28 de mai de 2017

A Globo não tem lado, diz chefão do jornalismo. Na semana da prisão do ex-presidente do Barcelona, que tal perguntar a Ricardo Teixeira?

A Globo não tem lado, diz chefão do jornalismo. Na semana da prisão do ex-presidente do Barcelona, que tal perguntar a Ricardo Teixeira?

27 de maio de 2017 às 23h51
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A casa que Teixeira comprou em Miami, a segunda mulher dele, o chefão do jornalismo da Globo Ali Kamel, o diretor da Globo Esportes, o livro que conta tudo que a Globo não contou e o repórter Amaury; na rodovia da Flórida, encontramos restos de automóvel que podem ter sido da BMW onde morreu a namorada do cartola
O problema é que não havia uma visão divergente. Seis profissionais muito competentes “passam a bola”, como eles dizem, uns aos outros, mas o jogo se assemelha a uma cobrança de pênaltis sem goleiro. A regra se repete em muitos programas de debates, em que os convidados para falar sobre a crise política se dividem (não exagero demais) em tucanos de esquerda, tucanos de centro e tucanos de direita. Marcelo Coelho, na Folha, sobre os “debates” unilaterais da GloboNews.
Agora que o alvo é o presidente Temer e o tucano Aécio Neves, o que, segundo o colunista, inviabiliza as reformas liberais, Coelho se volta contra a Globo. A postura da Globo, está comprovado, é a de quem não tem lados. Ali Kamel, na Folha, defendendo a Globo
por Luiz Carlos Azenha
Terça-feira, 23/05/2017. O Jornal Nacional dá uma nota de 30 segundos sobre a prisão do ex-presidente do Barcelona, Sandro Rosell. E uma frase: “Na época [dos supostos crimes de Rosell], o presidente da CBF era Ricardo Teixeira, que também é investigado”. Só.
Não é exceção. É a regra. Antes e depois da queda do poderoso capo da CBF, conforme denunciado no livro O Lado Sujo do Futebol, de autoria de Amaury Ribeiro Jr., Tony Chastinet, Luiz Carlos Azenha e Leandro Cipoloni, selecionado pelo júri para concorrer ao Prêmio Jabuti.
Voltemos a 12/03/2012.
Naquele data, Ricardo Teixeira pediu demissão da CBF.
Texto ipsis literis da “reportagem” do Jornal Nacional. O grifo é nosso:
Número 70 da Rua da Alfandega, centro do Rio. Vinte e três anos atrás, Ricardo Teixeira entrava neste prédio para ser empossado como Presidente da CBF.
Há nove anos o prédio deixou de ser a sede da Confederação… há algumas horas Teixeira deixou de ser o Presidente da CBF.
Ricardo Teixeira assumiu a presidência da CBF em 1989, seguindo os passos do sogro, o então presidente da FIFA, João Havelange.
Sob o comando de Teixeira, o Brasil conquistou 112 títulos em várias categorias do futebol: o último deles, em agosto do ano passado, quando a Seleção Sub-20 foi penta-campeã mundial.
A primeira conquista veio logo no início de sua administração, o título da Copa América, pela Seleção principal, deu fim a um jejum que já durava quatro décadas. Aquela taça foi a primeira de uma série de cinco Copas Américas na gestão dele.
Ricardo Teixeira esteve a frente da CBF em seis Copas do Mundo, de 90 na Itália até 2010 na África do Sul, foram três finais consecutivas.
Em 94, com Carlos Alberto Parreira no comando, o Brasil voltou a vencer depois de 24 anos sem um título.
Quatro anos depois, em 98, na França, outra final: derrota para os franceses por três a zero.
Em 2002, a geração talentosa de Ronaldo e Rivaldo reconquistou a hegemonia mundial com o penta-campeonato no Japão.
Nas últimas duas Copas ele presenciou as derrotas, na Alemanha e na África do Sul, apesar de a Seleção ter conquistado a Copa das Confederações nos anos anteriores aos dois mundiais.
No comando da CBF, Ricardo Teixeira organizou o calendário do futebol nacional e instituiu a formula dos pontos corridos para o Campeonato Brasileiro. Foram medidas benéficas para a economia dos clubes, que passaram a ter atividades o ano inteiro.
