Polícia desocupa Museu do Índio com violência

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Na última terça-feira, dia 19, a Polícia Militar do Rio de Janeiro invadiu o Museu do Índio e desocupou a área com força desproporcional e com muita violência contra índios, que tomaram o local como forma de protesto. Três dias antes, seguranças e funcionários do local agrediram os manifestantes, que sofreram vários tipos de ferimentos.
A justiça federal concedeu um pedido de reintegração de posse, efetuada de forma violenta e sem tentativa de acordo, ate mesmo o advogado Aarão da Providência, representante dos índios, foi agredido e preso por suposto desacato. Uma evidência do Estado policial em que estamos vivendo, onde não ha diálogo e sim spray de pimenta, tiro, porrada e bomba. Uma amostra do que acontece em terras indígenas, assentamentos e também nos subúrbios das grandes cidades, que não são evidenciados.
Dentre os motivos da ocupação estão exigência do fim da PEC 215, que transfere do executivo para legislativo as demarcações de terras indígenas, vista como uma ameaça aos direitos indígenas. Outra reivindicação é a devolução da Aldeia Maracanã às tribos indígenas, que nas mãos do poder público encontra-se abandonada há três anos e em ruínas. Os indígenas reivindicam também a participação efetiva nas direções da FUNAI e do Museu do Índio.
A direção da FUNAI (Federação Nacional do Índio) criticou a ocupação, alegando preocupação na preservação do Museu e seus acervos históricos. Uma lógica infame, em que o certo é ser a favor do fim dos indígenas, mais preservando sua história e suas riquezas. transcrito causaoperaria.org.br