculos literários na década de 1920.[11] [15] [16] Chegou ao Brasil no fim da década de 1930. Em sua terra natal deixara sua esposa esperando um filho, Luben Russév (1929-2007), que afirmou que o pai deixara a Bulgária não por razões políticas, mas por causa da falência.[15][17] [18] Pedro mudou-se para Buenos Aires e, anos depois, voltou ao Brasil, fixou-se em São Paulo e prosperou. Em uma viagem a Uberaba, conheceu Dilma Jane, deNova Friburgo, professora de vinte anos criada no interior de Minas Gerais, onde seus pais eram pecuaristas. Casaram-se e fixaram residência em Belo Horizonte, onde tiveram três filhos: Igor, Dilma Vana e Zana Lúcia (falecida em 1976).[2] [11] [19]Pedro faleceu em 1962.[20]
De 1952 a 1954, cursou a pré-escola no colégio Izabela Hendrix e a partir de 1955 iniciou o ensino fundamental no Colégio Nossa Senhora de Sion (atual Colégio Santa Dorotéia), em Belo Horizonte.[2] Em 1964 prestou concurso e ingressou no Colégio Estadual Central (atual Escola Estadual Governador Milton Campos), ingressando na primeira série do clássico (ensino médio).[2] Nessa escola pública o movimento estudantil era ativo, especialmente por conta do recente golpe militar.[11] De acordo com ela, foi nessa escola que ficou "bem subversiva" e que percebeu que "o mundo não era para debutante".[21]

Militância política

Atuação no COLINA

Em 1964, ingressou na Política Operária (POLOP), uma organização fundada em 1961, oriunda do Partido Socialista Brasileiro, onde militou.[2] Seus militantes logo viram-se divididos em relação ao método a ser utilizado para a implantação do socialismo: enquanto alguns defendiam a luta pela convocação de uma assembleia constituinte, outros preferiam a luta armada. Dilma ficou com o segundo grupo, que deu origem ao Comando de Libertação Nacional (COLINA).[8] Para Apolo Heringer, que foi dirigente do COLINA em 1968 e havia sido professor de Dilma na escola secundária, a jovem fez opção pela luta armada depois que leu Revolução na Revolução, de Régis Debray, filósofo e intelectual francês que na época havia se mudado para Cuba e ficara amigo de Fidel Castro. Segundo Heringer, "O livro incendiou todo mundo, inclusive a Dilma".[11]
Foi nessa época que conheceu Cláudio Galeno de Magalhães Linhares, cinco anos mais velho, que também defendia a luta armada. Casaram-se em 1967, apenas no civil, depois de um ano de namoro.[2] [11] Segundo companheiros de militância, Dilma teria desenvoltura e grande capacidade de liderança, impondo-se perante homens acostumados a mandar. Não teria participado diretamente das ações armadas, pois era conhecida por sua atuação pública, contatos com sindicatos, aulas de marxismo e responsabilidade pelo jornal O Piquete. Apesar disso, aprendeu a lidar com armas e a enfrentar a polícia.[11]
Dilma e Galeno passaram a dormir cada noite em um local diferente, já que o apartamento em que moravam era também frequentado por um dos líderes do COLINA que fora preso. Precisaram voltar ao apartamento escondidos para destruir documentos da organização. Permaneceram algumas semanas em Belo Horizonte, tentando reorganizar o grupo. Em março, o apartamento foi invadido, porém nenhum documento interno da organização foi encontrado. Perseguidos na cidade, a organização ordenou que fossem para o Rio de Janeiro. A família de Dilma não conhecia o grau de seu envolvimento com essas atividades.[22] Nesta época, Dilma tinha 21 anos e concluíra o segundo ano de Economia.[11]
Era grande a quantidade de mineiros da organização no Rio, sem que houvesse infraestrutura para abrigar a todos. Dilma e Galeno ficaram um período na casa de uma tia de Dilma, que imaginava que o casal estava de férias. Mais tarde, ficaram num pequeno hotel e, a seguir, num apartamento, até Galeno ser enviado pela organização a Porto Alegre. Dilma permaneceu no Rio, onde ajudava a organização, participando de reuniões, bem como no transporte de armas e dinheiro. Nessas reuniões, conheceu o advogado gaúcho Carlos Franklin Paixão de Araújo, por quem se apaixonou e com quem viria a viver por cerca de trinta anos. Araújo era chefe da dissidência do Partido Comunista Brasileiro (PCB), e abrigara Galeno em Porto Alegre. A separação de Galeno e Dilma foi pacífica. Como afirmou Galeno, "naquela situação difícil, nós não tínhamos nenhuma perspectiva de formar um casal normal".[11]

Na VAR-Palmares

Dilma participou de algumas reuniões sobre a fusão do COLINA com a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), que acabou formalizada, originando a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares).[11] De acordo com um integrante de buscas da Operação Bandeirante (Oban), Dilma era a grande líder da organização clandestina VAR-Palmares. Usando vários codinomes, teria recebido epítetos superlativos dos relatórios da repressão, definindo-a como "um dos cérebros" dos esquemas revolucionários.[23] O promotor que denunciou a organização chamou-a "Joana d’Arc da subversão", a chefiar greves e assessorar assaltos a bancos,[24] que Dilma contesta, dizendo nada lembrar das tantas ações que lhe atribuem.[25] O militante Darcy Rodrigues, braço direito de Carlos Lamarca, diz que ela era ligação entre os comandos nacional e regionais.[23]
Mesmo com grande quantidade de dinheiro, o VAR-Palmares não conseguiu manter a unidade. Em um congresso emTeresópolis, entre agosto e setembro de 1969, teria havido grande divisão entre os "militaristas", focados na luta armada, e os "basistas", que defendiam um trabalho de massas. Dilma estava com o segundo grupo. Enquanto os primeiros se agruparam na VPR militarista, liderados por Lamarca, Dilma ficou no segundo grupo, a VAR-Palmares basista.[11]
Após a divisão, Dilma foi enviada a São Paulo, onde esteve encarregada de manter em segurança as armas que couberam a seu grupo. Evitando mantê-las em apartamentos sem a segurança necessária, ela e a amiga Maria Celeste Martins (décadas mais tarde, sua assessora na Casa Civil) mudaram-se para uma pensão simples na zona leste urbana, escondendo o arsenal debaixo da cama.[11]

Prisão

Foto da ficha de Dilma noDepartamento de Ordem Política e Social (DOPS) deSão Paulo, registrada em janeiro de 1970.
Uma série de prisões de militantes conseguiu capturar José Olavo Leite Ribeiro, que encontrava-se três vezes por semana com Dilma. Conforme o relato de Ribeiro, após um dia de tortura, revelou o lugar onde se encontraria com outro militante, um bar na Rua Augusta. Em 16 de janeiro de 1970, obrigado a ir ao local acompanhado de policiais disfarçados, seu colega também foi capturado e, quando já se preparavam para deixar o local, Dilma, que não estava sendo esperada, logo chegou. Percebendo que algo estava errado, Dilma tentou sair do local sem ser notada. Desconfiados, os policiais a abordaram e encontraram-na armada. "Se não fosse a arma, é possível que conseguisse escapar", ressalta Ribeiro.[11]
Foi, então, levada para a Operação Bandeirante, no mesmo local onde cinco anos depoisVladimir Herzog perderia a vida. Foi torturada por vinte e dois dias com palmatória, socos,pau de arara e choques elétricos.[26] No meio militar, há quem veja o relato de Dilma com ironia e descrédito, especialmente quanto à possibilidade de alguém sobreviver a tanto tempo de tortura.[27] Posteriormente, Dilma denunciou as torturas em processos judiciais e a Comissão Especial de Reparação da Secretaria de Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro aprovou pedido de indenização por parte de Dilma e de outras dezoito pessoas.[28]
Carlos Araújo foi preso em 12 de agosto de 1970. Durante o período em que Dilma esteve presa, Araújo teve um rápido romance com a atriz e então simpatizante da organização Bete Mendes. Ao ser preso, encontrou-se com Dilma em algumas ocasiões, nos deslocamentos relativos aos processos militares que ambos respondiam. Ficaram alguns meses no mesmo presídio Tiradentes, em São Paulo, inclusive com visitas íntimas, onde se reconciliaram, planejando reatarem a vida conjugal após a prisão.[11]
Dilma foi condenada em primeira instância a seis anos de prisão. Havendo cumprido três anos, o Superior Tribunal Militarreduziu, então, a condenação a dois anos e um mês. Teve também seus direitos políticos cassados por dezoito anos.[29]Seu nome estava numa lista, encontrada na casa de Carlos Lamarca, com presos a que se daria prioridade para serem trocados por sequestrados, mas nunca foi trocada e cumpriu a pena regularmente.[30]

