25 de mai de 2014

Exposição apresenta tradições e patrimönio imaterial do Brasil - RJ




No último dia 15 de maio, a Cajuína foi oficialmente registrada como patrimônio cultural brasileiro. A tradicional bebida piauiense feita a partir do caju é um dos bens imateriais que fazem parte da exposição multimídia Patrimônio Imaterial Brasileiro – A Celebração Viva da Cultura dos Povos, que começou nesta sexta-feira (23) na Caixa Cultural Rio de Janeiro.


Reprodução
Samba de Roda Samba de Roda
A mostra, que fica em cartaz até 20 de julho, detalha 30 bens imateriais registrados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Comidas, bebidas, lugares, formas de expressão, saberes e ofícios transmitidos de uma geração a outra compõem a exposição.

Segundo o historiador e curador da mostra, Luciano Figueiredo, o objetivo é fazer com que estes legados culturais dos povos do Brasil sejam conhecidos. “A criação do patrimônio imaterial é bastante recente. Ele aparece na Constituição de 1988 e ganha um departamento no Iphan nos anos 2000. A maioria dos brasileiros não tem conhecimento sobre esses bens, por isso nosso principal objetivo é mostrá-los à população. Queremos apresentar o que são os bens imateriais, como foram registrados e qual a importância desse legado para nossa história e continuidade como povo”, afirma.

A exposição é dividida em três blocos. O primeiro é composto por um ambiente neutro com imagens e vozes que apresentam a imaterialidade. Nele, o visitante é convidado a deixar de lado suas referências externas e pré-conceitos para apreciar costumes e tradições que não fazem, necessariamente, parte de seu cotidiano.

No segundo bloco, são apresentadas três aldeias sobre bens imateriais, institucionalizados ou não, que se misturam com partes de corpos de descendentes de imigrantes africanos, portugueses, italianos e japoneses. Na terceira e na última parte, duas grandes aldeias exibem objetos, imagens, vídeos e sons sobre os bens imateriais, seguidos de painéis informativos sobre como são feitos seus registros.

Além da bebida do Piauí que acaba de entrar para a lista, também fazem parte da exposição: o acarajé; o ofício das paneleiras de goiabeiras, no Espírito Santo; o toque dos sinos, em Minas Gerais; a Cachoeira Iauaretê, que é considerada sagrada para os povos indígenas dos rios Uaupés e Papuri, no Amazonas; a arte Kusiwa de pintura corporal e arte gráfica Wajãpi, no Amapá; o Círio de Nossa Senhora de Nazaré; o frevo; o jongo; a roda capoeira; o ofício dos mestres de capoeira; as matrizes do samba carioca; o Bumba-meu-boi, do Maranhão; o fandango caiçara, do litoral sul de São Paulo e norte do Paraná; o tambor de crioula do Maranhão; o samba de roda do Recôncavo Baiano; a feira de Caruaru; a produção artesanal do queijo de Minas nas regiões do Serro e das serras da Canastra e Salitre; a produção da viola-de-cocho; da renda irlandesa; as festas de Sant'Ana de Caicó, na região do Seridó norte-rio-grandense; do Divino Espírito Santo de Paraty (RJ); do Divino Espírito Santo de Pirenópolis (GO); do Senhor Bom Jesus do Bonfim, em Salvador; o ritual Yaokwa do povo indígena Enawene Nawe, do Mato Grosso; o Rtixòkò, que é a expressão artística e cosmológica do povo Karajá; a produção das bonecas Karajá; as festividades de São Sebastião da região do Marajó; e o sistema agrícola tradicional do Rio Negro.

Serviço:

Patrimônio Imaterial Brasileiro – A Celebração Viva da Cultura dos Povos
Quando: de 23 de maio a 20 de julho, de terça a domingo, das 10h às 21h
Onde: nas galerias 2 e 3 da Caixa Cultural Rio de Janeiro
Avenida Almirante Barros, 25, Centro, Rio de Janeiro (RJ)
Quanto: grátis
Classificação: livre
Mais informações: (21) 3980-3815
matéria e foto reproduzia do portal www.vermelho.org.br 

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