16 de set de 2016

Principal secretário de Alckmin recebeu propina, acusa delator . Editor destaco aqui que Edson Aparecido foi chefe de gabinete do então vereador walter Feldman na cidade de São Paulo e o escandalo Coalbra, que envolveu o sr Sergio Motta

e – Joaquim José S Xavier<&lt fonte Fonte: brasilagro publicado em aprovale.org.br

Matéria publicada pela Folha de S.Paulo nesta última sexta-feira (22) e transcrita abaixo, mostra que o secretário Chefe da Casa Civil do governo Geraldo Alckmin, Edson Aparecido, é citado como um dos principais envolvidos no esquema de propinas que envolve a Siemens e que está sendo investigado pela Polícia Federal.
Edson Aparecido foi assessor político do ex-ministro Sérgio Mota, que ocupou a pasta das Comunicações de Fernando Henrique Cardoso. Antes de chegar ao governo federal, Sérgio Vieira da Mota montou esquema de “picaretagem sofisticada”, como relata o jornalista Ivan Santos, do Correio de Uberlândia, em matéria abaixo transcrita.
Na Casa Civil do Palácio dos Bandeirantes, Edson Aparecido é considerado como “queridinho” de usineiros tido como retrógrados. Segundo importante membro do PSDB e muito próximo do governador Geraldo Alckmin, Aparecido gosta de falar mal de alguns usineiros enquanto elogia outros. Por que será?
Ele também é apontado, pelo menos em um caso, por mudar questões que envolvem o ceremonial do Palácio dos Bandeirantes, atuando em favor dos que o consideram “queridinho” e prejudicando iniciativas que favoreceriam a cadeia produtiva sucroenergética. Este assunto, que será retomado aqui neste espaço, foi acompanhado de perto por um secretário estadual, por um deputado estadual e por um importante e influente sindicalista.

