16 de jul de 2018

O "extremo centrismo" de Emmanuel Macron é uma ameaça à democracia. - Editor - LIBERDADE, AO CAPITAL. FRATERNIDADE AO NEO LIBERALISMO. IGUALDADE , PRO MERCADO. OU A ENTREGA DA FRANÇA AO CAPITALISMO VORAZ.

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Política externa e eleições. - Editor - INDEPENDENCIA INTERNA E EXTERNA, SÃO OS CAMINHOS DA VOLTA A DEMOCRACIA, SOBERANIA E A REINSERÇÃO DO BRASIL NO MUNDO. A SURUBA, DEIXA-NOS DE 4 FRENTE AOS INTERESSES INTERNACIONAIS, GUIADOS PELO PODER ECONOMICO DOMINADOR E COLONIALISTA. REFORÇANDO E INSISTINDO, VOTAR EM CANDIDATURAS DO PSOL, PCO, PSTU, PT, PPL, PCB, PCdoB, OU MESMO NA LEGENDA, VISANDO UMA POLÍTICA EXTERNA INDEPENDENTE. REFUNDADO O BRASIL PELAS URNAS. O POVO É MAIS.

Política externa e eleições


No Brasil, as questões relativas à inserção internacional do país normalmente não têm centralidade nos debates e programas eleitorais. Com efeito, ao contrário dos temas atinentes à política econômica, educação, saúde, segurança pública etc., a política externa ocupa espaços secundários, muito restritos, nos discursos eleitorais.
Isso é o que é, mas não é o que deveria ser.
Por quê? Porque a política externa, que conduz a uma determina inserção internacional do país, condiciona ou mesmo determina o possível projeto de Nação a ser implantado e o rumo das próprias políticas internas.
De fato, a política externa e a inserção internacional do país condicionam fortemente a condução das políticas internas. Na realidade, em alguns casos, a política externa pode criar balizamentos estreitos e irreversíveis para a condução das políticas internas. Pode até impedir, ou tornar muito difícil, a implantação de políticas autônomas relativas ao desenvolvimento científico e tecnológico, ao desenvolvimento industrial e ao desenvolvimento econômico como um todo. Pode criar novas formas de dependência relativas ao capital financeiro internacional. Pode até mesmo criar obstáculos intransponíveis à implementação de algumas políticas de cunho social, como as relativas à saúde pública, por exemplo.
Em síntese, a política externa e a forma de inserção no cenário mundial podem determinar que o Brasil se torne, de novo, um país periférico, deitado eternamente no leito de Procusto das políticas neoliberais amigáveis ao capital mundializado, que geram mecanismos de dependência de difícil reversão, uma vez sedimentados em tratados internacionais.
Assim como golpes de Estado substituem a soberania do voto popular pela vontade de maioria parlamentares circunstanciais, uma política externa de país periférico pode substituir a soberania do Estado-Nação pelos interesses de nações hegemônicas e pelos ditames do capital internacional.
Desse modo, o grande golpe contra a democracia pode ser construído no cenário externo, pelos mecanismos aparentemente neutros e "técnicos" dos compromissos internacionais.
Normalmente, esse comprometimento dos países com as políticas neoliberais se dá por via de acordos de livre comércio, principalmente os de "nova geração", que incluem não apenas a abertura comercial estrito senso, mas também regras relativas à propriedade intelectual, serviços, compras governamentais e regime de investimentos, que privilegiam os interesses dos capitais internacionais, em detrimento da capacidade dos Estados-Nação de controlá-los conforme o interesse público.
Assim, muitos desses acordos permitem que investidores estrangeiros possam acionar o Estado receptor dos investimentos em arbitragens internacionais, sem passar pelos tribunais locais, sempre que julgarem que seus interesses forem negativamente afetados por políticas públicas.
Saliente-se que esses compromissos internacionais, uma vez assumidos, são de difícil reversão, até mesmo para países poderosos. Está aí o exemplo de Trump, que enfrenta grandes resistências e embaraços diplomáticos para voltar a praticar uma política comercial protecionista.