Mudança para Porto Alegre

Dilma saiu do Presídio Tiradentes no fim de 1972, dez quilos mais magra e com uma disfunção na tireoide.[31] Havia sido condenada em alguns processos e absolvida em outros. Passou um período com sua família, em Minas Gerais, para se recuperar, algum tempo com uma tia, em São Paulo, e mudou-se para Porto Alegre, onde Carlos Araújo cumpria os últimos meses de sua pena. Ficou na casa dos sogros, de onde avistava o presídio em que Araújo estava preso. Dilma visitava-o com frequência, levando jornais e até livros políticos, disfarçados de romances.[11] [31]
Dilma segurando nos braços a filha recém-nascida Paula.
Punida por subversão, de acordo com o decreto-lei 477, ela havia sido expulsa daUniversidade Federal de Minas Gerais e impedida de retomar seus estudos naquela universidade em 1973,[32] o que levou Dilma a prestar vestibular paraeconomia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Ficou grávida em 1975 enquanto cursava a graduação e em março de 1976 nasceu sua única filha, Paula Rousseff Araújo. Sua primeira atividade remunerada, após sair da prisão, foi a de estagiária na Fundação de Economia e Estatística (FEE), vinculada ao governo doRio Grande do Sul.[31] Graduou-se em 1977, não tendo participado ativamente do movimento estudantil.[32]
A sua militância política, desta vez dentro da legalidade, foi reiniciada no Instituto de Estudos Políticos e Sociais (IEPES), ligado ao então único partido legalizado de oposição, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Mesmo não tendo se filiado ao partido, Dilma organizava debates no instituto, que recebia palestras de intelectuais. Em 1976, Araújo e Dilma trabalharam na campanha a vereador de Glênio Peres, pelo MDB. Em novembro de 1977, o nome de Dilma foi divulgado no jornal O Estado de S. Paulo como sendo um dos 97 subversivos infiltrados na máquina pública em uma relação elaborada pelo então demissionário Ministro do ExércitoSílvio Frota, que classificou Dilma como "amasiada com o subversivo" Carlos Araújo. Com isso, foi exonerada da FEE, sendo, contudo, anistiada mais tarde.[31]

Início da carreira política

Dilma Rousseff e Leonel Brizola.
Com o fim do bipartidarismo, participou junto com Carlos Araújo dos esforços deLeonel Brizola para a recriação do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Após a perda da sigla para o grupo de Ivete Vargas, participou da fundação do Partido Democrático Trabalhista (PDT).[31] Araújo foi eleito deputado estadual em 1982, 1986 e 1990. Foi, também, por duas vezes, candidato a prefeito de Porto Alegre, perdendo para Olívio Dutra, em 1988, e Tarso Genro, em 1992. Dilma conseguiu seu segundo emprego na primeira metade dos anos 1980 como assessora da bancada do PDT na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.[31]

Secretária Municipal da Fazenda

Araújo e Dilma dedicaram-se com afinco na campanha de Alceu Collares à prefeitura de Porto Alegre em 1985. Eleito prefeito, Collares a nomeou titular da Secretaria Municipal da Fazenda, seu primeiro cargo executivo.[31] Na campanha do pedetista de Aldo Pinto para o governo do estado em 1986, Dilma participou da assessoria.[31]
Dilma permaneceu à frente da Secretaria Municipal da Fazenda até 1988, quando se afastou para se dedicar à campanha de Araújo à prefeitura de Porto Alegre. Foi substituída por Políbio Braga, que conta que Dilma tentara convencê-lo a não assumir o cargo, aconselhando-o, então: "Não assume não, que isso pode manchar a tua biografia. Eu não consigo controlar esses loucos e estou saindo antes que manche a minha." Enquanto Collares lembra da gestão de Dilma como exemplo de competência e transparência, Políbio Braga discorda, lembrando que "ela não deixou sequer um relatório, e a secretaria era um caos".[31]
A derrota de Araújo na candidatura a prefeito alijou o PDT dos cargos executivos. Em 1989, contudo, Dilma foi nomeada diretora-geral da Câmara Municipal de Porto Alegre, mas acabou sendo demitida do cargo pelo presidente da casa, vereador Valdir Fraga, porque chegava tarde ao trabalho. Conforme Fraga, "eu a exonerei porque houve um problema com o relógio de ponto".[31]

Secretária Estadual de Energia, Minas e Comunicações

Em 1990, Alceu Collares foi eleito governador, indicando Dilma para presidir a Fundação de Economia e Estatística (FEE). Permaneceu ali até fim de 1993, quando foi nomeada Secretária de Energia, Minas e Comunicações, sustentada pela influência de Carlos Araújo e seu grupo político.[31] Permaneceu no cargo até final de 1994, época em que seu relacionamento com Araújo chegou ao fim, abalado pela descoberta de um caso extraconjugal. Depois reconciliaram-se e permaneceram juntos até 2000, quando Dilma foi morar só em um apartamento alugado.[31]
Em 1995, terminado o mandato de Alceu Collares, Dilma afastou-se dos cargos políticos e retornou a FEE, passando a ser editora da revista Indicadores Econômicos. Entre 1995 e 1996, teve uma curta experiência como micro-empresária vendendo produtos variados a baixos preços tabelados (os populares "um e noventa e nove") numa lojinha chamada Pão e Circo.[33] Em 1998, o petista Olívio Dutra ganhou as eleições para o governo gaúcho com o apoio do PDT no segundo turno, e Dilma retornou à Secretaria de Minas e Energia. Conforme Olívio, "Eu já a conhecia e respeitava. E a nomeei também porque ela estava numa posição mais à esquerda no PDT, menos populista".[31]
Na sua gestão na Secretaria de Minas e Energia do governo Dutra, a capacidade de atendimento do setor elétrico subiu 46%,[31] com um programa emergencial de obras que reuniu estatais e empresas privadas. Em janeiro de 1999, Dilma viaja a Brasília e alerta as autoridades do setor elétrico de que, sem investimentos em geração e transmissão de energia, os cortes que o Rio Grande do Sul enfrentara no início de sua gestão ocorreriam no resto do país.[34] Na crise do apagão elétrico no final do governo Fernando Henrique Cardoso, os três estados da Região Sul não foram atingidos, não sendo imposto qualquer racionamento, pois não houve estiagem na região. Ainda assim, houve economia voluntária de energia e Dilma tentou obter compensação, como se concedia nas demais regiões. O governo federal não cedeu e Dilma conseguiu contemporizar junto à iniciativa privada gaúcha.[31]

Ministra no governo Lula

Ministra de Minas e Energia

Dilma discursa durante cerimônia de lançamento do Programa Nacional de Biodiesel.
Dilma fez parte do grupo que elaborou os assuntos relacionados à área de minas e energia na plataforma do candidato Luiz Inácio Lula da Silva em 2002.[35] Ela havia sido convidada pelo físico e engenheiro nuclear Luiz Pinguelli Rosa, que coordenava as reuniões.[31] Para todos no grupo, estava evidente que Pinguelli seria o ministro de Minas e Energia, caso Lula vencesse a eleição em 2002.[31] Foi grande a surpresa quando Lula, eleito, escolheu Dilma para assumir a pasta.[31]
Ao assumir o Ministério das Minas e Energia, também foi nomeada presidente do Conselho de Administração da Petrobras, cargo que exerceu até março de 2010.[36] Dilma defendeu uma nova política industrial para o governo, fazendo com que as compras de plataformas pela Petrobras tivessem um conteúdo nacional mínimo. Argumentou que não era possível que uma obra de um bilhão de reais não fosse feita no Brasil.[37] As licitações para as plataformas P-51 e P-52 foram, assim, as primeiras no país a exigir um conteúdo nacional mínimo.[38]
Sua gestão no ministério foi marcada pelo respeito aos contratos da gestão anterior, como pelos esforços em evitar novo apagão, pela implantação de um modelo elétrico menos concentrado nas mãos do Estado e pela criação do programa Luz Para Todos.[31] Convicta de que investimentos urgentes em geração de energia elétrica deveriam ser feitos para que o país não sofresse um apagão já em 2009, Dilma travou um sério embate com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que defendia o embargo a várias obras, preocupada com o desequilíbrio ecológico que poderiam causar. José Dirceu, então [[Lista de ministros da Casa Civil do Brasil|Ministro-chefe da Casa Civil, teve que criar uma equipe de mediadores entre as ministras para tentar resolver as disputas.[39]