Com uma gestão longa, Ricardo Teixeira colecionou amigos e adversários. Seu jeito centralizador gerou desafetos, de Romário a Pelé, passando por dirigentes esportivos.
O mais recente: o atual presidente da FIFA, Joseph Blatter.
Da lista, houve muitos com quem selou a paz, como Ronaldo “fenômeno”, que, este ano, depois de restabelecidas as relações, foi nomeado pelo próprio Ricardo Teixeira para integrar o Comitê da Copa de 14.
Ao longo da carreira, Ricardo Teixeira foi alvo de denúncias.
Diante de todas elas, Teixeira sempre disse que as acusações eram falsas e tinham caráter político.
A denúncia mais contundente foi a de que ele, e um grupo ligado a FIFA, teriam recebido dinheiro de forma irregular nas negociações de uma empresa de marketing esportivo, em 1999. Viu os processos serem arquivados pela Justiça.
Teixeira assumiu a Confederação Brasileira quando a Seleção tinha apenas dois patrocinadores. Deixa a Seleção com dez patrocinadores e a CBF com um faturamento anual de R$ 271 milhões (números de 2010).
Sua última realização a frente do futebol brasileiro não foi alcançada no gramado.
Em 2007, Ricardo Teixeira comandou a campanha vitoriosa que fez a FIFA conceder ao Brasil o direito de organizar a Copa do Mundo de 14.
Nos últimos cinco anos foi o Presidente do Comitê Organizador Local. Hoje, sai de cena, há dois anos do Mundial.
Em outra palavras, o Jornal Nacional passou o pano.
Deu a entender que todos os processos haviam sido arquivados pela Justiça. No Brasil, talvez, dada a força de Teixeira nos tribunais do Rio.
Afinal, quem é mesmo que promoveu trens de alegria para as Copas do Mundo, com passagens, hotel e ingressos pagos, inclusive com integrantes do Judiciário?
Pode ser por isso que de todos os grandes acordos de colaboração fechados pela Procuradoria Geral da Justiça (PGR) do Brasil com outros países, que incluem a Lava Jato, só um permanece bloqueado.
Foi por decisão da juíza federal Débora Valle de Brito, da nona Vara Criminal do Rio de Janeiro, em 13.10.2015. A PGR recorreu. O caso permanece indefinido. Enquanto isso, o Brasil está impedido de trocar informações com autoridades norte-americanas que investigam o Fifagate.
Assim, Teixeira ganhou um tempo precioso. O ex-presidente da CBF, José Maria Marin, e o empresário J. Hawilla se tornaram colaboradores da Justiça. Ao que se sabe, estão nos Estados Unidos usando tornozeleira eletrônica. Teixeira e o atual presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, também são investigados.
Ao sentir que poderia ser preso, Teixeira desfez-se rapidamente de bens que tinha nos Estados Unidos e correu para o Brasil. Vendeu inclusive a luxuosa casa que havia comprado da tenista Anna Kournikova, numa das ilhotas mais aprazíveis de Miami, com vista para a baía da cidade.
Estive lá pessoalmente, bati na porta da mansão, mas ninguém atendeu.
Também estive no local onde um automóvel de Teixeira capotou. Dentro estava a namorada dele, que morreu afogada no pântano. Quando a notícia vazou no Brasil, através do jornalista Juca Kfouri, Teixeira acabou se divorciando da filha de João Havelange, o todo-poderoso da FIFA que catapultou a carreira do genro no futebol.
Os dois são, comprovadamente, ladrões. Só através da Sanud, empresa baseada no paraíso fiscal europeu de Liechtenstein, Teixeira e Havelange receberam U$ 12,5 milhões de propina da ISL, empresa de marketing alemã ligada à Adidas que, antes de falir, distribuiu U$ 100 milhões a cartolas de todo o mundo para garantir direitos exclusivos na transmissão de eventos esportivos.
A grana para Teixeira, suspeita-se, era para garantir a transmissão da Copa do Mundo pela TV Globo. Na ação que correu na Suiça, executivos da Globo foram ouvidos no Brasil pelo juiz-promotor Thomas Hilbrand, do cantão de Zug.
