11 de abr de 2017

Operação Timóteo: escândalos no DNPM são maiores, violam o sigilo e ameaçam a segurança nacional. -Editor- vira e mexe e sempre são os mesmos.





Operação Timóteo: escândalos no DNPM são maiores, violam o sigilo e ameaçam a segurança nacional


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Diferentemente do que pensa a extensa maioria da população, pode ser muito maior o imbróglio que sacode o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPN), órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia. Na última sexta-feira (16), a Polícia Federal deflagrou a Operação Timóteo para combater suposto esquema de corrupção em cobranças judiciais de royalties de exploração mineral. Como afirmou o UCHO.INFO em matéria anterior, o caso em questão é uma densa cortina de fumaça diante dos escândalos que ocorrem há anos no DNPM.
A PF prendeu Marco Antonio Valadares Moreira, diretor do departamento de Procedimentos Arrecadatórios do DNPM, e sua esposa, sócia de uma das empresas de consultoria que estão entre os alvos da operação. De acordo com a investigação, o grupo fraudava valores de royalties de mineração devidos por mineradoras a municípios.
Marco Antonio Valadares não caiu na mira da investigação por acaso, mas sua prisão causou indignação naqueles que conhecem os meandros do DNPM. Além de responder pela diretoria responsável pela arrecadação do órgão, Valadares é diretor-geral-adjunto do DNPM, o que significa que o titular, Victor Hugo Froner Bicca, deveria ter sido igualmente investigado, talvez preso.
O caso não requer doses extras de massa cinzenta, pois está-se diante de uma questão de hierarquia funcional. Considerando que seu adjunto era o agora preso Valadares, supõe-se que o diretor-geral tinha conhecimento de todos ilícitos que ocorriam nos bastidores do DNPM. Em caso negativo, Bicca não tem condições de continuar comandando o órgão, pois carece de competência e autoridade.
Não é de hoje que o UCHO.INFO chama a atenção do Palácio do Planalto para o DNPM, algo que vem ocorrendo desde os tempos da ex-presidente Dilma Rousseff. Sem que a população consiga imaginar os valores bilionários que envolvem a exploração mineral no País, o DNPM pode ter se transformado em uma perigosa caixa preta, quiçá uma verdadeira caixa de Pandora, que entre os deuses gregos era a senhora das maldades.
As reservas minerais de qualquer país são tratadas como assunto sigiloso e de segurança nacional, até porque muitas informações são estratégicas e podem chegar a valer verdadeiras e inimagináveis fortunas. No caso do Brasil, onde a extensão territorial tem dimensões continentais e a natureza é mais do que pródiga, qualquer movimentação mal intencionada no setor mineral não demora muito a alcançar a casa dos sete dígitos. O Brasil é um país abençoado por Deus, como diz a sabedoria popular, mas não pode ficar à mercê da falta de escrúpulo de alguns mais afoitos.
Há meses, Victor Hugo Bicca, que chegou ao cargo pelas mãos benevolentes do chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, pressionou os servidores do DNPM para que fosse liberada uma base de dados com informações sobre 22,5 mil áreas já mapeadas e prontas para a pesquisa mineral. Muitas dessas áreas foram abandonadas por antigos pesquisadores, mas guardam jazidas minerais que representam alguns bilhões de reais.
http://ucho.info/operacao-timoteo-escandalos-no-dnpm-sao-maiores-violam-o-sigilo-e-ameacam-a-seguranca-nacional

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