Ministra-chefe da Casa Civil

Dilma cumprimenta o presidente norte-americano Barack Obamadurante encontro na Casa Branca.
Dilma e Lula durante cerimônia de lançamento do PAC da Habitação.
Em 20 de junho de 2005, o presidente Lula indicou Dilma para comandar oMinistério da Casa-Civil.[40] Assim, Dilma se tornou a primeira mulher a assumir o cargo na história do país.[41] José Dirceu, seu antecessor, saiu do ministério devido ao escândalo do mensalão, tendo sido posteriormente condenado.[42] Na época, alguns petistas criticaram a escolha, por considerarem Dilma com um perfil mais técnico e preferiam um nome mais político para a Casa Civil.[43] Franklin Martins, ex-guerrilheiro a se tornar ministro, afirmou que "Lula percebeu que ela fazia as coisas andarem."[31] Mais tarde, Dilma revelou a Gilberto Carvalho que a indicação foi uma surpresa muito maior do que quando fora indicada para a pasta de Minas e Energia.[31]
Segundo o jornal Zero Hora, o Consulado dos Estados Unidos em São Pauloencaminhou ao Departamento de Estado norte-americano, logo após a posse de Dilma na Casa Civil, um dossiê detalhado, traçando seu perfil, o passado como guerrilheira, gostos e hábitos pessoais e características profissionais, descrevendo-a como "técnica prestigiada e detalhista" e como uma pessoa com "fama de durona".[44] [45]
Em virtude do escândalo dos cartões corporativos, surgido em janeiro de 2008, Dilma teve que se explicar após uma reportagem da revista Veja afirmar que oPalácio do Planalto montara um dossiê detalhando gastos da família Fernando Henrique Cardoso e que os documentos estariam sendo usados para intimidar a oposição na CPI dos Cartões Corporativos. Em entrevista coletiva em 4 de abril, reconheceu a feitura do banco de dados, mas descartou qualquer conotação política pertinente. As investigações da Polícia Federal concluíram que o responsável pelo vazamento foi um funcionário da Casa Civil, então subordinado de Erenice Guerra, que era secretária-executiva de Dilma e posteriormente sua sucessora na Casa Civil.[46] Ele enviou passagens do dossiê para um assessor do senador tucano Álvaro Dias, confirmando que o dossiê existiu.[47] Na época, a Casa Civil negou a existência do tal dossiê, apresentando, no intervalo de quinze dias, três versões diferentes sobre o assunto, todas depois desmentidas pela imprensa.[48]
Dilma era considerada pelo governo Lula a gerente do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Lula também a chamou de "mãe" do PAC, designando-a responsável pelo programa em todo o país e informando que a população deveria cobrar dela o andamento das obras.[49] [50] Quanto ao ritmo das obras, Dilma alegou que o país não tem elevado grau de eficiência, como a Suíça, mas tem conseguido acelerar os maiores projetos.[51]

Presidente da República

Candidatura presidencial em 2010

Convenção Nacional do Partido dos Trabalhadores.
Em abril de 2007, Dilma já era apontada como possível candidata à presidência da República na eleição de 2010.[52] Naquele mesmo ano, o presidente Lula passou a dar destaque a então ministra com o objetivo de testar seu potencial como candidata.[53] Em abril de 2009, Lula afirmou que "Todo mundo sabe que tenho intenção de fazer com que Dilma seja candidata do PT e dos partidos, mas se ela vai ganhar vai depender de cada brasileiro".[54] Para cumprir com a lei eleitoral de desincompatibilização, Dilma deixou o Ministério da Casa-Civil em 31 de março de 2010, sendo sucedida por Erenice Guerra.[55]
A Convenção Nacional do Partido dos Trabalhadores, realizada em Brasília no dia 13 de junho de 2010, oficializou Dilma como a candidata do partido à presidência, bem como oficializou o então presidente da Câmara dos DeputadosMichel Temer, como seu vice.[56] A coligação de Dilma e Temer recebeu o nome de Para o Brasil seguir mudando e foi composta por dez partidos.[57] Em seu discurso de aceitação como candidata, declarou: "Não é por acaso que depois desse grande homem o Brasil possa ser governado por uma mulher, uma mulher que vai continuar o Brasil de Lula, mas que fará o Brasil de Lula com alma e coração de mulher".[58]
O mote da campanha petista foi a continuidade do governo Lula.[59] Até então desconhecida por grande parte do eleitorado, Dilma passou a liderar a corrida pela sucessão presidencial no final de junho.[60] Ela foi beneficiada pela aprovação recorde do governo Lula, que atingiu patamares superiores aos 80%.[61] [62] [63] O presidente engajou-se pessoalmente na campanha, participando de vários comícios, gravando para a propaganda eleitoral e declarando apoio à candidata repetidas vezes.[64] [65] O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) interpretou algumas dessas declarações como propaganda eleitoral antecipada, multando-os diversas vezes.[66] [67]
Dilma após votar em Porto Alegrenas eleições de 2010.
Algumas pesquisas de opinião indicavam que Dilma poderia vencer a eleição já no primeiro turno.[68] [69] Ela chegou a atingir mais de 30% de diferença em relação aJosé Serra, candidato do PSDB.[70] Após a divulgação pela imprensa das suspeitasde tráfico de influência no Ministério da Casa-Civil envolvendo a ministra Erenice Guerra, ex-secretária executiva e braço direito de Dilma, as pesquisas passaram a indicar uma migração de votos da petista para Marina.[71] [72] Também contribuiu para sua queda nas pesquisas a questão da descriminalização do aborto, em que seus opositores afirmavam que Dilma seria favorável ao aborto, embora ela tenha negado ter esta posição.[73] [74]
Em 3 de outubro, Dilma obteve 46,91% dos votos válidos, classificando-se para o segundo turno com Serra, que atingiu 32,61%.[75] Marina Silva, candidata do PV, conquistou 19,33% dos votos, tirando da petista a vantagem que a elegeria no primeiro turno, como tinha sido apontado inicialmente pelos institutos de pesquisas.[76]
No segundo turno, Marina optou por não declarar apoio a nenhum dos dois candidatos.[77] Dilma manteve a vantagem sobre Serra nas pesquisas de opinião.[78] Em 31 de outubro, ela obteve 55 752 529 votos (56,05%), elegendo-se a primeira mulher presidente do Brasil.[79] Em seu discurso de vitória, destacou o papel das mulheres e agradeceu o apoio do presidente Lula.[80] Sua vitória teve grande repercussão na imprensa internacional, que destacou o ineditismo por ser a primeira presidente e o peso de seu padrinho político.[81]