Um dos objetivos dele era saber o motivo de a Globo ter adiantado um pagamento à ISL para tentar salvar a empresa da falência. Foi por intervenção de Teixeira? O fato é que a grana sumiu na massa falida da ISL, quando a verdadeira destinatária do pagamento deveria ter sido a FIFA.
A investigação na Suiça terminou com a restituição das propinas por Teixeira e Havelange, com indícios de que isso aconteceu com dinheiro da própria FIFA, uma forma de cala-boca.
O fato é que quando Teixeira renunciou no Brasil, no dia em que o JN disse que os processos contra ele tinham sido todos arquivados, uma verdadeira batalha judicial era travada na Suiça pela liberação dos documentos do processo. O caso tramitou até o equivalente do STF suiço.
Para escrever O Lado Sujo do Futebol, os autores trocaram informações com Andew Jennings e Jean François Tanda, no Reino Unido e na Suiça
De um lado, exigindo os documentos, estavam empresas e jornalistas como nossos colegas Andrew Jennings e Jean François Tanda — que nos ajudaram no livro O Lado Sujo — e de outro a defesa de Teixeira. O cartola brasileiro perdeu.
No período em que já estava na defensiva, o dirigente da CBF deu raríssimas entrevistas.
Depois de ajudar a conquistar a realização da Copa do Mundo no Brasil em 2014, Teixeira falou à revista Piauí, dizendo com sua arrogância aécica que poderia usar o torneio para se vingar.
Teixeira, afirmou o repórter inglês [Andrew Jennings], recebeu 9,5 milhões de dólares, por meio de uma empresa de fachada. Jennings disse que um tribunal suíço obrigara o brasileiro a devolver o suborno, o que significava admitir o crime. “Ah é? Devolvi dinheiro? Então, cadê? Por que ninguém mostra?”, perguntou Teixeira. Porque, segundo a BBC, o processo foi encerrado com um acordo extrajudicial que garantiu o anonimato dos acusados.
[Fato, mas depois o anonimato dos acusados caiu, por decisão do mais importante tribunal suiço]
Ele concorda com um raciocínio que José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, teria feito no tempo em que dirigia a Rede Globo. Certa vez, falaram-lhe que um avião caíra e centenas de pessoas morreram. Boni teria dito que, se o Jornal Nacional não noticiasse, para todos os efeitos o avião não teria caído. “Portanto, só vou ficar preocupado, meu amor, quando sair no Jornal Nacional”, disse Teixeira.
[Um erro de avaliação de Teixeira, que desconhecia o poder das redes sociais]
Antes de pagar a conta no restaurante, Teixeira falou pelo telefone com Evandro Guimarães, lobista da Globo em Brasília. Trocou ideias sobre inseminação de bovinos, uma de suas mais novas atividades. Sua fazenda, no interior do Rio, produz 10 mil litros de leite por dia e os laticínios do presidente são consumidos em diversos restaurantes cariocas. Ele também vende doce de leite, ricota, queijo de minas, parmesão e requeijão (o melhor produto, no seu entender). O negócio é rentável? “Não sou de jogar dinheiro fora”, respondeu.
[Estive na fazenda de Teixeira em Barra do Piraí, interior do estado do Rio de Janeiro. Tinha um laticínio na entrada. O problema é que as mercadorias supostamente produzidas ali não podiam ser encontradas nos mercados da cidade. Não temos provas de que tenha sido o caso, mas operações do gênero, capazes de emitir notas e justificar pagamentos, são comuns em casos de lavagem de dinheiro]
Teixeira e os mandachuvas do futebol, na Argentina: o cartola está ao lado de Marcelo Campos Pinto, da Globo, e de J. Hawilla, da Traffic, que só escapou da cadeia por ter feito acordo com a Justiça dos EUA
Perguntei se Teixeira precisava dele [João Havelange] para se eleger [presidente da FIFA]. “Claro que não, burro é uma coisa que ele não é”, respondeu Havelange. “Se a senhora um dia tivesse que definir a malandragem, no bom sentido, claro, ela se chamaria Ricardo Teixeira.”