No caso de países em desenvolvimento, o rompimento com esses compromissos internacionais é muito mais difícil, apesar de serem os grandes afetados pelas normas desses tratados. É preciso recordar o exemplo do México, que, além de ter ingressado no Nafta, firmou outros 32 acordos de livre comércio, inclusive com a União Europeia e o Japão. Trata-se de um dos países que mais assinou acordos de livre comércio no mundo. Se o livre-cambismo estivesse correto, o México provavelmente seria hoje um país com uma economia extremamente dinâmica e diversificada, um triunfo absoluto da globalização e do livre comércio.
É o contrário. Hoje, o México tem cerca de 50% da população abaixo da linha pobreza. As famosas "maquiladoras" criaram somente 700 mil empregos em 20 anos, ou cerca de 35 mil ao ano, um número ridículo, quando se leva em consideração que, nesse período, ao redor de 1 milhão de mexicanos entraram todos os anos no mercado de trabalho. O desemprego é alto e os empregos gerados são muito precários, de rendimentos muito baixos. Por isso, o México continua exportando imigrantes às pencas para os EUA, os quais agora são jogados em masmorras junto com seus filhos.
Mesmo com esse grande contraexemplo, o governo do Golpe está totalmente empenhado em assinar, o mais rapidamente possível, e de qualquer jeito, um acordo entre o Mercosul e a União Europeia. Ninguém sabe como está esse acordo, quais as concessões que foram feitas, pois tudo está sendo negociado em surdina. Porém, é fácil adivinhar que não vem coisa boa por aí. Muito provavelmente, o governo do Golpe, que já rifou a nossa soberania há muito tempo, está disposto a tudo para incluir nesse acordo concessões ao capital e aos investidores estrangeiros, que inviabilizarão a retomada de um projeto desenvolvimentista sustentado por fatores endógenos. Seria um golpe mortal contra o Brasil, pois, muito provavelmente, outros países também pressionariam, com base na cláusula de terceiro país da OMC, para que tais concessões feitas aos europeus sejam também a eles estendidas.
Além disso, todos sabem que o governo golpista adotou uma política externa passiva e submissa caracterizada por:
1. Desconstrução da integração regional, inclusive do Mercosul e da Unasul, e construção de um "regionalismo aberto", o qual destrói o caráter estratégico da união do subcontinente.
2. Desinvestimento na vertente geoestratégica Sul-Sul da política externa anterior e forte investimento político na vertente Norte-Sul.
3. Abandono, ao menos parcial, da aposta num mundo multipolar e reingresso do Brasil na órbita geoestratégica dos EUA e aliados.
4. Desinvestimento no BRICS e forte investimento no ingresso na OCDE (o Clube dos Ricos) e na celebração, de qualquer forma, de acordos comerciais de "nova geração" com países desenvolvidos.
5. Abandono da postura equilibrada e negociadora em conflitos regionais, como o da Venezuela, e adoção de postura agressiva e confrontadora com regimes que não são agrado dos EUA.
6. Desinvestimento parcial na presença do Brasil em grandes áreas geográficas como África e Ásia.
7. Submissão da política de defesa aos interesses geopolíticos e militares norte-americanos.
8. Destruição dos núcleos estratégicos da indústria defesa, como no caso da venda da Embraer a Boeing.
9. Total alienação do nosso patrimônio público a empresas estrangeiras.
10. Baixo protagonismo internacional do Brasil.
Pois bem, a combinação dessa política externa com a provável celebração de acordos comerciais de "nova geração" com países desenvolvidos, bem como com outras iniciativas, como a assinatura de um novo acordo sobre a Base de Alcântara com os EUA, por exemplo, imporá limites praticamente intransponíveis para que eventuais governos nacionais e progressistas possam praticar políticas autônomas de desenvolvimento, de industrialização, de ciência e tecnologia, de defesa e até mesmo de saúde e de meio ambiente.
Este é ponto fundamental: de nada adianta conceber políticas internas progressistas, se a política externa e a forma de inserção do país no cenário mundial não forem com elas condizentes.