Primeiro mandato, 2011—2014

Dilma desfila no Rolls Royce presidencial ao lado de sua filha Paula no dia de sua posse do primeiro mandato como presidente do Brasil.
Dilma foi empossada como a 36ª presidente do Brasil em 1º de janeiro de 2011.[82]Em seu discurso de posse, prometeu erradicar a pobreza e mudar o sistema tributário.[83] Antes mesmo de assumir o cargo, afirmou preferir ser tratada como "presidenta", mas desde sua eleição não houve posicionamento oficial a respeito do tema, o que gerou certa confusão.[84] [85] Os meios de comunicação não estabeleceram qualquer padronização, sendo usado desde então tanto "a presidente" quanto "presidenta".[86] [87]
Em 14 de janeiro de 2011, Dilma visitou as áreas atingidas pelas enchentes e deslizamentos de terra no Rio de Janeiro e liberou R$ 100 milhões para ações de socorro e assistência.[88] [89] No início de fevereiro, fez a primeira viagem internacional, escolhendo a Argentina como destino.[90] No mesmo mês, anunciou um corte de R$ 50 bilhões nas despesas previstas pelo Orçamento Geral da União para 2011 e fez seu primeiro pronunciamento transmitido em rede nacional de rádio e televisão.[91] [92] Em março, recebeu a visita do presidente norte-americano Barack Obama, com quem assinou acordos de cooperação.[93] Em abril, decretou luto oficial de três dias pelo Massacre de Realengo e declarou que o país estava unido em repúdio à violência.[94] [95]
Dilma e Cristina Kirchner, presidente da Argentina, durante sua primeira viagem internacional.
Em seu discurso de abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas em 21 de setembro, defendeu o Estado Palestino ao dizer que "chegou o momento" daquele país se tornar um membro pleno da ONU. Dilma também exaltou o papel das mulheres na política, declarando: "Pela primeira vez na história das Nações Unidas, uma voz feminina inaugura o debate geral: é a voz da democracia".[96] [97] Em novembro, sancionou a lei que instituiu a Comissão Nacional da Verdade e a Lei de acesso à informação, regulamentando o direito do acesso à informações públicas.[98] [99]
Em seu primeiro ano de mandato, sete ministros foram substituídos.[100] Os ministros Antonio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes), Wagner Rossi (Agricultura), Pedro Novais (Turismo), Orlando Silva (Esporte) e Carlos Lupi(Trabalho) demitiram-se após denúncias de corrupção.[101] [102] Nelson Jobim, então ministro da Defesa, pediu demissão após classificar o governo Dilma como "atrapalhado".[103]
Em fevereiro de 2012, o governo federal leiloou os aeroportos de GuarulhosViracopos e Brasília.[104] As concessionárias vencedoras irão administrar os aeroportos durante o prazo de concessão, que varia de vinte a até trinta anos. O governo arrecadou R$ 24 bilhões com os leilões.[105] Também foram, posteriormente, concessionados para a iniciativa privada trechos de rodovias e ferrovias federais.[106] [107]
Dilma discursa durante abertura daRio+20, 20 de junho de 2012.
Em maio de 2012, anunciou, em rede nacional de televisão, a criação do programaBrasil Carinhoso, com o objetivo tirar da miséria absoluta todas as famílias com integrantes de até quinze anos.[108] [109] No mês seguinte, ela sancionou a Lei nº 12 677, que criou mais de setenta mil cargos a serem preenchidos até 2014 na área educacional[110] e, em agosto, sancionou a lei que destina metade das vagas em universidades federais para estudantes de escolas públicas.[111]
Dilma manteve um alto índice de aprovação nos dois primeiros anos de seu mandato.[112] Neste período, a aprovação do governo nunca foi inferior a 48% de ótimo ou bom e sua avaliação pessoal atingiu a casa dos 70% diversas vezes.[113][114] [115] Estes índices deram-lhe um início de mandato com melhor aprovação do que comparado ao mesmo período dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso.[116]
Em seu primeiro pronunciamento rede nacional de rádio e televisão do ano de 2013, anunciou uma redução na conta de luz e declarou que "ao mesmo tempo, com a entrada em operação de novas usinas e linhas de transmissão, vamos aumentar em mais de 7% nossa produção de energia e ela irá crescer ainda nos próximos anos".[117] Em março, anunciou a desoneração de impostos federais sobre a cesta básica com o objetivo de reaquecer a economia.[118]
Ficheiro:Pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff.ogv
Pronunciamento de Dilma em 21 de junho de 2013 sobre os protestos gerais.
Em junho de 2013, em meio à histórica onda de protestos da população que se espalharam por todo País sobre insatisfação relacionada aos Poderes Executivo e Legislativo, aliada a questões sobre condições de saúde, educação e segurança, geraram a maior queda na popularidade de Dilma, que foi de 55% para 31%. Esta foi uma das maiores quedas de popularidade registradas na avaliação do governo federal desde Fernando Collor.[119] A onda de protestos também atingiu negativamente a popularidade de governadores, prefeitos, deputados e da maioria dos partidos do país.[120] [121] Em 21 de junho de 2013, um dia após a maior manifestação registrada nessa onda de protestos, Dilma cancelou uma viagem que faria ao Japão e convocou uma reunião de emergência.[122] No mesmo dia, foi gravado um pronunciamento presidencial, que foi transmitido na mesma noite.[123]Neste pronunciamento, Dilma anunciou a criação de cinco pactos e uma proposta de plebiscito para constituinte dareforma política.[124]
Em setembro de 2013, documentos do Governo dos Estados Unidos classificados como ultrassecretos vazaram, revelando que Dilma e seus principais assessores, além de grandes empresas como a Petrobrás, foram espionados pelo governo norte-americano.[125] Em 17 de setembro, Dilma cancelou a viagem oficial que faria aos EUA naquele ano.[126] Em 24 de setembro, a presidente discursou na Assembleia Geral da ONU, onde declarou que a espionagem fere a soberania e o direito internacional.[127] Ela classificou as denúncias como uma "grave violação dos direitos humanos e das liberdades civis" e uma "afronta aos princípios que devem guiar as relações entre os países".[128] Em fevereiro de 2015, uma reportagem do The New York Times afirmou que os programas de espionagem da NSA no Brasil e no México continuaram mesmo após as revelações ao público e o estremecimento das relações bilaterais.[129]
Dilma dá o "pontapé inicial" daArena Castelão, 20 de janeiro de 2013.
Em 21 de outubro de 2013, foi leiloado o Campo de Libra, considerado o maior campo de petróleo da Camada pré-sal.[130] [131] Naquele mesmo dia, a presidente Dilma fez um pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão negando que o leilão significava a privatização do petróleo brasileiro. Segundo ela, "o Brasil é – e continuará sendo – um país aberto ao investimento, nacional ou estrangeiro, que respeita contratos e que preserva sua soberania. Por tudo isso, o leilão de Libra representa um marco na história do Brasil".[132]
Em 27 de abril de 2014, sancionou o Marco Civil da Internet, que estabeleceu obrigações e direitos dos provedores de internet.[133] Dilma discusou no fórum global NETmundial, realizado naquele mês, afirmando: "Esse foi um processo virtuoso que nós levamos no Brasil. O nosso Marco Civil também foi valorizado pelo processo de sua construção. Por isso, gostaria de lembrar que ele estabelece princípios, garantias e direitos dos usuários."[134]
Em 10 de junho de 2014, dois dias antes do início da Copa do Mundo FIFA, Dilma pronunciou-se em rede nacional de televisão sobre o evento. No pronunciamento, a presidente defendeu o legado da Copa, declarando: "No jogo, que começa agora, os pessimistas já entram perdendo. Foram derrotados pela capacidade de trabalho e a determinação do povo brasileiro, que não desiste nunca".[135] Entre junho de 2013 até a realização da Copa, vários protestos ocorreram contra a realização do evento no país.[136] Os manifestantes denunciavam gastos excessivos de verbas públicas para construção de estádios e estruturas, a isenção de impostos a Federação Internacional de Futebol (FIFA), o padrão dos serviços públicos comparados ao evento e alegações de corrupção.[137] [138] [139] [140] Dilma também foi alvo dos protestos por, pelo menos, duas vezes: em seu discurso de abertura da Copa das Confederações FIFA de 2013, recebeu muitas vaias da plateia;[141] ao entregar a taça de campeã para a Alemanha, foi novamente vaiada pela torcida.[142]

Candidatura presidencial em 2014

Dilma durante campanha em outubro de 2014, em Porto Alegre.
A avaliação do governo e sua avaliação pessoal tiveram uma grande queda após os protestos de junho de 2013.[143] [144] Porém, os levantamentos continuaram apontando seu favoritismo na disputa eleitoral que aproximava-se.[145] Durante o ano de 2014, ocorreram várias denúncias relacionadas à Petrobras na Operação Lava Jato, envolvendo políticos e empreiteiras.[145] A presidente também enfrentou críticas relacionadas à condução da política econômica.[145] O crescimento médio do Produto Interno Bruto (PIB) atingiu os mais baixos níveis desde o governo Fernando Collor e a inflação acumulada ficou acima do limite estipulado pelo governo.[146] [147]
Alguns setores do Partido dos Trabalhadores deram vida ao movimento "Volta, Lula". O movimento defendia que Dilma fosse substituída pelo ex-presidente Lula como o candidato do partido.[148] [149] O ex-presidente negou a intenção de ser candidato e declarou apoio à reeleição de Dilma.[150] Na convenção nacional do Partido dos Trabalhadores, realizada no dia 21 de junho de 2014, o partido oficializou a candidatura de Dilma à reeleição, tendo novamente Michel Temer (PMDB) como candidato a vice-presidente.[151] [152]
Debate entre Dilma e Aécio no SBTem 16 de outubro de 2014. A eleição presidencial de 2014 foi a mais acirrada desde a redemocratização.[153]
No início da campanha, as pesquisas eleitorais indicavam que o senador mineiroAécio Neves, candidato do PSDB, seria seu principal adversário.[154] O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do PSB, apresentava-se como um candidato deterceira via.[154] Em 13 de agosto de 2014, Campos morreu em um acidente aéreona cidade de Santos.[155] A morte de Campos, seguida da ascensão de Marina Silva como candidata, alterou o quadro eleitoral.[156] Marina ultrapassa Aécio nas pesquisas e assume o segundo lugar, com vantagem em relação à Dilma nos cenários de segundo turno.[157] Porém, Aécio passa a crescer gradativamente nas pesquisas, assim como Marina começa a cair, em grande parte devido aos ataques que recebeu e às polêmicas que se envolveu.[158] [159] Nas vésperas do primeiro turno, as pesquisas indicavam que o segundo turno seria realizado entre Dilma e Aécio, que estava em empate técnico com Marina, mas com tendência de alta.[160]
Em 5 de outubro, dia do primeiro turno da eleição, Dilma votou em Porto Alegre e ainda pela manhã seguiu para Brasília para acompanhar a apuração dos votos.[161] Com 41,59% dos votos válidos, Dilma foi a mais votada em quinze estados.[162] Nenhum dos candidatos obteve a maioria dos votos válidos, sendo então convocado pelo Tribunal Superior Eleitoral um segundo turno entre Dilma e Aécio, que foi o segundo colocado com 33,55%.[163] A terceira colocada na disputa, Marina Silva, ficou com 21,32% e declarou apoio a Aécio.[164]
Dilma é reeleita presidente da República, 26 de outubro de 2014.
Nas três semanas de disputa direta entre Dilma e Aécio, os debates e as críticas concentraram-se na corrupção e na economia.[165] Aécio explorou as investigações da Operação Lava Jato, enquanto Dilma afirmava que a oposição tentava dar um golpe ao explorar o caso e que a Polícia Federal tinha independência para investigar.[166] Na economia, Dilma insistiu que o retorno do PSDB ao comando do país seria uma "volta ao passado" e criticou o governo Fernando Henrique Cardosorepetidas vezes.[165] [167] Nas duas últimas semanas, os ataques se intensificaram nas propagandas, debates televisionados e nos atos de campanha.[168] Uma semana antes da votação, o ministro Dias Toffoli decidiu reduzir o tempo de propaganda eleitoral de ambos os candidatos, em decorrência de violações cometidas por eles.[169]
As pesquisas iniciais do segundo turno indicaram Aécio e Dilma empatados tecnicamente, mas com vantagem numérica do tucano.[170] Na última semana de campanha, a petista passa a liderar numericamente, mas o empate técnico persistia.[169] Praticamente repetindo o ritual do primeira turno, Dilma votou de manhã em sua seção eleitoral na capital gaúcha e seguiu para a capital federal para acompanhar a apuração dos votos.[171] Sua reeleição foi anunciada às 20h27min de 26 de outubro, quando 98% das urnas já haviam sido apuradas.[172] [173] Ela recebeu 54 501 118 votos (51,64% dos votos válidos), contra os 51 041 155 votos (48,36%) a favor de Aécio.[174] No discurso de vitória, Dilma pediu união, prometeu diálogo e negou que o país estaria "dividido".[175] Esta foi a eleição presidencial mais acirrada em trinta anos e considerada por cientistas políticos uma das mais "ofensivas" da história política brasileira.[176] [177]