[Havelange odiou Teixeira desde o divórcio do então capo da CBF com a filha do ex-presidente da FIFA. Os dois fizeram as “pazes” por interesses econômicos e familiares. Teixeira foi um dia tão puxa-saco de Havelange que inverteu o nome de batismo de um dos filhos. Usou Teixeira Havelange em vez de Havelange Teixeira. Depois, as revelações na Suiça deixaram claro que Teixeira embolsou fortunas através da Sanud, deixando o ex-sogro corrupto, aparentemente, com apenas uma fração da grana]
A quatro dias da eleição da nova diretoria da Fifa, uma equipe da Globo foi mandada de Londres para Zurique para fazer uma reportagem sobre os preparativos da Copa. Executivos da Federação, inclusive Teixeira, falaram longamente sobre as obras de infraestrutura no Brasil, a construção dos estádios e as cidades-sede dos jogos. Apesar de todas as denúncias sobre corrupção e suborno, nenhuma pergunta foi feita sobre o assunto pela Globo.
[A Globo nunca fez qualquer pergunta embaraçosa a Havelange, Teixeira, sobre a Copa do Mundo no Brasil ou sobre as Olimpíadas no Rio de Janeiro. A Globo embolsou dinheiro público pesado para organizar o sorteio das chaves da Copa no Rio. A Globo distorceu informações sobre a demolição da Vila Autódromo, na vizinhança do Parque Olímpico. A Globo, nas obras pré-Olimpíadas, ganhou mais um museu para administrar na orla nobre do Rio, o do Amanhã, que serve acima de tudo como peça de marketing na estratégia da emissora. A Globo administra da mesma forma o Museu do Futebol no Pacaembu: usa espaço público, entra com “propaganda”, faz marketing da empresa, conta a história do futebol que lhe interessa — sem qualquer escândalo — e mantém o espaço com a cobrança de ingressos e parcerias]
“Quanto mais tomo pau da Record, fico com mais crédito na Globo.”
[Confissão]
Ele mandou o advogado preparar a notificação para um processo. [contra a Record, por reportagens que refletiam, presumimos, a passada de perna que ela e outras emissoras tomaram ao tentar questionar o monopólio da Globo no futebol — como vimos até agora, provavelmente fruto de corrupção ou ao menos promovido por corruptos]
[O processo que Ricardo Teixeira sugeriu à repórter Daniela Pinheiro que abriria contra a TV Record não aconteceu. As denúncias da emissora paulista refletiam, presumimos, a passada de perna que ela e outras emissoras tomaram ao tentar questionar o monopólio da Globo no futebol]
Institution 2 é a Sanud. E4 é a empresa Renford, ambas estabelecidas em refúgios fiscais. O texto diz que Ricardo Terra Teixeira é o beneficiário da Institution 2 e que a dupla Havelange-Teixeira é beneficiária da E4. As datas coincidem com investimentos feitos pelo cartola no Brasil, inclusive na fazenda de Piraí, especializada na produção de matrizes de gado
O fato é que a lista de pagamentos que aparece no documento acima — das propinas de Teixeira e Havelange no caso ISL — apareceu com exclusividade no Jornal da Record, mas nunca foi vista no Jornal Nacional.
É um documento oficial, divulgado pela FIFA.
No caso mais recente, desta semana, na Espanha, que levou à prisão o ex-presidente do Barcelona, Sandro Rosell, Teixeira é acusado de embolsar R$ 28 milhões em propina por conta dos amistosos da seleção brasileira entre 2006 e 2012.
Mais uma vez, a notícia não interessou ao Jornal Nacional.
Segundo a promotoria da Espanha, Teixeira e Rosell foram grampeados falando sobre a facilidade do catalão para conseguir vistos de entrada em países — tirando a União Europeia ou Estados Unidos –, o que sugere, repetimos, sugere, que um deles ou ambos estavam pensando em fugir.
Além disso, na investigação, os irmãos Abrahão são mencionados como possíveis lavadores da propina de Teixeira. Eles são donos de uma empresa de turismo que monopoliza a venda de passagens aéreas para a CBF.