Por isso, nessas próximas eleições é preciso que o debate sobre a política externa e as políticas a ela correlatas, como a política de defesa e a política comercial, tenha centralidade.
Embora os pré-candidatos não tenham apresentado ainda os seus programas de governo, é fácil inferir que as chamadas candidaturas de centro e de direita, como a de Alckmin, Marina Silva, Meirelles, Bolsonaro etc. vão investir na continuidade e mesmo no aprofundamento da política exterior do Golpe. Vão apostar na subserviência a interesses estrangeiros e na política externa de país periférico. Vão apostar no contínuo "apequenamento" do Brasil, com resultados que imporão importantes limites de longo prazo ao desenvolvimento do país.
Ciro Gomes, por seu turno, tem dado declarações lúcidas sobre questões como a Base de Alcântara, integração regional etc., bem como sobre o vergonhoso entreguismo do governo golpista. Contudo, como uma candidatura é uma construção coletiva, sua possível aliança com setores da direita poderá comprometer a luta pela soberania nacional.
Por conseguinte, hoje apenas a candidatura ilegalmente sequestrada de Lula oferece a certeza do enfrentamento a essa lamentável política que destrói o Brasil e o futuro das nossas novas gerações de cidadãos.
Talvez seja esse o principal motivo que o mantém aprisionado, sem cometimento de crime. O governo golpista deve ter prometido mundos e fundos a governos e empresas estrangeiras. São centenas de bilhões de dólares envolvidos em grandes e obscuras negociações. Os interesses na abertura incondicional da economia brasileira e na transformação do Brasil em país definitivamente periférico são imensos. Enquanto a Lava Jato e seu braço midiático distraem a população com as migalhas da corrupção política, a gigantesca corrupção da alienação do patrimônio público e do comprometimento da soberania nacional prossegue impávida e incontestada.
A prisão de Lula é relevante para a geoestratégia de grandes potências.
Nessas eleições, temos de debater a fundo política externa.
https://www.brasil247.com/pt/colunistas/marcelozero/361785/Pol%C3%ADtica-externa-e-elei%C3%A7%C3%B5es.htm
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UM SÉCULO AMERICANO DE CONQUISTA ULTRAMARINA BRUTAL COMEÇOU NA BAÍA DE GUANTÁNAMO

É UM testemunho da destreza retórica do establishment de Washington que ele rotulou a baía de Guantánamo de lar dos terroristas mais perigosos do mundo. Os líderes dos EUA queriam, é claro, se referir às centenas de não-americanos detidos na base nos últimos 16 anos. Mas um olhar mais atento à história de Guantánamo conta uma história diferente - na qual os Estados Unidos, que começaram há 120 anos em junho deste ano, usaram o enclave no sudeste de Cuba para lançar décadas após décadas de conquista terrorista no exterior.
Cuba foi o alvo de muitas conspirações terroristas. Muito antes de Donald Rumsfeld invadir o país para prender “combatentes inimigos” após o 11 de setembro, o então procurador-geral Robert F. Kennedy procurou visitar “ os terrores da terra ” em Cuba como parte da Operação Mangusto, um esforços secretos da CIA para derrubar o líder Fidel Castro. Mongoose previu atos de sabotagem, incluindo escassez de alimentos criada pelos EUA potencialmente induzida por armas biológicas . E outra trama dos anos 1960, a Operação Northwoods , procurou criar um pretexto para invadir Cuba. “ Poderíamos desenvolver uma campanha comunista cubana de terror na área de Miami ”, dizia um documento apresentadoao Estado-Maior Conjunto. "Poderíamos explodir um navio de guerra dos EUA na Baía de Guantánamo e culpar Cuba." Os EUA criaram uma série de planos contemporâneos para assassinar Castro; pelo menos um envolvia recrutar a Máfia. Essas conspirações provaram ser um precedente ideológico menos do que sutil para a piada de George W. Bush em 2003 ao administrador do Iraque Jay Garner que, após os esforços de Garner para reconstruir aquele país, os EUA invadiriam Cuba, “ para a próxima ”. classificado entre os países do “eixo do mal” da administração Bush.