A matéria da Folha de S.Paulo:
Ex-diretor da Siemens afirma que outros membros do governo tinham ligação com lobista. Políticos citados no documento negam envolvimento com esquema e prometem processar os acusadores.
O principal secretário do governador Geraldo Alckmin (PSDB), Edson Aparecido, chefe da Casa Civil, é acusado de ter recebido propina para ajudar a Siemens a ganhar contratos do Metrô e da CPTM, segundo ex-diretor da multinacional alemã.
O deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) também é citado entre os que receberam comissões. A acusação foi feita por Everton Rheinheimer, ex-diretor de vendas da Siemens, em documento enviado ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), segundo o jornal "O Estado de S. Paulo".
A Folha não conseguiu localizar Rheinheimer para comentar as acusações.
Mais três secretários de Alckmin são citados: Jurandir Fernandes (Transportes Metropolitanos), José Aníbal (Energia) e Rodrigo Garcia (Desenvolvimento Econômico). O trio, segundo o ex-diretor da Siemens, tinha "estreito relacionamento" com Arthur Teixeira, lobista que foi indiciado duas vezes pela Polícia Federal sob suspeita de repassar recursos da Siemens e Alstom para políticos.
No caso do trio de secretários, porém, não há menção a pagamento de comissões.
Também são citados na categoria de "estreito relacionamento" com Teixeira o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), o ex-governador do DF José Roberto Arruda (sem partido), Tadeu Filippelli (PMDB), vice-governador do DF, o deputado federal Walter Feldman (PSB-SP), aliado de Marina Silva, e o deputado estadual Campos Machado (PTB-SP).
Os políticos listados negam envolvimento e dizem que vão processar o ex-diretor.
Segundo o jornal, a declaração do ex-diretor foi entregue em 17 de abril deste ano ao Cade, que a remeteu à PF de São Paulo. O relato do executivo foi feito antes de a Siemens fechar acordo com o Cade em maio, no qual a multinacional diz ter combinado com outras empresas o resultado de licitações em São Paulo e Distrito Federal. Rheinheimer assinou esse acordo.
A PF diz que não pode falar sobre o que fez com o relato porque o inquérito corre sob segredo de Justiça.
O ex-diretor diz ter "documentos que provam a existência de um forte esquema de corrupção no Estado de São Paulo, durante os governos [Mário] Covas, [Geraldo] Alckmin e [José] Serra e que tinha como objetivo principal o abastecimento do caixa dois do PSDB e do DEM".
Rodrigo Garcia é do DEM.
O executivo depôs no Ministério Público, mas não citou nomes de políticos, segundo o promotor Marcelo Milani.
O ex-diretor diz que recebeu ajuda do petista Simão Pedro, secretário da Prefeitura de São Paulo, e "encontrou-se duas vezes com o presidente do Cade, Vinicius Carvalho, para orientá-lo sobre aspectos importantes do acordo". A ajuda do executivo não foi desinteressada: ele queria que o governo arrumasse para ele um cargo de diretor na Vale.
Rheinheimer diz que precisaria da ajuda do PT quando soubessem que foi o principal delator do cartel: "A pressão deles [as empresas acusadas] sobre mim será enorme e eu gostaria de contar com o apoio do partido para resistir ao assédio."
A matéria do Correio de Uberlândia
Uma das mais audaciosas picaretagens financiadas com dinheiro público no Brasil foi a da Coalbra – Coque e Álcool de Madeira S. A. – empresa de economia mista vinculada ao Ministério da Agricultura. A empresa foi criada para produzir metanol (álcool de madeira).
O produto reforçaria a política montada no Governo do general Ernesto Geisel – herdada pelo presidente Figueiredo – para transformar o Brasil numa potência energética. A Coalbra foi idealizada pelo engenheiro paulista, Sérgio Vieira da Mota, que para criá-la contou com o apoio do general Golbery do Couto e Silva, ministro da Casa Civil, e do ministro da Agricultura, Amaury Stábile, no Governo de Figueiredo.
Sérgio Mota, presidente da Coalbra, acompanhou a montagem da usina experimental em Uberlândia. O projeto prometia aproveitar os maciços florestais artificiais que cresceram na região com incentivos fiscais. A tecnologia para a produção de metanol (álcool de madeira) foi importada da Rússia que mandou engenheiros químicos para treinar brasileiros na usina experimental.
Foi um “Negócio da Mãe Joana”. Sérgio Melo aplicou a maior parte do dinheiro da empresa no mercado financeiro. Quando estourou o escândalo o ministro Stábile foi demitido e substituído pelo gaúcho Nestor Jost que, ao analisar os negócios da Coalbra, encontrou um rombo de US$ 250 milhões, dinheiro que foi creditado à Conta da Viúva. Jost mandou fechar a Coalbra.
Testemunha
Segundo o jornalista Sebastião Nery, depois de dar o golpe na Coalbra, Sérgio Mota foi fundar o PSDB e passou a ser o homem forte no Governo do sociólogo Fernando Henrique Cardoso. Foi ele o idealizador da reeleição do presidente da República. Para isto, negociou no Congresso a aprovação do projeto de reeleição para cargos executivos.
Plano Furado
Encantado com a popularidade que a execução do Plano Real deu ao presidente Fernando Henrique e com a estabilidade da moeda que reaqueceu a economia brasileira, Sérgio Vieira da Mota, então ministro das Comunicações, afirmou várias vezes que o projeto do PSDB, com a reeleição, era permanecer no poder por, pelo menos, 20 anos.
O susto
Ainda hoje há em Uberlândia vestígios da Coalbra. O patrimônio da empresa começou a ser leiloado por decisão do gaúcho Pedro Simon quando foi ministro da Agricultura escolhido por Tancredo Neves e confirmado no cargo por José Sarney. Simon, após a posse, veio a Uberlândia ver os restos da Coalbra e assustou-se com o que viu.
Fonte: brasilagro

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