11 de abr de 2017

Operação Timóteo: escândalo no setor de produção mineral pode derrubar a cúpula do governo Temer. -Editor- se coloca a raposa para cuidar do galinheiro.

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Operação Timóteo: escândalo no setor de produção mineral pode derrubar a cúpula do governo Temer







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“Meu Mundo Caiu”, música eternizada pela saudosa Maysa Monjardim (confira ao final), é a marcha que embala o cotidiano do Palácio do Planalto, mas nos bastidores muitos integrantes do governo continuam operando como “nunca antes na história deste país”.
A Operação Timóteo, deflagrada pela Polícia Federal nesta sexta-feira (16) – em onze estados e no Distrito Federal – para combater suposto esquema de corrupção em cobranças judiciais de royalties de exploração mineral é cortina de fumaça diante dos escândalos que ocorrem há anos no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).
De acordo com uma fonte ligada aos investigadores, uma das prejudicadas pelo esquema seria a mineradora Vale, mas não é essa a informação que brota do próprio DNPM. A PF prendeu Marco Antonio Valadares Moreira, diretor do departamento de Procedimentos Arrecadatórios do DNPM, e sua esposa, sócia de uma das empresas de consultoria que estão entre os alvos da operação. De acordo com a investigação, o grupo fraudava valores de royalties de mineração devidos por mineradoras a municípios.
A Operação Timóteo foi iniciada em 2015, após a Controladoria-Geral da União (CGU) enviar à PF uma sindicância que apontava incompatibilidade na evolução patrimonial de um diretor do DNPM, que pode ter recebido valores que ultrapassam 7 milhões de reais.
A informação de que a Vale teria sido prejudicada causa estranheza, pois em vários órgãos públicos ligados à mineração há pessoas que mantêm relações com a mineradora ou são ex-funcionários da empresa. Em 2012, uma negociação com o DNPM suspendeu informalmente por quase três anos a concessão de licenças para pesquisa mineral, o que prejudicou outras empresas do setor. No contraponto, a Vale reinou absoluta.
Participou da negociação, pelo DNPM, o atual diretor-geral do órgão, Victor Hugo Froner Bicca, alçado ao posto pelo atual ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, a quem serviu durante muito tempo com fidalguia e obediência. A negociação aconteceu com o conhecimento do então ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA), e com a chancela do Palácio do Planalto, na ocasião sob a batuta da agora ex-presidente Dilma Rousseff.
Em 2013, a Vale teria negociado com o DNPM o repasse de R$ 2 bilhões a 23 municípios por conta de pendências no pagamento dos valores devidos pela exploração mineral. A negociação teria ocorrido nos mesmos moldes da que levou Marco Antonio Valadares Moreira à prisão na esteira da Operação Timóteo.
De acordo com as investigações, a organização criminosa operava em quatro frentes distintas: captação, operacional, político e colaboração. Entre os investigados, que prestou depoimento à PF, está o pastor evangélico Silas Malafaia, suspeito de ter cedido contas bancárias de instituição religiosa para ocultar a origem ilícita dos valores.
Na opinião do UCHO.INFO há um cipoal de fatos mal explicados nessa lavra de corrupção que sacode o DNPM. Muito estranhamente, na quinta-feira (15), um dia antes da deflagração da Operação Timóteo, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, chamou em seu gabinete o diretor-geral do DNPM, Victor Bicca, e ex-diretores da Vale que hoje ocupam cargos em vários órgãos federais ligados à mineração, inclusive no Ministério de Minas e Energia.
A tal reunião não constava da agenda de Eliseu Padilha, mas o sistema de identificação do palácio do Planalto pode confirmar a presença dos convidados para o encontro na sede do Executivo federal. Esse quadro leva a crer que a operação policial, que culminou com a prisão de Marco Antonio Valadares, pode ter camuflado escândalos ainda maiores. Este portal tem mais informações bombásticas sobre o esquema na mineração nacional, as quais serão divulgadas em novas matérias jornalísticas, para o desespero dos envolvidos.
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