Hoje, o GTMO, como a base é chamada no jargão militar, ostenta uma loja de presentes em sua Bolsa da Marinha, a poucos passos do McDonald's de Guantánamo. Lá, por US $ 15, você pode comprar uma camiseta de operações de detenção da Força-Tarefa Conjunta GTMO, gravada com um gráfico de uma torre de guarda de prisão armada e terminada com filigrana de arame farpado. A lembrança é um lembrete perturbador da normalidade com que o império norte-americano se infiltrou em nosso cotidiano, uma repetição do que o historiador revisionista William Appleman Williams chamou de “um estilo de vida”. De fato, a malignidade dos EUA em Cuba, da Guerra Fria ao so- chamado guerra contra o terror, é apenas parte da agressão que resultou da tomada de Guantánamo. Este mês de junho marca um aniversário importante para a base da Marinha e também para o império norte-americano. De fato, sua história de origem é uma e a mesma.
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Fotos: Novidade canecas e t-shirts na loja de presentes Guantánamo Bay. Miriam Pensack para o Intercept
NO INÍCIO DE JUNHO DE 1898,  os fuzileiros navais americanos chegaram à Baía de Guantánamo e realizaram o primeiro pouso bem-sucedido no que se tornaria conhecido como Guerra Hispano-Americana. Além de vingar o naufrágio do navio de guerra USS Maine, no porto de Havana, os EUA tentaram "libertar" os cubanos do domínio imperial. Essa pretensão convenientemente ignorou a luta de 30 anos de Cuba pela independência da Espanha, um esforço nascido da sociedade plantation na parte leste da ilha, não muito longe de Guantánamo. De fato, 1898 provou o desfecho da Guerra dos Dez Anos (1868-1878), a Pequena Guerra (1879-1880) e a Guerra da Independência Cubana final, que começou em 1895.
A invasão em Guantánamo marcou o início formal de uma inclinação americana para intervir militarmente nos assuntos de outras nações. Os historiadores do império norte-americano há muito reconhecem 1898 como um divisor de águas na trajetória da postura global dos EUA. Os EUA sempre estiveram de olho no Caribe e em Cuba, a apenas 150 quilômetros da costa da Flórida: os obstrucionistas simpatizantes do sul procuraram incorporar a ilha como um território adicional de escravos do início até meados do século XIX, e em 1823, John Quincy Adams previu o que muitos viam como a inevitável aquisição americana de Cuba, argumentando que “se uma maçã cortada pela tempestade de sua árvore nativa não pode escolher, mas cair no chão, Cuba… pode gravitar apenas em direção à União Norte-Americana que pelo mesmo lei da natureza não pode expulsá-la de seu seio ”. Mas os EUA
Assim, em 1890, o Departamento de Recenseamento dos EUA declarou que a fronteira “fechava”. Dentro de uma década, os EUA atacaram o império espanhol, alcançando uma vitória rápida que efetivamente entregou as possessões coloniais da Espanha aos Estados Unidos: Porto Rico e Guam se tornaram territórios dos EUA. e os Estados Unidos empreenderam uma guerra brutal e sangrenta contra nacionalistas filipinos para anexar as Filipinas.
"Cuba só pode gravitar em direção à união norte-americana, que pela mesma lei da natureza não pode expulsá-la de seu seio".
Cuba, enquanto isso, caiu sob ocupação militar dos EUA entre 1898 e 1902. Um governo militar americano tentou ostensivamente guiar a nação iniciante no caminho para a plena autonomia, e concordou em acabar com a ocupação quando a primeira república cubana elaborou e ratificou uma constituição para Washington. gostar - uma constituição que teria que incluir o texto completo da Emenda Platt, que concedia aos EUA a palavra final nos tratados cubanos e tornava legal que os Estados Unidos interviessem sempre que julgassem necessário “pela preservação da independência cubana”. O artigo VII da emenda determinava a locação de Guantánamo sem data de término, a ser anulada somente com o acordo dos governos dos EUA e de Cuba. O propósito declarado do contrato de locação era garantir que, ao conceder aos EUA um espaço para uma estação de carvão e naval,
Assim começou um legado de quase soberania em Cuba. Ambos os governos renovaram o contrato coercivo de Guantánamo em 1934, e é sob os termos do arrendamento que os 40 presos atualmente mantidos na base se encontram encarcerados indefinidamente em impressionantes 45 quilômetros quadrados de território cubano, a beleza natural da qual eles serão mais certamente nunca ver.
