28 de abr de 2017

Um mistério em Brasília: o que fazem estas tropas que ocuparam o Palácio do Planalto de madrugada?

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Um mistério em Brasília: o que fazem estas tropas que ocuparam o Palácio do Planalto de madrugada?

As perguntas continuam aguardando respostas: que tropas são essas? Por que ocuparam a sede do governo à sorrelfa, antes que nascesse o dia? A que guarnição pertencem? Foram solicitadas por quem? Com que justificativa? Há precedentes anteriores? Quando e em que circunstâncias tropas ocuparam o Palácio Presidencial antes?



Câmeras indiscretas flagraram, no começo da manhã desta quinta-feira, horas antes da deflagração da greve geral, tropas fardadas e armadas ocupando, pela entrada traseira, o Palácio do Planalto, sede da Presidência da República.

Nocaute tentou, sem êxito, obter informações com a Presidência, o Gabinete de Segurança Institucional e com o Ministério da Defesa.

As perguntas continuam aguardando respostas: que tropas são essas? Por que ocuparam a sede do governo à sorrelfa, antes que nascesse o dia? A que guarnição pertencem? Foram solicitadas por quem? Com que justificativa? Há precedentes anteriores? Quando e em que circunstâncias tropas ocuparam o Palácio Presidencial antes?

Perguntar, como se sabe, não ofende.
http://www.nocaute.blog.br/brasil/um-misterio-em-brasilia-o-que-fazem-estas-tropas-que-ocuparam-o-palacio-do-planalto-de-madrugada.html
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* Grande Greve Geral * 28/04/2017 Compartilhe: -Editor- daqui para a frente é pressionar cada vez mais. OS GOLPISTAS DEVEM DEIXAR O PODER, REALIZAR A TRANSIÇÃO E CONVOCAR ELEIÇÕES DIRETAS JÁ EM TODOS OS NÍVEIS. A INSISTENCIA DE SE MANTER NO PODER, DARÁ FATALMENTE INICIO A CONVULSÃO SOCIAl E DAÍ PARA MAIS. O BRASIL QUER A VOLTA DA DEMOCRACIA. O BRASIL NÃO TEM DONO. O DONO DO PAÍS SÃO OS 206 MILHÕES DE HABITANTES. AGUARDA-SE URGENTEMENTE INICIATIVA DO PODER JUDICIÁRIO, VISANDO POR ORDEM NA DEMOCRACIA. QUANTO MAIS DELONGAS, MAIS PROBLEMAS. O PAÍS QUER PAZ, ORDEM, PROGRESSO E DEMOCRACIA VIA URNAS

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http://www.cut.org.br/minuto-a-minuto/28-de-abril-greve-geral-7864/- acompanhe


* Grande Greve Geral *

28/04/2017

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    Concentração na praça das três caixas d'água em Porto Velho RO.
    28/04/2017 11:47
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27 de abr de 2017

Maiakóvski, o Poeta da Revolução, no meio da crise política brasileira. -Editor- Dilma Rousseff, Presidenta da República Federativa do Brasil, no Senado, na votação da cassação do mandato do POVO BRASILEIRO, em seu discurso citou Maiakóvski. DEMOCRACIA JÁ. GREVE GERAL É O INICIO FULMINANTE E O FIM DO GOLPE, VISANDO DERRUBAR OS GOLPISTAS E CORRUPTOS QUE SE APOSSARAM DAS ESPERANÇAS DO POVO.

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Maiakóvski, o Poeta da Revolução, no meio da crise política brasileira

    Maiakóvski, o Poeta da Revolução, no meio da crise política brasileira
    O POETA RUSSO VLADIMIR MAIAKÓVSKI
    No pronunciamento de 31 de agosto, feito momentos depois da decisão do Senado de cassar o seu mandato de presidente da República, Dilma Rousseff citou versos de Vladimir Maiakóvski (1893-1930).
    A ex-presidente encerrou sua fala com as palavras do poeta russo, chamando-as de alento. Elas foram escritas na Rússia da década de 1920, alguns anos após a revolução que instauraria o regime comunista no país. Maiakóvski, a princípio um entusiasta do movimento, acabou tornando-se um crítico de seus desdobramentos.
    Ao longo dos anos, seus versos de esperança foram sendo substituídos por frustrações. “E então, que quereis?...”, o poema citado por Dilma, foi escrito em meio a esta transição de sentimentos.

    “Não estamos alegres,
    é certo,
    mas também por que razão
    haveríamos de ficar tristes?
    O mar da história
    é agitado.
    As ameaças
    e as guerras
    havemos de atravessá-las,
    rompê-las ao meio,
    cortando-as
    como uma quilha corta
    as ondas.”

    Trecho do poema “E então, que quereis?...” citado por Dilma Rousseff

    Para Sonia Branco, professora de literatura russa na UFRJ e tradutora, a referência a Maiakóvski não remete apenas às convulsões dos tempos soviéticos, cuja revolução bolchevique ocorreu em 1917, mas à década de 1960 na América Latina, quando o poeta russo chegou à região em traduções como a antologia feita por Boris Schnaiderman.

