24 de ago de 2013

A França se revela pelo curso das águas, graças aos 6.700 km de canais e rios planificados. Ela dispõe da maior malha europeia de vias navegáveis. E O BRASIL ? dispõe da maior malha europeia de vias navegáveis.



foto www.cruzeiro-fluvial.com

Não há « regiões secas » na França, como dizem os especialistas. Do Loire ao Vézère, do Marne aos canais do Norte, o turismo fluvial é outra maneira de visitar o país. Desde o início da década de 1980, há cada vez mais gente embarcando em breves passeios de barco ou em cruzeiros de vários dias, a bordo de « transatlânticos fluviais » ou « péniches-hôtels » (hotéis-barcaça) … Um pouco afastado dos circuitos turísticos tradicionais, o turismo ao longo dos rios permite viajar em outro ritmo, com todo o tempo do mundo para admirar as paisagens. Em setores como a locação de pequenos barcos de lazer (« coches ») ou os hotéis-barcaças, a clientela estrangeira – alemã, suíça, inglesa ou americana - é amplamente majoritária e sabe apreciar essa França que aos poucos se vai revelando a partir das margens paisagísticas.


Este tipo de turismo também permite conhecer o imenso patrimônio que margeia os cursos de água e os canais da França. A malha francesa é administrada e desenvolvida pelo organismo público Voies navigables de France (Vias Navegáveis da França - VNF). Segundo a VNF, as empresas de embarcações de cruzeiro e as de pequenas embarcações de lazer geram um volume anual da ordem de 230 milhões de euros e benefícios econômicos pelo menos equivalentes para as áreas atravessadas.
mapa administrativo das Vias Navegáveis da França (pdf) dá uma visão de conjunto da rede fluvial francesa. Também é oferecida uma cartografia do estado da malha no site das Vias Navegáveis da França.

Os canais reservados à navegação de lazer

Desde que foram fechados ao transporte de mercadorias, nas décadas de 1970-1980, muitos canais da França são totalmente dedicados à navegação de lazer. O canal do Midi, tombado como patrimônio mundial pela Unesco, é o mais famosos e o mais frequentado deles. O canal da Borgonha, criado no século XVIII, passa perto dos notáveis monumentos da região, como a abadia de Cîteaux, o Hôtel Ducal e a catedral de Dijon, o sítio galo-romano de Alésia, a abadia cisterciense de Fontenay etc. Outro local notável, a ponte-canal de Briare, a mais longa ponte-canal da Europa, permite atravessar o rio Loire.
Um sem-número de vilarejos da França tiraram, durante séculos, suas riquezas desses canais. As margens dos cursos d'água, do rio Marne ao rio Ródano, atraem guinguettes - pequenos bares onde se come e dança - ou festividades diversas, até iniciativas recentes como Paris Plage e suas muitas variantes em Toulouse, Rodez ou Tourcoing! As margens do canal Saint-Martin, em Paris, são muito apreciadas pelos jovens parisienses que se apropriaram do lugar, hoje muito badalado, a dois passos da praça de la République. Seu prolongamento no 19o arrondissement (canal de l'Ourcq, bacia de la Villette) também é cada vez mais apreciado.

A volta dos cruzeiros fluviais

A tendência é também o retorno dos grandes cruzeiros fluviais. De alguns anos para cá, o departamento do Oise vem assim redescobrindo o seu rio e pretende aproveitar a ampliação do canal Sena-Norte, que vai ligar a bacia do Sena ao norte da Europa, para revigorar o turismo no rio Oise. Compiègne e Nogent-sur-Oise esperam atrair os turistas que pretendem navegar entre Paris e o Benelux.
 Os cursos d'água e canais franceses são em geral divididos em sete bacias:
  • A bacia Oeste inclui o rio Loire, os canais bretões e a bacia do rio Maine (Mayenne e Sarthe). Ela atravessa toda a península do Armor e liga o Loire de Nantes a Brest.
  • A bacia Sudoeste compreende os canais do Marais Poitevin, o rio Dordogne e seus afluentes (como o Vézère), o rio Garona, o Lot e a malha do Adour. Prazeres da mesa e lugares históricos dizem presente ao encontro.
  • A bacia Sudeste atravessa várias regiões - Meio-Dia-Pireneus, Languedoc-Roussillon, Provença-Costa Azul e Ródano-Alpes. A joia desta malha muito frequentada é a segunda parte do canal do Midi, que vai de Toulouse a Sète.
  • A bacia do Centro, que atravessa as regiões do Centro, da Borgonha, da Auvérnia, do Franco-Condado, possibilita descobrir matas e cidades pitorescas com uma seleção de escalas, como Sancerre e Auxerre.
  • A bacia do Norte, ligada à Bélgica, atravessa as grandes cidades do Norte, como Lille, Arras e Douai. O canal de Saint-Quentin forma o mais longo subterrâneo navegável da França.
  • A bacia do Noroeste é a que atrai mais visitantes. Ela inclui o Sena e os canais parisienses (canal Saint-Denis, canal Saint-Martin).
    texto reprodução www.france.fr 

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