31 de mai de 2016

Egito prevê receber US$ 30 bi em investimento externo


Recursos serão aplicados até 2020 na indústria, mineração, transporte e logística, infraestrutura e turismo. Fórum debateu oportunidades no país.


São Paulo – O Egito prevê receber US$ 30 bilhões em investimentos estrangeiros até 2020 em áreas como indústria, mineração, transporte e logística, infraestrutura e turismo. As informações foram apresentadas no último final de semana pelo ministro do Planejamento do país, Ashraf Marzuk, durante o 2º Fórum de Investimentos no Egito, realizado no Cairo.
Câmara Árabe
Evento reuniu representantes do governo egípcio e liderenças empresariais
De acordo com o diretor-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby, e o gerente de Relações Governamentais da entidade, Tamer Mansour, que participaram do encontro, a projeção de crescimento da economia egípcia para este ano é de 5%, e de 5,5% para o próximo. Em 2015, o Produto Interno Bruto (PIB) do país avançou 4,2%.

Segundo Alaby e Mansour, os principais desafios da economia egípcia são reduzir o alto déficit fiscal e eliminar subsídios no mercado interno, “que já começaram a ser reduzidos, mas ainda resta uma quantia significativa”.

No fórum, foram discutidos temas como logística e transporte, energias renováveis, legislação sobre investimentos, e financiamento de pequenas e médias empresas. Os painéis tiveram participação de autoridades do primeiro escalão do governo egípcio, como os ministros Jalal Al Said (Transportes), Hatem Saleh (Abastecimento) e Dalia Khurshid (Investimentos), além de lideranças empresariais do mundo árabe e de outras regiões.

O encontro foi organizado pela União Geral das Câmaras de Comércio, Indústria e Agricultura dos Países Árabes, pelo governo do Egito, pela Federação das Câmaras de Comércio Egípcias e pelo grupo Al-Iktissad Wal-Aamal.

Câmaras de comércio

Também no final de semana, Alaby participou de uma reunião dos secretários-gerais das câmaras de comércio árabe-estrangeiras, na qual foi apresentado o novo presidente da União Geral das Câmaras de Comércio, Indústria e Agricultura dos Países Árabes, Nael Al Kabariti, que terá um mandato de dois anos.
Câmara Árabe
Alaby (esq.) participou de reunião de secretários-gerais de câmaras árabes
De acordo com Alaby, o presidente pediu a formulação de uma estratégia de atuação conjunta das entidades, que envolva, entre outras ações, o planejamento de uma agenda anual comum.

Entre as ações conjuntas, os secretários-gerais sugeriram a realização de intercâmbio entre funcionários das entidades, a elaboração de um banco de dados comum, a divulgação de seus eventos no site da União, além do fortalecimento do peso institucional das câmaras.

Alaby propôs a retomada do projeto de uma intranet entre as câmaras para compartilhar informações e a realização da primeira reunião de 2017 de secretários-gerais e presidentes das entidades no Brasil. Outro tema debatido foi a certificação digital de exportações, em implantação pela Câmara Árabe Brasileira.

Kabariti pediu também que as câmaras árabe-estrangeiras auxiliem os países árabes a ampliar suas exportações e a atrair mais investimentos. Além da Câmara Árabe Brasileira, participaram do encontro entidades da Bélgica, Áustria, França, Portugal, Grécia, Irlanda, Alemanha, Itália, Suíça, Bahrein, Iraque, Tunísia, Egito, Jordânia, Emirados Árabes Unidos e do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC).
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