20 de mar de 2017

Gestão Doria exclui ciclistas da revisão do plano cicloviário de SP. - Editor - Em 79 dias, já dá para saber o que será a transposição de São Paulo até 2020. Ainda o PIG GOLPISTA, propaga sua candidatura a presidencia, mas não contavam com a Transposição do São Francisco , além de Ciro Gomes no seu pé.



DIÁLOGO?

Gestão Doria exclui ciclistas da revisão do plano cicloviário de SP

Ativistas reclamam da falta de respostas sobre a continuidade da política cicloviária
por Rodrigo Gomes, da RBA publicado 20/03/2017 17h30, última modificação 20/03/2017 17h38
WILLIAN CRUZ/VÁ DE BIKE
doria
Em outubro, Doria pedalou junto com ciclistas e prometeu manter o diálogo e a política de incentivo à bicicleta
São Paulo – A gestão do prefeito da capital paulista, João Doria (PSDB), tem excluído os ciclistas do alegado processo de revisão da Política de Mobilidade por Bicicletas e Rede Cicloviária da Cidade de São Paulo. Segundo participantes do Conselho Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT) e da Câmara Temática de Bicicleta, a gestão não tem apresentado respostas aos questionamentos feitos pelos membros dos colegiados, nem dado conhecimento de suas ideias e propostas para a mobilidade por meio de bicicletas. A única ação da gestão Doria na área foi a suspensão da construção da ciclovia da Avenida Ricardo Jafet, no início de fevereiro.
“Temos um espaço, mas nada avança. O secretário (de Mobilidade e Transportes, Sérgio Avelleda) tem comparecido às reuniões, mas não apresenta nenhuma resposta pra nós. Tem uma suposta revisão do plano cicloviário e, até agora, não temos nenhuma informação. Dizem que tudo vai ser dialogado, mas até agora nada foi”, afirma Daniel Guth, diretor da ONG Ciclocidade e membro da Câmara Temática de Bicicleta.
Para ele, a alegada revisão é uma ação meramente política e não técnica. Inclusive, porque a equipe do departamento de planejamento cicloviário da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), responsável pela condução do plano, é a mesma da gestão anterior. “Tem programa, tem projeto e foi reservado dinheiro para a construção de algumas ciclovias. O governo não tem nenhuma desculpa para não realizar o plano, exceto por decisão política”, critica.
Segundo o ativista, em todas as reuniões os membros têm questionado sobre as prioridades da gestão nesta área, a liberação da obra na Avenida Ricardo Jafet e a continuidade da implementação de ciclovias, sobre as propostas para o setor no Plano de Metas, que deve ser apresentado até dia 31, elencando os objetivos da gestão para os quatro anos de mandato. Mas a falta de respostas é absoluta.
“Enquanto o governo não disser o que entende por participação social vai ser muito difícil movimentos sociais e ONGs participarem efetivamente das políticas. A gestão Doria está confundindo vitória eleitoral com participação. Ganhar no primeiro turno não é uma carta branca”, aponta Guth.
Até julho do ano passado, a gestão do ex-prefeito Fernando Haddad (PT) inaugurou 416 quilômetros de ciclovias. O orçamento previa – e reservou verba para isso – mais 40 quilômetros para este ano, distribuídos nas quatro regiões da cidade. “O programa cicloviário é uma agenda de Estado, não de uma gestão. É parte fundamental da política de mobilidade urbana. E não começou ontem. As primeiras ações desse tipo datam dos anos 1980”, destaca o diretor da Ciclocidade.
No caso da Avenida Ricardo Jafet, a ciclovia teria três quilômetros de extensão, ligando o Parque da Independência à Rua Santa Cruz. A ordem de serviço – que marca a liberação para iniciar uma obra – foi emitida em 29 de dezembro. O vereador Camilo Cristófaro (PSB), denunciado por agressão pela vereadora Isa Penna (Psol), postou vídeo nas redes dizendo que a suspensão se deu a pedido dele. “A Jafet é uma via especialmente agressiva. Era essencial uma ciclovia no local. Mas, além de suspender a obra, ela ficou condicionada a uma decisão da qual, até agora, estão excluídos os ciclistas”, avalia Guth.
Em outubro, Doria pedalou com cicloativistas em São Paulo para desfazer a imagem de ser um defensor dos automóveis, consolidada pela defesa do aumento da velocidade nas marginais. Na ocasião, o prefeito afirmou ser favorável às ciclovias, mas disse que não investiria dinheiro público nelas, delegando sua manutenção e novas construções à iniciativa privada. 

CMTT

A situação não é diferente no Conselho Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT). Segundo a conselheira Marina Harkot, a sensação é de desprezo. “Na última reunião saímos nos perguntando o que fomos fazer lá. Não teve resposta das pautas colocadas, nenhuma informação sobre o Plano de Metas, nenhum retorno das nossas propostas para o mesmo plano”, afirmou. Sequer um pedido sobre o número de infrações de trânsito cometidas contra ciclistas foi respondido. “O secretário disse apenas que os agentes da CET estão fiscalizando com rigor”, lamenta.
A gestão Doria já havia ignorado o conselho quando aumentou os limites de velocidade das marginais Pinheiros e Tietê sem nenhum diálogo com o colegiado. Nenhum estudo foi apresentado ao grupo na reunião marcada para discutir o tema. “Está confuso o papel do CMTT. Tem dependido somente de nós para pedir reunião, sugerir pauta, organizar. Quando ocorre a reunião, não tem resposta, não tem documento, as pessoas convidadas não aparecem”, critica Marina.
A Secretaria Municipal de Transportes não se manifestou.
http://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2017/03/gestao-doria-exclui-ciclistas-da-revisao-do-plano-cicloviario-de-sp

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