    “Eram anos de muitas mudanças, quando começam as ditaduras. Maiakóvski entra não só no Brasil, como na Argentina, no Chile, influenciando poetas como Neruda. Aqui, ele teve a mesma importância que Che Guevara na representação da libertação, das amarras da ditadura, da liberdade da palavra. E Dilma é dessa geração.”
    Sonia Branco
    Professora de literatura russa da UFRJ e tradutora

    A revolução de Maiakóvski
    Maiakóvski se envolveu com a política antes da poesia. Aos 15, ingressou na facção bolchevique do Partido Social-Democrata Russo. Foi mais tarde que começou a escrever, incentivado pelo amigo David Burliuk. Símbolo da resistência bolchevique, gastou boa parte de suas palavras em legendas para cartazes de propaganda política.

    “Ele sempre foi muito associado ao partido comunista, foi apropriado por Stálin como baluarte do partido”, explica Letícia Mei, especialista em literatura russa pela USP.  “Ele encarna muito no discurso, na retórica, na pessoa, a ideia do homem novo”, diz Sonia Branco.

    No entanto, com a consolidação do Estado socialista, o Poeta da Revolução tornou-se também crítico ferrenho do sistema. “E então, que quereis?...” expressava essa insatisfação.

    Escrito em 1927, ele não foi motivado por nenhum fato político particular, diz Mei. O ano marcava, no entanto, os 20 anos da revolução de 1905, considerada o ensaio geral para a Revolução de Outubro de 1917, que desembocou no poder aos bolcheviques. Possivelmente, era a essa data que Maiakóvski se referia ao escrever “Nestes últimos vinte anos / nada de novo há / no rugir das tempestades.”

    Foi 1927 também o ano em que Stálin subiu ao poder e o regime endureceu, em particular em relação à classe artística. Maiakóvski fazia parte de uma escola conhecida como cubo-futurismo, dedicada a experiências com a linguagem. "Sem forma revolucionária não há arte revolucionária", era seu lema.

    Para os artistas, a revolução ia muito além das questões políticas e econômicas. “Era uma revolução do pensamento, da cultura, da palavra, dos grilhões que a aprisionam. E isso é bastante importante no caso dos escritores”, diz Branco. “Fiz ranger as folhas de jornal / abrindo-lhes as pálpebras piscantes” não era apenas uma metáfora, mas uma recriação do mundo, diz ela.

    A forma, porém, não era bem vista. “O partido queria uma arte panfletária, utilitária. Então ao mesmo tempo que Maiakóvski era muito bem recebido quando exaltava os líderes do regime, era mal visto ao escrever poemas mais líricos”, explica Mei.

    Os últimos anos
    “E então, que quereis?...” marcou os últimos anos da vida do poeta, permeado pelo tom de amargura, mas ainda aponta para alguma esperança  (“As ameaças e as guerras / havemos de atravessá-las”). Esperança, porém, que vai se perdendo nos anos seguintes. A obra “O Percevejo”, uma comédia fantástica, foi sua última crítica mordaz motivada pela frustração em relação a um projeto utópico. Em 1930, deu um tiro no peito.

    “Ele fica muito frustrado com esse retrocesso [político]. Ele esperava uma coisa e na prática foi outra em relação a economia e sociedade. E ele foi acusado de ser incompreensível para as massas. Ele não queria ser poeta distante do povo, mas era acusado de ter uma poética mais elaborada, complexa. Nunca foi plenamente aceito e foi transformado em instrumento de propaganda. ”
    Letícia Moi
    Doutora em literatura russa pela USP

    O empréstimo das palavras feito por Dilma tornou-se manchete do outro lado do mundo. “Presidente do Brasil é apaixonada por poesia russa”, disse um jornal. “A saga brasileira do impeachment termina em Maiakóvski”, escreveu outro. “Russos vão se lembrar da primeira presidente mulher do Brasil por seu gosto pela poesia, e não pelas acusações de corrupção”.

    Leia a íntegra do poema, traduzido por E. Carrera Guerra em 1987 e que foi também musicado por João Bosco:

    E então, que quereis?...
    “Fiz ranger as folhas de jornal
    abrindo-lhes as pálpebras piscantes.
    E logo
    de cada fronteira distante
    subiu um cheiro de pólvora
    perseguindo-me até em casa.
    Nestes últimos vinte anos
    nada de novo há
    no rugir das tempestades.

    Não estamos alegres,
    é certo,
    mas também por que razão
    haveríamos de ficar tristes?
    O mar da história
    é agitado.

    As ameaças
    e as guerras
    havemos de atravessá-las,
    rompê-las ao meio,
    cortando-as
    como uma quilha corta
    as ondas.”

     Fonte nexojornal.
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    STF acaba com o teto constitucional e libera o “Meu bocão, minha vida”. -Editor- fica difícil ao povo entender essa dicotomia, onde uns podem e milhões não podem.