Segundo mandato, 2015—atualidade

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Dilma Rousseff sendo empossada para o seu segundo mandato.
Em 1º de janeiro de 2015, Dilma foi empossada para o seu segundo mandato na presidência da República.[178] Ela iniciou seu segundo mandato enfraquecida e em meio a uma crise econômica e política.[179] [180] Desde então, o governo, em busca de construção da austeridade fiscal, vem tomando medidas impopulares, como novas regras mais rígidas para aposentadorias, o aumento da luz e da gasolina, cortes bilionários em todas as áreas e aumento de impostos.[181] [182] [183] [184] [185]No início de fevereiro, a popularidade da presidente Dilma caiu de 42% para 23%, a avaliação mais baixa de um governo federal desde dezembro de 1999.[186]
Em 8 de março, durante o discurso da presidente em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, em várias cidades brasileiras ocorreram manifestações de desaprovação em forma de "panelaço".[187] No dia 15, simpatizantes da presidente realizaram uma manifestação de apoio denominada "coxinhaço", numa referência aos opositores do governo, os assim denominados "coxinhas" por alguns governistas.[188] [189] Entretanto, a insatisfação social com os problemas na administração nacional, a crise econômica e, denúncias de corrupção, levaram a um apoio maciço aos protestos contra o governo Dilma marcados para aquele mesmo dia. Enquanto alguns manifestantes clamavam pela renúncia da presidente, outros pediam uma intervenção da forças armadas e, 19 pedidos para seu impeachment já haviam sido feitos, a maioria solicitados por cidadãos.[190] De forma geral, as manifestações transcorreram de forma pacífica mas, alguns atos de violência foram registrados, como um ataque contra a sede do PT da cidade de Jundiaí.[191] Os protestos foram realizados ao longo do dia em várias cidades por todo o país.[192] Brasileiros que residem no exterior também protestaram no Reino UnidoEstados UnidosAustrália e Portugal.[193] O governo foi surpreendido com o apoio popular e a escala das manifestações de protesto[194] e, só na cidade de São Paulo, estima-se que houve a participação de um milhão de pessoas, embora outras projeções estimaram em 200 000 participantes.[195]
Dilma Rousseff concede entrevista coletiva no Palácio do Planalto em 16 de março de 2015, em resposta aosprotestos ocorridos no dia anterior.
No dia 18 de março, conforme promessa de campanha,[196] o governo envia ao congresso uma série de medidas contendo mudanças objetivando fortalecer a legislação para combater à corrupção no executivo, legislativo e judiciário como também objetivando melhor transparência no setor privado. Em declaração Dilma ressaltou que se precisa desconstruir o estigma de que "brasileiro quer levar vantagem em tudo" e disse que a impunidade tem sido a causa mater da reprodução da corrupção na cultura brasileira: “Não pretendemos esgotar a matéria, mas evidenciar que estamos no caminho correto. [As medidas] fortalecem a luta contra a impunidade que é, talvez, o maior fator que garante a reprodução da corrupção”. Entre as medidas tem o projeto de lei que exigi Ficha Limpa para todos os servidores públicos nos poderes ExecutivoLegislativo e Judiciário e o decreto de regulamentação da Lei anticorrupção.[197]
Pesquisas de aprovação realizadas em março de 2015 indicaram uma nova queda na popularidade da presidente. De acordo com o Datafolha, 62% consideram o governo Dilma ruim ou péssimo e 13% ótimo ou bom.[198] Estes números deram a Dilma os piores índices de aprovação para um presidente da República em mais de vinte anos.[199] Segundo a CNT/MDA, a avaliação positiva do governo Dilma caiu para 10,8%, a menor desde 1999. O percentual de reprovação do governo foi de 64,8% e 77,7% reprovam o desemprenho pessoal da presidente.[200] Em 12 de abril, novos protestos foram feitos contra o governo da presidente Dilma. Desta vez, o número de manifestantes foi estimado entre 696.000 a 1.500.000.[201]
No final de maio, o governo anunciou o maior corte no orçamento da história do país, estimado em quase setenta bilhões de reais.[202] Os maiores cortes foram feitos nos ministérios das cidades (R$ 17,2 bilhões), saúde (R$ 11,7 bilhões), educação (R$ 9,4 bilhões), transportes (R$ 5,7 bilhões) e defesa (R$ 5,6 bilhões).[203] Em setembro, a equipe econômica do governo propôs a volta da CPMF,[204] proposta que a presidente havia declarado ser contrária em 2010, quando candidata à presidência da República e em 2011, já ocupando o cargo, quando chamou a CPMF de "engodo".[205] A reedição do imposto passou a sofrer críticas pelos partidos de oposição e por federações industriais como a Fiesp, para não passar pelo Congresso Nacional.[206] [207]
Em 5 de outubro de 2015 institui por decreto a Comissão Especial de Reforma do Estado com o objetivo de propor aos órgãos competentes medidas para aumentar a eficiência na gestão pública e reduzir custos, por meio, de revisão da estrutura organizacional do Poder Executivo federal; eliminação de sobreposição de competências; fomento à inovação e à adoção de boas práticas na gestão pública federal e aprimoramento dos instrumentos de governança, transparência e controle da administração pública federal.[208]

Vida pessoal

O primeiro marido de Rousseff foi o jornalista mineiro Cláudio Galeno de Magalhães Linhares. Com a separação durante o período em que estiveram na clandestinidade, iniciou um relacionamento com o ex-guerrilheiro e ex-deputado gaúcho Carlos Franklin Paixão de Araújo, com quem teve sua única filha, Paula, nascida em 27 de março de 1976.[2] Preso em São Paulo, Araújo foi transferido para seu estado natal para completar a pena. Dilma deu aulas a presidiários para ver Araújo.[209]
Carlos Araújo e Dilma se separaram em 1994, mas em 1996 se reconciliaram e voltaram a viver juntos. Porém, depois de mais trinta anos de relacionamento, separam-se definitivamente em 2000.[2] Dilma havia passado a usar o sobrenomeLinhares após seu casamento com Cláudio Galeno, em 1967. A separação se deu quando estavam na clandestinidade e o divórcio amigável ocorreu apenas em 1981.[2] Dilma, contudo, continuou usando o sobrenome do primeiro marido até 1999, quando voltou a usar seu nome de solteira, Dilma Vana Rousseff.[2]
Dilma declara gostar de história e interessar-se por ópera. No início da década de 1990 matriculou-se no curso de teatro grego do dramaturgo Ivo Bender. A mitologia grega tornou-se uma obsessão para Dilma, que, influenciada por Penélope, resolveu aprender a bordar.[209] Segundo seu site oficial, ela é leitora assídua de Machado de AssisGuimarães Rosa,Cecília Meireles, e Adélia Prado.[210]
A partir de 2005, passou a corresponder-se com seu meio-irmão búlgaro Luben Russév (falecido em 2007).[211] Segundo seu amigo próximo, o escritor e professor de literatura brasileira Rumen Stoyanov, Luben, que enfrentava dificuldades financeiras, recebeu auxílio da então ministra Dilma.[211]

