1 de set de 2016

NYT: Brasil pode se tornar vergonha mundial - Brazil’s Ousted President



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Credit Andressa Anholete/Agence France-Presse — Getty Images
Brazil has had four elected presidents since democracy was restored in 1985. Two served out their terms. On Wednesday, Dilma Rousseff was the second to be ousted while in office amid political upheaval and allegations of wrongdoing.
Senators voted overwhelmingly to impeach Ms. Rousseff for using state bank funds to shore up the government’s budget before her 2014 re-election, which they called a crime; some of her predecessors used similar budget tricks. Ms. Rousseff’s departure marks the end of a transformative 13-year rule by the leftist Workers’ Party, which used state revenues generated by a commodities boom to lift millions out of poverty but lost support as the economy went into recession in recent years.
Ms. Rousseff decried the process as a coup by political opponents who saw her as a threat because she had not stopped a corruption inquiry that ensnared dozens of members of the country’s ruling class. She compared the case against her to the period of military rule when she was one of hundreds of people detained and tortured.

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“Today, the Senate made a decision that will go down as one of the great injustices in history,” she said in a defiant speech after lawmakers voted 61 to 20 to impeach her. “Sixty-one senators subverted the will expressed through 54.5 million votes.”
Ms. Rousseff vowed to fight what she described as an attempt by a coalition of right-wing male politicians, themselves tainted by corruption allegations, to hijack the political process. “The progressive, inclusive and democratic national project that I represent is being halted by a powerful conservative and reactionary force,” she said.
It will be a shame if history proves her right. But Ms. Rousseff’s legacy, and the events that led to her downfall, are more complex than she acknowledges. She became deeply unpopular when recession hit and she failed to create the coalition needed to govern effectively. When corruption investigators zoomed in on her predecessor as president, Luiz Inácio Lula da Silva, she abused her authority by giving him a cabinet post, to shield him from prosecution.
There are concrete steps the government can take to start restoring Brazilians’ faith in their scandal-plagued political elite. Michel Temer, who became interim president in May when Ms. Rousseff was suspended, should allow the corruption investigations to continue and reject legislative initiatives meant to defang prosecutors.
Since he took office, Brazil’s economy has improved modestly as markets have reacted positively to his economic plans, which include privatizing state-owned companies and overhauling the country’s bloated pension system. While balancing the budget will require painful cuts, Mr. Temer should be judicious in scaling back the social programs that made the Workers’ Party popular. Until Brazilians can elect a new president in 2018, he could honor the country’s democratic process by remaining reasonably deferential toward the platform they last endorsed.
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A presidente brasileira deposta
O Brasil teve quatro presidentes eleitos desde que a democracia foi restaurada, em 1985. Dois deles cumpriram seus mandatos. Na quarta-feira (31), Dilma Rousseff foi a segunda a ser deposta enquanto no cargo, em meio a um turbilhão político e denúncias de malfeitos.
Os senadores votaram por larga maioria no impeachment de Rousseff pelo uso de fundos de bancos estatais para sustentar o orçamento do governo antes de sua reeleição em 2014, o que eles consideraram um crime; alguns de seus antecessores usaram truques orçamentários semelhantes. A saída de Rousseff marca o fim de um regime transformador de 13 anos do Partido dos Trabalhadores, de esquerda, que usou as receitas do Estado geradas por um apogeu das matérias-primas para tirar milhões de pessoas da pobreza, mas perdeu o apoio quando a economia entrou em recessão nos últimos anos.
Rousseff denunciou o processo como um golpe de adversários políticos que a consideravam uma ameaça porque não impediu um inquérito sobre corrupção que envolvia dezenas de membros da classe governante do país. Rousseff comparou o caso contra ela com o período do regime militar, quando foi uma das centenas de pessoas detidas e torturadas.
"Hoje o Senado tomou uma decisão que entrará para a história como uma grande injustiça", disse ela em um discurso desafiador, depois que os legisladores votaram por 61 a 20 por seu impeachment. "Sessenta e um senadores reverteram a vontade expressa por 54,5 milhões de votos."
Rousseff prometeu combater o que ela descreveu como a tentativa de uma coalizão de políticos homens de direita, eles mesmos manchados por denúncias de corrupção, para sequestrar o processo político. "O projeto nacional progressista, inclusivo e democrático que represento está sendo interrompido por uma poderosa força conservadora e reacionária", disse ela.
Será uma vergonha se a história provar que ela tem razão. Mas o legado de Rousseff, e os fatos que levaram a sua queda, são mais complexos do que ela admite. Rousseff tornou-se profundamente impopular quando a recessão se instalou e ela não conseguiu criar a coalizão necessária para governar com eficácia. Quando investigadores da corrupção se concentraram em seu antecessor na Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, ela abusou de sua autoridade ao lhe dar um cargo de ministro, para protegê-lo de um processo.
Há passos concretos que o governo pode dar para começar a restaurar a fé dos brasileiros em sua elite política assolada por escândalos. Michel Temer, que se tornou presidente interino em maio quando Rousseff foi afastada, deve permitir que continuem as investigações de corrupção e rejeitar as iniciativas legislativas destinadas a enfraquecer os promotores.
Desde que ele assumiu o cargo, a economia do Brasil melhorou modestamente, conforme os mercados reagiram positivamente a seus planos econômicos, que incluem a privatização de companhias estatais e a reforma do inchado sistema de aposentadorias do país. Equilibrar o orçamento exigirá cortes dolorosos, mas Temer deve ser judicioso ao reescalonar os programas sociais que deram popularidade ao Partido dos Trabalhadores. Até que os brasileiros possam eleger um novo presidente, em 2018, ele poderia honrar o processo democrático do país ao permanecer razoavelmente fiel à plataforma que eles aprovaram na última vez.
Tradutor: Luiz Roberto Mendes Gonçalves, via UOL  

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