15 de abr de 2013

Formação de mão-de-obra : a obra-prima do turismo Otavio Demasi

Quando fiz  o curso de  Técnico de Turismo, no Senac de São Paulo, isso no decorrer do ano de 1969, estudei o famoso tripé da atividade, ou seja, que tudo se baseava no transportador, na hotelaria e no agente de viagem, o que até certo ponto é veridico, mas que não envolve toda a atividade, que vive, respira, pensa, age,  movimentando essas engrenagens e  equipamentos, através  e fundamentalmente,  da atividade humana, embora estejamos na era da informatização, e outros tantos equipamentos. O ser humano é fundamental, pois só ele entende, analisa,  estuda e compreende,-nem sempre - os outros seres humanos que querem praticar a atividade turística.





Naquela época a formação  e reciclagem desse batalhão de gente, principalmente aqui  em nosso país era empírica, embora a atividade também o fosse –totalmente relegada -, mas já existiam células, principalmente o Senac- Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, que procurava supir  a necessidade do empresariado, embora  o profissionalismo estava bem longe de ser uma realidade, ainda mais que , os esforços  governamentais em todas as esferas, eram mínimos, quanto ao receptivo e os esforços  empresariais, visando nitidamente ao turismo ao exterior. A Embratur, nasceu em 1966, mas já existia o IBRATUR – Instituto Brasileiro de Turismo e os  esforços do Ministério das Relações Exteriores, pouco usado por toda a estrutura institucional e privada na divulgação de nosso turismo no exterior.

Logo depois, na esteira da bolha do turismo, nos idos de 70, chegaram as Faculdades e depois as Universidades e o governo anti-democrático da época, fazia campanha Visite o Nordeste e outros, além da falta de infra-estrutura urbana, estrutura urbana e receptiva e a total falta de mão-de-obra treinada, criava o ufanismo nacional, que brasileiro deve conhecer o Brasil. Mas o que se percebeu, foi  a total falta de políticas de formação e treinamento e mesmo reciclagem, dos níveis básico, médios e até mesmo gerenciais junto as empresas do chamado “trade” turístico, seja na hospedagem, gastronomia, agenciamento, , evento, entre outros. Me desculpem, mas formamos um batalhão de Planejadores Turísticos e com o tempo, foi-se segmentando essa formação de nivel superior, focando áreas específicas.
Deixamos de formar, para suprir o mercado, camareira, garçom, lancheiro, barman,governanta, copeiro, chapeiro, porteiro, bartender,  recepcionista, cambuzeiro,  doceiro, escanção, commis, molheiro,  sem contar que no nivel gerencial  a formação, quase sempre, não focava as características das empresas ligadas a atividade turística.

Com o crescimento astronomico da atividade turística no pais, que podia ser bem mais,  temos através de políticas públicas – tenues e descontinuas : isso tem 42 anos que vislumbro- embora ultimamente  se depara e isso é muito salutar, em se preparar o país para uma ampla infra-estrutura e uma  estrutura receptiva, que esbarra totalmente na falta de um planejamento, diagnóstico e plano de ação,  visando a formação de mão-de-obra em todas as atividades comerciais ligadas direta e até indiretamente com o turismo, sem falar que desde o meu tempo de colégio, aboliram o frances, ingles, deixando assim uma lacuna, quanto a recebermos fluxos internacionais, mormente quanto ao pessoa de frente que trata diretamente com o turista.

É urgente , melhorar aeroporto, porto, estrada, ter mais saneamento, mas nunca esquecendo que afora as belezas de nosso país, outra enorme obra-prima é a formação de nossa mão-de-obra, que trata diretamente com os turistas, que nos deixam divisas tão necessárias.
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