Paula Rousseff

Dilma Rousseff (esquerda) durante o batismo de seu neto em Porto Alegre, com a filha Paula Rousseff (centro), e Rafael Covolo – marido de Paula (direita).
Nascida em 27 de março de 1976, em Porto Alegre, Paula Rousseff é a única filha de Dilma e de seu ex-marido, Carlos Araújo. Paula graduou-se em direito e é funcionária pública federal concursada ocupando o cargo de Procuradora do Trabalho em sua cidade natal.[212] Ela é casada, desde 2008, com o administrador de empresas Rafael Covolo.[213]
Em 9 de setembro de 2010, Paula deu à luz o primeiro neto de Dilma, Gabriel Rousseff Covolo, nascido em Porto Alegre, enquanto a avó já estava em campanha presidencial.[214] [215] No primeiro turno, após o último debate entre os quatro principais candidatos, em 30 de setembro, na cidade do Rio de Janeiro, Dilma viajou para Porto Alegre para o batismo de Gabriel em 1 de outubro de 2010.[216]

Temperamento

Considerada dona de um temperamento explosivo, é acusada por parte da imprensa de ter destratado colegas de sua pasta, nomeadamente o ministro Paulo Bernardo, na frente dos governadores tucanos José Serra e Aécio Neves. É acusada de "ter feito chorar" o presidente da PetrobrásJosé Sérgio Gabrielli, depois de uma reprimenda via telefone. Segundo o jornal O Globo, o secretário-executivo do Ministério da Integração Nacional, Luiz Antonio Eira, teria pedido demissão devido a um desentendimento com ela, em que teria se sentido humilhado;[217] [218] Dilma, porém, nega que o tenha destratado.[219]
Dilma RousseffSou uma mulher dura cercada por ministros meigos.Dilma Rousseff
 — Dilma Rousseff.[218]
As supostas atitudes agressivas de Dilma, porém, garantiriam seu prestígio diante de Lula, que pondera que seu comportamento mais ajuda do que atrapalha: seu temperamento se convertia na eficiência para resolver problemas sem soluções, inclusive alguns vindos da gestão de José Dirceu.[218] O vice-presidente da República, José Alencar, considerava o temperamento da ministra "dedicado" e "sério", assim como "bravo". Para ele, o eleitor veria nesse temperamento qualidades "excepcionais" para o comando do país.[220]
Sobre seu temperamento, Dilma afirma: "O difícil não é meu temperamento, mas minha função. Eu tenho de resolver problemas e conflitos. Não tenho descanso. Não sou criticada porque sou dura, mas porque sou mulher. Sou uma mulher dura cercada por ministros meigos".[218]
Cquote1.svg… eu acho interessante o fato de que a mulher, quando ela exerce um cargo com alguma autoridade, sempre é tachada de dura, rígida, dama de ferro ou qualquer coisa similar. E eu acho isso, de fato, um estereótipo. É um padrão, uma camisa de força que tentam enquadrar em nós mulheres.Cquote2.svg
— Dilma, ao confirmar que já se sentiu discriminada por ser mulher[221]

Saúde

Em abril de 2009, Dilma revelou que estava se submetendo a um tratamento contra um linfomacâncer no sistema linfático, que havia descoberto a partir de um nódulo na axila esquerda, em um exame de rotina, em fase inicial. O tratamento incluía sessões de quimioterapia. Tratava-se do tipo mais agressivo, mas as chances de cura eram de 90%.[222] [223] Em meados de maio, foi internada no Hospital Sírio-Libanês com fortes dores nas pernas, sendo diagnosticada uma miopatia, inflamação muscular decorrente do tratamento contra o câncer. No início de setembro do mesmo ano, revelou ter concluído tratamento de radioterapia, dizendo-se curada,[224] [225] o que foi confirmado pelos médicos daquele hospital no final do mesmo mês.[226] Raspou o cabelo antes que ele começasse a cair, devido às sessões de quimioterapia, o que a fez usar peruca durante sete meses, até dezembro de 2009.[227] [228]

Posições políticas

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neutralidade desse artigo (ou seção) foi questionada, conforme razões apontadas na página de discussão. (desde abril de 2014)
Justifique o uso dessa marca na página de discussão e tente torná-lo mais imparcial.
Dilma se considera pró-vida, e apoia o aborto apenas em gestações que põem em risco a vida da mãe ou são o resultado de estupro, casos em que a legislação brasileira atual permite às mulheres interromper a gravidez.[229] Seus atuais pontos de vista têm sido criticados por setores da Igreja Católica brasileira e de outros grupos evangélicos, devido ao seu passado para apoiar a legalização do aborto. Foi alvo de críticas por parte da revista Veja, que destacou numa de suas reportagens a mudança das posições de Dilma em relação ao aborto.
Quando perguntada sobre o processo penal do goleiro do Flamengo Bruno Fernandes de Souza, acusado de assassinar sua ex-namorada Eliza Samudio, Rousseff declarou que era contra a pena de morte.[230] De acordo com ela, se a pena de morte fosse realmente útil, não haveria mais crimes hediondos nos Estados Unidos,[230] onde alguns estados a aplicam.
Dilma opõe-se ao casamento gay, mas apoia a união civil entre pessoas do mesmo sexo.[231] Segundo ela, "o casamento é uma questão religiosa. Eu, como indivídua, nunca diria o que uma religião deve fazer ou não. Temos que respeitá-los."[231] Sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo, Dilma Rousseff disse que a base dos direitos civis deve ser reconhecida de uma maneira civil.[231] Ela também se opõe à legalização das drogas ilegais, afirmando que "o Brasil hoje é incapaz de propor a descriminalização de qualquer droga."[232]
De origem trabalhista, como antiga militante do PDT, e no papel de atual membro do Partido dos Trabalhadores, um partido que se diz social-democrata e que se opõe à política da terceira via, Rousseff é a favor de privatizações.[233] Ela também se comprometeu a aprofundar os programas sociais popularizados ou inaugurados com o governo Lula, dizendo que, sob seu governo, "o Brasil continuará a crescer, com inclusão social e mobilidade".[234]
Críticos afirmam que a luta armada de esquerda no Brasil, não foi por democracia.[14] E que, aquele movimento, da qual Dilma Rousseff foi integrante ativa, objetivava, na realidade, implantar no Brasil uma ditadura de inspiração cubana.[235][236]
Posições políticas de Dilma Rousseff
[231] União de pessoas do mesmo sexo[233]Privatização[237][238]Imprensa livre[239]Liberdade religiosa[230] Pena de morte[240] Reforma tributária[229] Aborto(como escolha)
[241] Democracia[242] Cotas raciais[232]Legalização de drogas[243]Reforma agrária[244]Reforma política[245] Apoio ao software livre

Cronologia sumária                                                                

nha

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Eduardo Cunha
Presidente da Câmara dos Deputados do Brasil Brasil
Período1º de fevereiro de 2015
até a atualidade
Antecessor(a)Henrique Eduardo Alves
Deputado Federal pelo Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Período1º de fevereiro de 2003
até a atualidade
Vida
Nascimento29 de setembro de1958 (57 anos)
Rio de JaneiroRJ
Dados pessoais
CônjugeCláudia Cruz
PartidoPMDB
ReligiãoEvangélico
ProfissãoEconomista
Eduardo Cosentino da Cunha (Rio de Janeiro29 de setembro de 1958) é um economistaradialista e político brasileiroEvangélico, é membro da igreja neopentecostal Sara Nossa Terra.[1] [2] Atualmente é deputado federal pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) pelo Rio de Janeiro. Desde 1º de fevereiro de 2015 é presidente da Câmara dos Deputados.
Filiado ao Partido da Reconstrução Nacional, foi presidente da Telerjdurante o Governo Collor.[3] Já pelo Partido Progressista Brasileiro, comandou a Cehab no mandato de Anthony Garotinho. Candidatou-se pela primeira vez a um cargo eletivo em 1998, tendo sido eleito suplente de deputado estadual do Rio de Janeiro e assumido uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado em 2001. Elegeu-se deputado federal pela primeira vez em 2002, ainda pelo PPB. Nas eleições de 20062010 e 2014 foi reeleito, pelo PMDB.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido no Rio de Janeiro em 20 de setembro de 1958, é filho de Elcy Teixeira da Cunha e Elza Cosentino da Cunha. Começou a trabalhar aos catorze anos como corretor de seguros.[4] Trabalhou como auditor na empresa Arthur Andersende 1978 a 1980, ano em que se graduou em economia pela Universidade Candido Mendes, e atuou como economista naXerox do Brasil entre 1980 e 1982.[5] Cunha foi casado com Cristina Bastos Dytz, com quem teve três filhos: Danielle Dytz da Cunha, publicitária e apontada como uma das beneficiárias das contas na Suíça, além de Camilla e Felipe Dytz da Cunha.[6] Já em seu segundo casamento, desta vez com a jornalista Cláudia Cruz, ex-apresentadora de telejornais daRede Globo, a quem Cunha conheceu quando era presidente da Telerj, ele teve Bárbara, conhecida como Babu.[6]

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Campanhas para o PDS e o PMDB[editar | editar código-fonte]

