28 de fev de 2017

Para chegar ao topo da PGR, Rodrigo Janot fez verdadeira campanha eleitoral



Para chegar ao topo da PGR, Rodrigo Janot fez verdadeira campanha eleitoral

Ele contratou assessoria para angariar votos entre procuradores e se licenciou do cargo de subprocurador-geral para dedicar-se à disputa

Desde o início das movimentações para a sucessão de Roberto Gurgel, o subprocurador-geral Rodrigo Janot Monteiro de Barros despontou na disputa pelo cargo. Em abril, Janot encabeçou a peneira para a seleção de três candidatos, realizada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), e foi apresentado à presidente Dilma Rousseff como favorito da lista tríplice, ao conseguir 511 votos favoráveis para chegar ao comando da Procuradoria-Geral da República (PGR). Dilma não teria de seguir, obrigatoriamente, a indicação da entidade. No entanto, desde o primeiro mandato do ex-presidente Lula o governo petista acolhe a sugestão da ANPR.
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Mineiro de Belo Horizonte e mestre em direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Janot, 56 anos, já foi procurador da República, procurador regional e secretário geral do Ministério Público Federal, entre outras funções. Também foi professor titular de direito processual civil da Universidade do Distrito Federal (UDF) até 1995.
Em uma de suas atuações mais controversas, Janot comprou briga com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ao emitir um parecer ao Supremo Tribunal Federal no qual sustenta que o exame aplicado pela entidade é inconstitucional. No documento, Janot alegou que a prova da OAB, aplicada como requisito para a atuação de advogados, viola o direito ao trabalho e à liberdade de expressão. “Não contém na Constituição mandamento explícito ou implícito de que uma profissão liberal, exercida em caráter privado, por mais relevante que seja, esteja sujeita a regime de ingresso por qualquer espécie de concurso público”, argumentou. O caso ainda aguarda análise da suprema corte.
Por trás da chegada de Rodrigo Janot à PGR, há um considerável investimento em campanha eleitoral. Único a contratar uma assessoria de imprensa para profissionalizar sua corrida por votos para a lista tríplice – fato, aliás, alvo de críticas -, o magistrado chegou a se licenciar do cargo de subprocurador-geral da República para dedicar-se exclusivamente à disputa.
Em seu site pessoal, outra ferramenta utilizada para conquistar eleitores, Janot expõe as metas que pretende cumprir ao longo dos dois anos de mandato. Entre os vinte pontos listados estão o aprimoramento das relações entre o Ministério Público da União (MPU) e o Legislativo, a criação de grupos de combate à corrupção e ao crime organizado e a valorização da carreira dos integrantes do MP, “com recomposição remuneratória necessária para o fiel desempenho da função, inclusive mediante mecanismos suplementares previstos em Lei”.
http://veja.abril.com.br/brasil/para-chegar-ao-topo-da-pgr-rodrigo-janot-fez-verdadeira-campanha-eleitoral/
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