22 de nov de 2016

25 de novembro: Greve Mundial de Mulheres

25 de novembro: Greve Mundial de Mulheres

25 de novembro: Greve Mundial de Mulheres
No dia 25 de novembro, Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher, reivindicaremos nosso tempo, deixaremos de fazer aquilo que nos impõem para fazer o que queremos.
Vamos nos encontrar, pensar juntas, tomar a palavra, ocupar as ruas, as praças, vamos nos apropriar do espaço público e convertê-lo num espaço de hospitalidade e de livre circulação para nós, mulheres. Vamos colocar em ação nossa utopia antipatriarcal. Para afastar o medo, para tornar visível nosso cansaço e potencializar nossa força em cada território. Para criar laços de solidariedade, redes de autoproteção e cuidado entre nós. Não encontramos na outra uma rival, como pretende o patriarcado, mas sim uma companheira: seremos cúmplices em uma aliança insólita.
Nós nos organizamos e, por isso, no dia 25 (sexta-feira), nos encontrarão reunidas em multiplicidade de formas de organização: assembleias populares, rádios abertas, escraches, aulas públicas e intervenções urbanas.
Nós nos organizamos e nossa organização é global. No 25 de novembro, vamos unir nossas vozes em uma mobilização mundial que terá laços de Rio de Janeiro a Moscou, de Santiago a Paris, de Buenos Aires a Seul, de São Paulo a Roma e a outras quase cem cidades pelo mundo.
hermanas
Essa articulação nasce após a greve de mulheres da América Latina, convocada pelo movimento Ni una menos, da Argentina, e se projeta para o próximo 8 de março. Cruzando línguas e fronteiras, como fazemos as mulheres migrantes, desafiando a ilegalização de nossos movimentos, emerge a rebelião contra a violência, contra a feminização da pobreza, contra o racismo, contra a falta de representação política, contra a tentativa de confinar mulheres e suas filhas ao espaço doméstico, contra os dogmas religiosos que se apropriam de nossos corpos e de nossas vidas, contra a maternidade compulsória e a criminalização do aborto, contra as renovadas formas de exploração capitalista e contra a precarização da existência. Nem a terra nem nossos corpos são territórios de conquista.
EM TODO O MUNDO, NÓS NOS ORGANIZAMOS COM UM GRITO EM COMUM #NiUnaMenos#VivasNosQueremos#NosMueveElDeseo.
Mobilizações do dia 25 no Brasil
Rio – Nem Uma a Menos – Nenhum Direito a Menos
16h – concentração no Largo da Carioca
São Paulo – ATO: Nem uma a menos! Basta de violência contra as mulheres!
14h – concentração na Praça do Patriarca
Jaraguá do Sul (SC) – Um ano de UBM em Jaraguá do Sul!
(Texto originalmente produzido pelo movimento Ni Una Menos, da Argentina. Livremente traduzido e adaptado pela página Hermanas)
Fonte: Hermanas
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