5 de jul de 2015

Projeto resgata memória cultural de cidades fluminenses - RJ


Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil Edição: José Romildo



O projeto Nasce uma Cidade, movimento cultural criado em 2010 por um grupo de artistas de Barra Mansa, para resgatar, por meio da arte e da cultura, a memória da cidade do sul fluminense construída no século 17, parte agora para conectar em rede os grupos e artistas de toda a região do Médio Paraíba do estado do Rio de Janeiro, com a mesma finalidade. A região envolve 12 municípios (Barra do Piraí, Barra Mansa, Itatiaia, Pinheiral, Piraí, Porto Real, Quatis, Resende, Rio Claro, Rio das Flores, Valença e Volta Redonda).
O projeto ganhou o Prêmio Areté, da Secretaria da Diversidade Cultural e Cidadania do Ministério da Cultura, e pode servir de referência para outras regiões do estado e também do país. O coordenador do Nasce uma Cidade, Rafael Crooz, disse à Agência Brasil que o projeto visa a conectar os artistas em rede, em prol da reconstrução da memória cultural das cidades, em seu aspecto regional. Com esse objetivo, foi feito este ano um chamamento cultural e artístico.
“O chamamento tem o objetivo de agregar grupos que possam se interessar pela proposta do projeto de ocupação das ruas, por meio da arte e da cultura, cada um com a sua prática, sua habilidade, sem alterar a sua identidade cultural”. Podem integrar o projeto todas as expressões das artes e da cultura, como dança de rua, dança clássica, poesia, grafite, teatro, música erudita e popular, artes plásticas, entre outras.
O chamamento se encerrou no dia 1º de julho e tem expectativa de reunir até outubro cerca de 450 artistas autônomos e grupos de criação da região. O projeto tem parceria do programa Sesi Cultural, do Serviço Social da Indústria (Sesi), e da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Ele trabalha não só com os chamados fazedores de cultura, mas com grupos de pesquisa, como o Núcleo de Estudos em Patrimônio Cultural do Médio Paraíba Fluminense da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), em Resende. Esses grupos de pesquisa são formados por arquitetos, urbanistas, historiadores, entre outros especialistas.
Rafael Crooz reiterou que é importante “incentivar que outras cidades e regiões promovam práticas a partir dessa iniciativa”. Ele avaliou que, quanto mais se falar sobre uma localidade, “mais global [ela] fica”. Ou seja, quanto mais específica for a prática, “mais interesse desperta nos municípios ao redor, nos estados ou no país”.
Crooz lembrou o conceito expressado pelo arquiteto Flávio de Carvalho sobre as cidades do futuro, em 1930: “As cidades deveriam ser construídas para o convívio dos homens e não das máquinas”. Segundo o coordenador, cabe aos homens resgatar a memória cultural dos municípios. Por isso, o subtítulo do projeto Nasce uma Cidade é Cidadãos, Arquitetos da Memória.
Além de desfile cênico no mês de outubro, em comemoração ao aniversário de Barra Mansa, o projeto vai realizar este ano seminário sobre construções narrativas do patrimônio cultural e um encontro da rede de colaboradores.
Na avaliação do presidente da Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes (Febacla), Alexandre da Silva Camêlo Rurikovich Carvalho, projetos como o Nasce uma Cidade são importantes para o desenvolvimento cultural do estado. “Acho que as autoridades deveriam dar maior atenção a esse tipo de projeto, para que possa haver um desenvolvimento maior que contribui para os estados na questão cultural, histórica”, disse  logo- divulgação

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