A uma curta distância de carro dos Campos 5 e 6, onde “detentos de baixo valor” são mantidos, os militares e suas famílias desfrutam dos frutos do território efetivamente roubado, terras que Castro exigiu serem devolvidas depois que seu Movimento 26 de Julho chegou ao poder em 1959. procurou desfazer cerca de 60 anos de maquinações imperiais dos EUA na ilha. Em determinado momento, Castro isolou a água da base, uma sugestão pouco sutil de que os Estados Unidos deixem o local. Os EUA retaliaram: Mais de 2.000 cubanos empregados na base foram sumariamente demitidos. Apesar desses antagonismos, o Tesouro dos Estados Unidos ainda envia ao governo cubano um cheque de US $ 4.085 por ano para “alugar” Guantánamo. Até hoje, o governo revolucionário se recusa a descontar os cheques.
De fato, Guantánamo é ao mesmo tempo a base militar mais antiga fora dos Estados Unidos e a única mantida contra a vontade expressa do governo do país que ocupa. Isso tornou o status legal das pessoas na instalação particularmente obscuro, e essa mesma ambigüidade jurídica permitiu a detenção indefinida de supostos combatentes de guerra contra o terror, alguns dos quais nunca foram acusados ​​de um crime. Antes de vários casos da Suprema Corte que estenderam proteções legais limitadas aos detidos, o governo Bush aproveitou a liminaridade legal de Guantánamo para argumentar, entre outras coisas, que a base estava sob a soberania da República de Cuba, negando ostensivamente proteções constitucionais ou obrigações de respeitar os tratados internacionais, tornando a base um lugar ideal para cometer abusos dos direitos humanos. decidiu em 2004 que os tribunais federais dos EUA têm jurisdição sobre a Baía de Guantánamo, proporcionando aos detidos acesso aos tribunais como meio de contestar a legalidade de sua detenção, embora a decisão tenha deixado a questão das proteções constitucionais estendidas aos não-cidadãos mantidos na base. E em 2008, Boumediene v. Bush estabeleceu que os detidos também têm direito a uma revisão de habeas corpus.
Há uma semelhança entre retórica e lógica entre a Emenda Platt e o papel de Guantánamo na guerra contra o terror: o argumento dos Estados Unidos de arrendar coercitivamente o território como uma estação de carvão e naval para “proteger a independência cubana” ecoa o apelo à tortura e ilegalmente deter combatentes inimigos por causa da segurança nacional dos EUA.
Mas esses paralelos são mais profundos, na medida em que todos os caminhos levam a Cuba, onde os Estados Unidos ainda conseguem, de alguma forma, fazer o que quiserem. Guantánamo persiste como um local de reinvenção e esquecimento imperial, uma hidra em constante evolução, onde os militares estacionados podem receber sua certificação de mergulho e levar seus filhos ao cinema a uma curta distância do local onde a CIA realizou tortura na base. . Não fosse a seção “Cuba” da loja de presentes GTMO, onde fotos de Havana enfeitavam chaveiros, cartões postais e ímãs, você poderia esquecer que estava em Cuba - na verdade, essa amnésia imperial, em conjunto com os 120 anos de existência. Maquinações imperiais que começaram na baía de águas profundas, podem muito bem fazer de Guantánamo o lugar mais americano da Terra.
Foto superior: Foto do portão nordeste de Gitmo que a separa de Cuba.
https://theintercept.com/2018/07/04/guantanamo-bay-cuba/
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