Seu primeiro contato com a política ocorreu trabalhando para as campanhas de Eliseu Resende, candidato ao governo deMinas Gerais pelo Partido Democrático Social (PDS) na eleição de 1982, e Moreira Franco, candidato ao governofluminense pelo PMDB no pleito de 1986.[3]

Adesão a Collor e presidência da Telerj[editar | editar código-fonte]

Em 1989, o economista o empresário Paulo César Farias convidou Eduardo Cunha a se filiar ao Partido da Reconstrução Nacional (PRN) e a integrar o núcleo da campanha presidencial do candidato Fernando Collor de Mello.[5] [7] [8] Com pouco menos de trinta anos na época, atuou como tesoureiro do comitê eleitoral de Collor no Rio de Janeiro.[9] Segundo Daniel Tourinho, então presidente do PRN, Cunha foi o responsável por descobrir uma falha no registro do Partido Municipalista Brasileiro (PMB) que impediu a candidatura de Silvio Santos ao pleito.[4]
Depois de eleito, Collor convidou Eduardo Cunha para integrar a nova equipe econômica do governo, chefiada por Zélia Cardoso de Mello, mas ele declinou.[4] Em 1991, atendendo à sugestão de PC Farias, Collor nomeou Cunha para o comando da Telerj, a então empresa fluminense de telecomunicações.[7] [10] [11] Como presidente da companhia, reduziu os investimentos da empresa, conforme o projeto de privatizar as estatais do governo Collor, e criou uma comissão de licitação vinculada diretamente a seu gabinete.[3] O Tribunal de Contas da União constatou irregularidades na contratação de servidores sem concurso, tratamento privilegiado a determinados fornecedores e falhas na licitação para a edição de catálogos telefônicos.[11] Responsável pela implementação da telefonia celular no Rio de Janeiro, Cunha envolveu-se em um escândalo de superfaturamento, quando foi descoberto que ele havia assinado um aditivo de US$ 92 milhões a um contrato da Telerj com a fornecedora de equipamentos telefônicos NEC do Brasil (então controlada pelo empresárioRoberto Marinho), em vez de abrir nova licitação.[7] [12]
Com a descoberta do Esquema PC em 1992, que culminaria no impeachment de Fernando Collor naquele mesmo ano, foi exonerado da presidência da Telerj em 1993, já no Governo Itamar Franco, tendo sido substituído por José de Castro Ferreira.[9] Investigado no Esquema PC, Cunha negou ter participado das atividades ilegais descobertas neste esquema de corrupção.[9]

Filiação ao PPB e aproximação com Francisco Silva[editar | editar código-fonte]

Após a passagem pela Telerj, passaria alguns anos como operador na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro e prestando consultorias.[3] Já bastante próximo do ex-ministro da Fazenda e então deputado federal Francisco Dornelles, filiou-se aoPartido Progressista Brasileiro (PPB; atual PP) em 1994.[13] Nessa mesma época, se aproximou do empresário Francisco Silva, então o deputado federal mais votado do Rio de Janeiro e dono da evangélica Rádio Melodia FM.[3]
Quando presidia a Telerj, Cunha havia conseguido uma linha telefônica para Silva, em uma época na qual aquilo era um bem escasso, e mais tarde o ajudou a renegociar uma dívida de dezesseis milhões de reais com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que saiu por 20% do valor original.[4] Em gratidão, Silva apadrinhou Cunha, que passou a frequentar cultos em diversas igrejas evangélicas[4] e passou a prestar serviços à rádio a partir de 1995.[9] A amizade se solidificou quando os dois se tornaram sócios na empresa Montourisme Passagens e Turismo, embora Cunha tenha vendido sua parte ao empresário meses depois.[14] Foi indicado ainda pelo amigo parlamentar para presidir novamente a Telerj no primeiro mandato do Governo Fernando Henrique Cardoso.[15] [16]
Em 1996, Cunha e outras 41 pessoas foram autuados em um dos processos que investigava o Esquema PC, chegando a ser réu em um dos maiores processos do caso, acusado de envolvimento com Jorge Luiz Conceição, o operador das contas fantasmas do chamado esquema de corrupção.[9] Todavia, um acórdão da Primeira Turma do Tribunal Regional Federal concedeu naquele mesmo ano um habeas corpus a Cunha e trancou a ação contra ele.[17]

Amizade com Garotinho e presidência da Cehab[editar | editar código-fonte]

Lançou-se candidato pela primeira vez nas eleições do Rio de Janeiro em 1998, concorrendo a uma vaga de deputado estadual. No entanto, recebeu apenas quinze mil votos e acabou apenas com a suplência na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.[3]
Em 1999, o governo de Anthony Garotinho nomeou Francisco Silva como secretário de Habitação, que por sua vez nomeou Cunha como subsecretário em agosto daquele ano.[14] A secretaria foi extinta em outubro e foi substituída pelaCompanhia Estadual de Habitação, e Silva, que reassumiria seu mandato parlamentar, indicou Cunha para ocupar a presidência da nova empresa pública.[9] [14] [17]
Contudo, Cunha ficou no cargo por pouco mais de seis meses, tendo sido afastado em abril de 2000 por conta de denúncias de irregularidades em contratos sem licitação e favorecimento a empresas fantasmas.[18] [19] [20] Ele foi acusado de favorecimento à construtora Grande Piso, de propriedade de um filiado do PRN, em quatro licitações que somavam R$ 34 milhões para o conjunto Nova Sepetiba, o maior projeto habitacional do governo Garotinho, mas foi constatado que a empresa não tinha condições para tocar as obras.[18] [19] Outro caso de irregularidades envolveu a empresa Caci, representada por Jorge La Salvia (ex-procurador de Paulo César Farias) que venceu duas concorrências de R$ 570 mil para auditar contratos imobiliários da Cehab.[18] [19]
O escândalo não abalou os laços entre Anthony Garotinho e Eduardo Cunha, à época diretor da Melodia FM e produtor do programa do governador fluminense para a rádio evangélica.[20] Em uma visita à residência oficial do governador para gravar um desses programas, Cunha e o deputado federal Francisco Silva foram vítimas de uma emboscada à bala nazona portuária do Rio de Janeiro, em outubro de 2000.[21] Cunha escapou ileso, enquanto Silva levou um tiro de raspão.[21]
Em 2001, o Tribunal de Contas do Estado confirmou as diversas irregularidades nas licitações da Cehab, entre eles a adulteração da certidão negativa de tributos estaduais da Grande Piso e superfaturamento de preços praticados pela Caci, e notificou Cunha a se defender.[20]

Deputado estadual (2001-2002)[editar | editar código-fonte]

Também em 2001, graças às articulações do governador Anthony Garotinho, assumiu uma vaga de deputado estadual naALERJ, o que lhe garantia imunidade nas investigações do Ministério Público. Cada vez mais conhecido a frente da Melodia FM, também mantinha boletins diários para falar de assuntos variados e que terminavam com o bordão "O povo merece respeito"[nota 1] e se lançou a candidato a uma cadeira na Câmara dos Deputados nas eleições gerais de 2002, com o apoio de Garotinho.[4] Foi eleito com 101.495 votos na disputa.[3] [23]

Deputado federal (2003-presente)[editar | editar código-fonte]

Em 2003, trocou o então Partido Progressista pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro. Foi reeleito, nas eleições de 2006, ao cargo de deputado federal, com 130.773 votos.[24] Conseguiu novamente a reeleição em 2010, pelo PMDB, com 150.616 votos.[25] Na página do TSE, o deputado declarou ter recebido R$ 4,76 milhões em doações para a campanha de 2010, dos quais R$ 500 mil vieram da empreiteira Camargo Corrêa e o mesmo valor da Usina Naviraí de Açúcar e Álcool.[22]
Em 2013, foi eleito líder do PMDB na Câmara.[26] [27] .[28] No ano seguinte, entrou com uma queixa-crime no Supremo Tribunal Federal, contra o também deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), por injúria e difamação. Garotinho, em seu blog, referiu-se a Cunha como "deputado-lobista". Assessores da Câmara e lobistas com acesso a parlamentares do PMDB relatam que Eduardo Cunha registra em uma agenda a lista de empresas - ligadas principalmente aos setores de energia,telefonia e construção civil - beneficiadas por sua atuação parlamentar.[29] Ainda naquele ano, foi reeleito para mais uma legislatura, tendo obtido 232 708 votos (o terceiro mais votado do Estado do Rio de Janeiro.[30]
Como radialista, tem atuado em sete rádios FM nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Piauí e Paraná - violando o artigo 54 da Constituição Federal.[nota 2] .
Em fevereiro de 2015, Cunha foi eleito para a Presidência da Câmara com 267 votos.[31] [32]

Operação Lava Jato[editar | editar código-fonte]

