21 de abr de 2017

Traição, ganância, amor impossível. A formação da consciência de Tiradentes



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Traição, ganância, amor impossível. A formação da consciência de Tiradentes

“Joaquim” disseca a história da inconfidência. “O amor também transforma a forma de pensar”, diz o diretor. Filme mostra como o país nasceu e cresceu com injustiça social. “Que ainda está presente”
por Redação RBA publicado 21/04/2017 19h15
REPRODUÇÃO
Filme Joaquim
Em meio a um mundo de injustiças, Joaquim se apaixonou
São Paulo – Primeiro nos festivais internacionais, depois nas salas brasileiras. A primeira grande apresentação de Joaquim, filme de produção portuguesa, espanhola e brasileira em cartaz em algumas salas nacionais, foi no festival de Berlim, no início do ano. Para o diretor Marcelo Gomes (Cinema, Aspirinas e Urubus), a exibição diante da crítica europeia foi interessante porque o filme ajuda a entender o processo de concentração de riqueza não só no Brasil, mas também na Europa, que num determinado momento da história se beneficiou de um processo de colonização.
Como ele diz, quando de constroem alguns bolsões de riqueza, se constroem também muitos bolsões de pobreza. Estão aí os movimentos de migração atormentando o Velho Mundo, observa o cineasta. O período colonial marca o nascimento da nação brasileira, diz Gomes, e é preciso entender as fraturas sociais desde o passado para entender os dias de hoje. “O país cresceu com injustiça social, e o problema está presente.”
Para o diretor, a semelhança sem coincidência entre os fatos do século 18 e os dias atuais é existência de uma elite política capaz de promover golpes para se preservar. “Não existirá futuro melhor para o país se não houver distribuição, o fim dos privilégios para poucos”, acredita.
Ao retratar os passos de Tiradentes, a partir de seu contato constante com os negros e os índios devido a sua atribuições militares, Joaquim procura dissecar em parte a formação da consciência do alferes transformado em mártir após o advento da república, um século depois de sua morte. E não foi apenas o contato com as injustiças que mexeram com o “protagonista”. No meio do caminho, houve também a pedra do amor. “O amor também transforma a forma de pensar”, avisa Marcelo Gomes. Quando Joaquim se apaixona por uma escrava rebelde, ativista, isso também vai influenciar a formação de sua consciência.
Ouça a entrevista de Marcelo Gomes a Marilu Cabañas, na Rádio Brasil Atual.
Assista ao trailer

http://www.redebrasilatual.com.br/entretenimento/2017/04/traicao-ganancia-amor-impossivel-a-formacao-da-consciencia-de-tiradentes

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