Lembram-se do acidente que matou a namorada de Teixeira numa Mercedes em nome dele, numa rodovia da Flórida? Exatamente no ponto indicado pelo boletim de ocorrências da polícia da Flórida, encontramos vários pedaços de automóvel no meio do pântano, compatíveis com os de uma BMW. No capotamento, sobreviveu a empresária Lorice Sad Abuzaid, que sentava no banco de passageiros. Era, à época, funcionária dos Abrahão. Nunca deu entrevistas sobre o fato, mas viveu grande ascensão profissional.
HISTÓRICO
Teixeira e Rossell se aproximaram quando o catalão dirigia a Nike no Brasil e a empresa de materiais esportivos se tornou patrocinadora da seleção brasileira. Nos Estados Unidos, investiga-se quanto a Nike pagou de propina para garantir o contrato.
Mais recentemente, em 2008, eles foram sócios na promoção de um amistoso entre Brasil e Portugal pago com dinheiro público pelo corrupto José Roberto Arruda, ex-governador de Brasília, hoje preso.
Uma empresa de Rossell também manteve sociedade com a segunda mulher de Teixeira, Ana Carolina Wigand, a quem repassou R$ 2,8 milhões. Outro repasse foi feito a uma conta em nome da filha do cartola, de apenas 11 anos de idade.
Somando tudo, pelo propinoduto CONHECIDO de Teixeira passaram, em valores de hoje, corrigidos pela inflação, o equivalente a R$ 100 milhões. Isso sem contar com a nebulosa transação de Neymar, que foi feita quando o cartola mandava na CBF e Rossell dirigia o Barcelona.
De tudo isso que você acaba de ler, praticamente nada saiu no Jornal Nacional.
Autoridades dos Estados Unidos, da Espanha, da Suiça e de Andorra tem colaborado na investigação do Fifagate. As do Brasil, incrivelmente, não!
Especula-se sobre eventual delação de Teixeira a autoridades dos Estados Unidos… Será?
Talvez ele tenha informações capazes de levar à cadeia Sepp Blatter, o ex-presidente da FIFA, que perdeu o cargo mas está solto; ou o atual presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, também investigado.
Quanto à Globo, cujo monopólio no futebol é anterior mas se fortaleceu sob Teixeira, só apresentou denúncias contra o cartola num programa Globo Repórter, feito por Marcelo Rezende, quando houve uma disputa comercial e sobre horário de jogos entre a emissora e o Teixeira, em 2001.
Fora disso, registros breves, aqui ou ali.
Depois de um longo hiato, num sábado, em 2011, o telejornal cobriu uma busca e apreensão na casa de Vanessa Almeida Precht, suspeita de ser laranja do esquema mantido pelo ex-presidente do Barcelona com Teixeira, em negócios no Brasil.
Dias depois uma notinha num jornal informou que Teixeira tinha ficado furioso com a reportagem e sugeriu que sabia muito sobre Marcelo Campos Pinto, o homem-forte da empresa Globo Esportes. Desde então, Marcelo foi demitido.
Se considerarmos que a dupla Havelange-Teixeira mandou no futebol brasileiro durante 59 anos, ou seja, mais tempo que toda a existência da emissora, a cobertura negativa dos cartolas parece ter sido mínima, não?
A Globo — como se vê, e ao contrário do que escreveu Ali Kamel na Folha de S. Paulo — está ao lado de Ricardo Teixeira. Ainda. Por que? É a grande pergunta a ser respondida.
PS do Viomundo: Quanto à Folha, é costumeiro que atribua a si mesma descobertas feitas por outrem. O fato é que o elo comercial entre Teixeira e a empresa de Sandro Rosell, de nome Ailanto, no Rio de Janeiro, foi divulgado em 2011 pelo Jornal da Record, ao contrário do que escreveu recentemente o jornal, que disse ter revelado isso em 2012.
A descoberta de que a laranja de Rossell, Vanessa, fez um contrato fictício para arrendar terras de Teixeira, como forma de repassar ao cartola da CBF 600 mil reais, foi feita por Amaury Ribeiro Jr. Ele descobriu o documento durante uma varredura no cartório de Barra do Piraí.
Abaixo, a reportagem do JN sobre a despedida de Teixeira, a denúncia da Record sobre os negócios entre Rossell e Teixeira no Brasil e trecho de artigo mentiroso da Folha:
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