Em 20 de agosto de 2015, Cunha foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal pela Procuradoria-Geral da República, por corrupção e lavagem de dinheiro, acusado de receber R$ 5 milhões em propinas.[33] . Em documento institucional enviado à Câmara dos Deputados, Rodrigo Janot, argumentou que Cunha busca usar a Câmara e os parlamentares "como escudo".[34]
O depoimento de delação premiada do ex-gerente da Petrobrás, Eduardo Musa, apontou Eduardo Cunha como a pessoa do PMDB que quem "dava a palavra final na Diretoria de Internacional da Petrobrás era Eduardo Cunha". E em, 25 de setembro de 2015, o juiz federal Sérgio Fernando Moro, envia, ao STF, outro pedido para denunciar o deputado.[35] [36]
Em 1º de outubro de 2015, o Ministério Público da Suíça enviou ao Brasil um processo criminal, aberto em abril do mesmo ano, por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro levantada por movimentações em contas bancárias em um banco daquele país. Essas contas, segundo o Ministério Público Suíço, seriam controladas por Cunha em seu nome ou no de familiares. Esse processo culminou no congelamento dos ativos na Suíça atribuídos ao Deputado.[37]
Através de uma nota divulgada pela assessoria de imprensa da Câmara dos Deputados, após a divulgação dos documentos comprovando que as contas pertencem a Eduardo Cunha e seus familiares, com detalhes sobre a origem e destino dos recursos, cópias de passaportes e assinaturas semelhantes à sua,[38] [39] [40] o deputado acusou o Procurador-geral da RepúblicaRodrigo Janot, de usar uma "estratégia ardilosa" na divulgação dos dados enviados pelo Ministério Público Suíço.[41] Estes dados foram usados pelar Procuradoria-Geral na formulação das duas denúncias contra Cunha ao STF.[42]

Empresas[editar | editar código-fonte]

Eduardo Cunha e sua segunda esposa, Cláudia Cruz são sócios proprietários de diversas empresas.[43] Dentre as empresas ligadas diretamente a Cunha, são citadas a "C3 Produções", a "Netherton Investment",[44] em Cingapura, a "Triumph SP"[45] e a "Jesus.com", que tem como atribuições fazer propagandas e programas de rádio e que tem sob seu CNPJ um Porsche Cayenne S de 2013, avaliado em 429.000 reais.[46] Outras empresas ligadas a Cunha e à sua esposa possuem ainda dois Porsches, uma BMW e cinco SUVs.[47] Além das empresas, Cunha manteve em 2014 o registro de 288 domínios de internet, tais como facebookjesus.com.br, compracrente.net.br, jesustube.net.br ewindowslivejesusmessenger.com.br.[48] No mesmo ano de 2014 Eduardo Cunha declarou possuir bens no valor de R$ 1.649.226,10.[49]

Posições políticas[editar | editar código-fonte]

Assumidamente evangélico, Cunha é considerado um dos parlamentares mais conservadores do país.[31] [50] No Congresso Nacional desde 2003, tem se notabilizado como defensor de valores tradicionais, por exemplo, posicionando-se contra a união estável homoafetiva, a descriminalização do aborto e da maconha.[22]
Em 2010, o deputado apresentou um projeto para criminalizar o preconceito contra os heterossexuais.[1] [5] Ele é o autor do projeto para a instituição do "Dia do Orgulho Heterossexual" no Brasil.[51] Ele é também o autor de um projetos que quer punir com prisão de até 10 anos os médicos que auxiliarem mulheres a fazer aborto.[31] Militante evangélico e frequentador assíduo de cultos, Cunha é detentor de centenas de domínios de cunho religioso na internet, dos quais 154 com a palavra "Jesus".[52] [53]
O deputado é contrário à regulação da mídia.[31] É conhecida a sua posição em relação ao Marco Civil da Internet,[54] [55]defendendo o controle de fluxo de dados dos usuários por parte das empresas de telecomunicações e, assim, ferindo o princípio da neutralidade da rede.[56]

Notas

  1. Ir para cima "O povo não está nem aí para o que eu digo, só pega a última frase", reconhece Cunha - e repete o slogan: "Afinal de contas, o povo merece respeito", que encerra suas falas no rádio. "A frase pode virar demagógica, mas tem que prestar atenção à entonação. Digo 'o povo mereeeeece respeito'! Todos caem na gargalhada".[22]
  2. Ir para cima De acordo com o Art. 54, congressistas não poderão: I - desde a expedição do diploma: a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes; b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os de que sejam demissíveis "ad nutum", nas entidades constantes da alínea anterior; II - desde a posse: a) ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada; b) ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis "ad nutum", nas entidades referidas no inciso I, a; c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso I, a; d) ser titulares de mais de um cargo ou mandato público eletivo.

Referências

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  2. Ir para cima Adriana Nicacio (29 de agosto de 2007). O deputado mais poderoso do brasil (em português) ISTOÉ Dinheiro. Visitado em 27 de março de 2014.
  3. ↑ Ir para:a b c d e f g Cláudia Schüffner; Paola Moura (26 de março de 2011). Âncora de "O Rio merece respeito", Cunha se ampara no eleitor evangélico (em português) Valor Econômico. Visitado em 15 de março de 2014.
  4. ↑ Ir para:a b c d e f Político de resultados (em português) Revista Veja (16 de maio de 2011). Visitado em 27 de março de 2014.
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  7. ↑ Ir para:a b c Lucas Altino (14 de maio de 2013). Eduardo Cunha: carreira recheada de polêmicas (em português) Jornal do Brasil. Visitado em 15 de março de 2014.
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  35. Ir para cima Moro envia ao STF mais uma suspeita contra Cunha na Lava Jato. msn.com. Página acessada em 26 de setembro de 2015.
  36. Ir para cima Moro envia ao STF mais uma suspeita contra Cunha na Lava Jato. Estadão. Página acessada em 26 de setembro de 2015.
  37. Ir para cima Chade, Jamil. Banco usado por Cunha na Suíça o denunciou por lavagem de dinheiro Estadão. Visitado em 7 de Outubro de 2015.
  38. Ir para cima Documentos desmentem Eduardo Cunha sobre contas na Suíça Jornal Nacional. Visitado em 2015-10-18.
  39. Ir para cima Cunha usou laranjas em negócios no exterior - 17/10/2015 - Poder - Folha de S.Paulo www1.folha.uol.com.br. Visitado em 2015-10-18.
  40. Ir para cima E-mail de Cunha para propina era ‘sacocheio@’ O Globo. Visitado em 2015-10-18.
  41. Ir para cima Cunha acusa Janot de "estratégia ardilosa" ao vazar informações sobre contas Agência Brasil. Visitado em 2015-10-18.
  42. Ir para cima STF abre novo inquérito contra Eduardo Cunha, a mulher e a filha (em pt-BR) Gazeta online. Visitado em 2015-10-18.
  43. Ir para cima Gil Alessi (16 de outubro de 2015). A “dona de casa” Cláudia Cordeiro Cruz, mulher de Eduardo Cunha El Pais. Visitado em 10 de novembro de 2015.
  44. Ir para cima Pragmatismo Político: Eduardo Cunha usou esquema de laranjas para abrir contas secretas
  45. Ir para cima Estadão: Cunha disse que queria criar empresa 'para os filhos' ao abrir contas na Suíça
  46. Ir para cima Revista Veja: Porsche de Cunha estava registrado em empresa chamada Jesus.com
  47. Ir para cima Congresso em Foco: Carros do casal Cunha são avaliados em quase R$ 1 milhão
  48. Ir para cima Tecnoblog: Eduardo Cunha gasta R$ 11 mil anuais com domínios de internet
  49. Ir para cima UOL Políticos: Eduardo Cunha
  50. Ir para cima Débora Santos (17 de dezembro de 2011). No Congresso, oito propostas tentam proibir união estável entre gays (emportuguês) G1. Visitado em 27 de março de 2014.
  51. Ir para cima Iolando Lourenço (11 de fevereiro de 2015). Câmara desarquiva projeto de Cunha que cria o Dia do Orgulho Heterossexual (em português) Agência Brasil. Visitado em 25 de fevereiro de 2015.
  52. Ir para cima EDUARDO COSENTINO DA CUNHA Registro.br. Visitado em 20 de abril de 2015.
  53. Ir para cima Rodolfo Borges (19 de abril). Cunha, o dono de “Jesus” na internet El País Brasil. Visitado em 20 de abril de 2015.
  54. Ir para cima Um breve esclarecimento sobre o Marco Civil da InternetPortal Eduardo Cunha.
  55. Ir para cima Eduardo Cunha articula acordão entre Globo e teles contra o Marco Civil. Por Renato Rovai. Fórum, 31 de outubro de 2013.
  56. Ir para cima Marcel Frota (13 de março de 2014). PMDB fecha estratégia para aprovar sua versão do Marco Civil da Internet. Partido preparou lista de destaques para tentar impedir que o texto defendido pelo governo, relatado por Alessandro Molon, seja apreciado no plenário iG. Visitado em 19 de novembro de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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