24 de abr de 2017

Kassab é um dos ministros do Temer filhos da falta de caráter com o fisiologismo. -Editor- os políticos em geral, primordialmente os dos partidos altamente FISIOLÓGICOS E GOLPISTAS, são igual ao ditado que vovó falava "por fora bela viola, por dentro pão bolorento". Acrescento CORROSIVO.. DEMACRACIA COM ELEIÇÕES GERAIS JÁ

NCONTROLÁVEL

Kassab é um dos ministros do Temer filhos da falta de caráter com o fisiologismo

Além de despejar uma dinheirama na campanha do prefeito Gilberto Kassab, empresa Controlar foi generosamente recompensada com contratos de milhões de reais
por Helena Sthephanowitz publicado 24/04/2017 11h27
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
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Para beneficiar amigos, Kassab, beneficiou Controlar através de terrenos e dinheiro público
O ex-prefeito de São Paulo (2006-2012) e hoje ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações de Temer, Gilberto Kassab (PSD-SP), desfruta de excelente relação com a empresa Controlar (responsável pela inspeção veicular). Depois de ter despejado uma dinheirama na campanha do prefeito Kassab, a empresa foi generosamente recompensada com o contrato milionário de inspeção veicular e saciou apetites de políticos da base aliada, e de vários empresários envolvidos.
Para beneficiar amigos, Kassab, quando foi prefeito de SP, ressuscitou contrato caduco, cedeu irregularmente terrenos da prefeitura para a empresa se instalar e ainda deu dinheiro dos cofres da prefeitura para a Controlar investir. Investigações naquele ano apontaram mais de 30 fraudes e prejuízo aos cofres públicos chegaram a quase dois bilhão. Apesar de em 2011 a Justiça bloquear os bens do prefeito Gilberto Kassab depois de a investigação apontar fraudes no contrato da Controlar, só em 2015 o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu à solicitação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e autorizou investigações para apurar o envolvimento de Gilberto Kassab, no esquema de fraude na licitação envolvendo a empresa Controlar.
Filiado ao PL pelas mãos de Guilherme Afif, Gilberto Kassab foi eleito vereador em 1992, declarou TRE (Tribunal Regional Eleitoral) um patrimônio de R$ 102 mil, em valores da época. Seus bens mais valiosos eram 16 linhas telefônicas, cujo valor virou pó após a privatização das teles, e um Monza, itens que representavam 62% do total. Integrou o "centrão", núcleo do toma-lá-dá-cá na câmara. Entre 1994 a 1998, seu patrimônio teve salto de 316% . Nos anos posteriores, Kassab continuou a ter resultados expressivos no seu patrimônio Em nova disputa eleitoral, desta vez para a Câmara dos Deputados, segundo a declaração entregue ao TRE, atingiu R$ 3,9 milhões de patrimônio.
Em 1997, já pelo DEM (então PFL), Kassab foi secretário de Planejamento por um ano e três meses na gestão Celso Pitta, uma das administrações mais desastrosas que a cidade de São Paulo já viu.
Até que, em 2004, se tornou vice na chapa de José Serra nas eleições municipais. Dois anos depois, quando Serra abandonou a prefeitura para disputar o governo do estado, Kassab ganhou de presente o cargo de prefeito. Nas eleições municipais de 2008, escudado por Serra, concorreu a reeleição. Mentiu descaradamente, maquiou os problemas de São Paulo e conseguiu se eleger para mais quatro anos. O resultado foi uma espécie de segunda gestão Pitta. Algum tempo depois, o Ministério Público Estadual passou a investigar o prefeito por suspeita de enriquecimento ilícito.A investigação não deu em nada
Metade do dinheiro que bancou o comitê financeiro que reelegeu o prefeito Gilberto Kassab (que estava no DEM) em 2008), foi de "doações" de empresas contratadas da prefeitura. O DEM recebeu na época R$ 8 milhões em doações de empresas com participação societária em concessionárias de serviço público, como Camargo Corrêa e OAS. As "doações" levaram o promotor eleitoral Maurício Lopes a entrar na Justiça, com pedido de rejeição das contas de campanha de Kassab. O caso acabou sendo engavetado.
Algum tempo depois, Kassab largou a cidade de São Paulo para trás para cuidar da fundação de seu partido, o PSD, filho da falta de caráter com o fisiologismo (teve fraude até em assinaturas nas filiações). E pior. Agora, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu que o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), investigue a acusação do executivo da Odebrecht, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, que afirma ter dado R$ 23,3 milhões para a criação do PSD, partido do Gilberto Kassab.
O executivo contou também que o Setor de Operações Estruturadas, o departamento de propina da Odebrecht, repassou R$ 17,9 milhões para Kassab, quando foi ministro das Cidades. Como exemplo de contrapartidas, citou a negociação de "debêntures de infraestrutura" e a liberação de crédito no programa Pro-Transporte, do Ministério das Cidades.
Kassab é suspeito também de receber mais R$ 5,4 milhões em propina para direcionar obras da prefeitura de São Paulo, entre elas o túnel Roberto Marinho, para a Odebrecht. No mesmo inquérito, outros dois delatores informam que, em 2008, pagaram R$ 3,4 milhões a Kassab por conta dos interesses da Odebrecht na prefeitura de São Paulo. "Os valores foram pagos de maneira ilícita, portanto sem registro eleitoral, com ciência pessoal de Kassab, no período de janeiro a junho de 2008", afirmam os executivos em depoimentos
Em outro inquérito, a novidade é que Paulo Preto não arrecadava propina apenas para José Serra (PSDB). Rodrigo Janot diz que vai investigar o envolvimento de Kassab e do ex-diretor da empresa Dersa, Paulo de Souza Vieira, o Paulo Preto, no direcionamento de grandes obras de infraestrutura para a Odebrecht no período em que Kassab era o prefeito e o senador José Serra (PSDB ) era o governador de São Paulo. Pelo acerto, a empreiteira teria de pagar 5% do valor do contrato em propina. O suborno seria entregue na medida da liberação dos pagamentos das obras. Numa das negociações da propina relacionada ao túnel Roberto Marinho, em 2008, Paulo Preto teria pedido um adiantamento para a campanha de Kassab.
Nota-se por aí que Kassab é o tipo de político profissional que entra para a política pela porta dos fundos, que puxa os sacos e tapetes certos e chega ao poder por elevação. É o tipo de político que conhece a sordidez do sistema e opera muito bem pelos bastidores, seja para atingir adversários, seja para costurar acordos. Basta lembrar que ainda à frente do Ministério das Cidades orientou políticos do seu partido, PSD, a favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
Desta vez, o ministério público promete investigação e entregou o caso Kassab para o STF. A única alternativa digna ao ministro do Temer seria pedir para sair. Mas nada disso vai acontecer. Mestre da cooptação, Kassab, a essa altura, já deve estar se reunindo com a turma do Temer para costurar um acordo que seja vantajoso para todas as partes.

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