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    STF acaba com o teto co nstitucional e libera o “Meu bocão, minha vida”

    tetoconst
    Com apenas um voto contrário, o de Luiz Edson Fachin, o Supremo Tribunal Federal aprovou relatório de Alexandre de Moraes e liberou o pagamento de  remuneração de servidores públicos que acumular cargos (e aposentadorias) que ultrapasse  R$ 33,7 mil, o equivalente aos vencimentos de ministros do STF.
    Eles próprios, inclusive, já que juízes podem acumular suas fuções com outras, como as de professor.
    A decisão vai repercutir, é certo, sobre quem se aposentou com a integralidade dos vencimentos.
    Sarney, por exemplo, que acumula aposentadorias de R$ 73 mil pode invocar o entendimento do Supremo para continuar a receber.
    Os nossos doutos ministros não conseguem compreender que o teto constitucional – por isso está na Constituição – é um limite moral, não funcional.
    Mas eles vão além da insensibilidade.
    Porque fazer isso às vésperas de uma degola de direitos trabalhistas e previdenciários do povão é mais que isso, é escárnio.
    http://www.tijolaco.com.br/blog/stf-acaba-com-o-teto-constitucional-e-libera-o-meu-bocao-minha-vida/
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    Entidades do movimento negro declaram adesão à greve geral

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    28 DE ABRIL

    Entidades do movimento negro declaram adesão à greve geral

    Em manifesto, as organizações declaram que as medidas propostas pelo governo Temer são "racistas e genocidas"

    Brasil de Fato | Belém (PA)
    ,
    Ouça a matéria:
    Na última segunda (24), o movimento negro realizou um protesto na avenida Paulista pela liberdade de Rafael Braga / Pedro Borges/Alma Preta
    A Frente Alternativa Negra juntamente com outras organizações e coletivos do movimento negro irão marchar nesta sexta-feira (28) em adesão à greve geral. As pautas do protesto são contra as reformas impostas pelo governo golpista de Michel Temer (PMDB) e em apoio à Rafael Braga, condenado a 11 anos de prisão e a única pessoa que permaneceu presa após a Jornada de Lutas de Junho de 2013.
    Em um manifesto, as organizações do movimento negro declaram que as medidas propostas pelo governo Temer são "racistas e genocidas" e que atingem diretamente o povo negro, população historicamente excluída.
    "A população negra, alvo histórico da desigualdade e da violência, de uma sociedade estruturada pelo racismo, pelo patriarcado, pela LGBTfobia e todas as formas de preconceito e discriminação que estamos submetidas (os), se coloca mais uma vez nas ruas, contra a perda dos poucos direitos conquistados com muita luta pelos trabalhadores negros brasileiros", informa o manifesto assinado por 34 organizações e coletivos do movimento negro.
    Histórico
    Douglas Belchior, fundador e professor no movimento União de Núcleos de Educação Popular para Negros e Classe Trabalhadora (Uneafro Brasil), afirma que, mesmo antes do projeto de lei da terceirização ser sancionado, negros e negras já ocupam majoritariamente os cargos em serviços de limpeza e segurança. Ele acrescenta que com as reformas que o governo Temer quer implementar ocorrerá um reforço da "condição de superexploração que o negro sempre ocupou".
    "O povo negro de novo vai ser prejudicado, porque em um Estado, em um ambiente culturalmente racista como o nosso, mesmo tendo regramento jurídico que garanta a igualdade de oportunidades, o povo negro já não tem essas oportunidades, imagina quando a gente deixa de ter esse regramento jurídico? Imagina quando deixa de ter as normativas que garantem igualdade de oportunidades e regulação do trabalho? Então, sem dúvida que não faltam motivos para a população negra se mobilizar e ocupar as ruas na greve", afirma.
    Danuza Novaes, organizadora do projeto Terça Afro, também convoca negras e negros para se unirem e lutarem no dia da paralisação.
    “Convido todos e todas no dia 28 para estarem na rua com a gente, porque a reforma da Previdência, trabalhista e do ensino, são três reformas que querem acabar com a sociedade e a gente sabe que pretas e pretos somos os mais prejudicados nisso (…). E para a gente se juntar nesse bloco e mostrar que a gente tem força sim, e continuamos na luta, porque quem não luta está morto”, defende.
    A concentração nesta sexta-feira (28) iniciará às 14h na praça Benedito Calixto, no bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo. O ato segue em marcha até o Largo da Batata, na mesma região, onde pretos e pretas irão se encontrar com outros movimentos e organizações.
    Leia a íntegra do manifesto, que será distribuído durante o ato da capital paulista:
    Manifesto Greve Geral - Movimento Negro
    Hoje, 28 de Abril, nós negras e negros trabalhadores estamos em Greve, nas ruas lutando contra as reformas racistas e genocidas do governo Temer: Reforma Trabalhista, da Previdência e da Terceirização. Nos somamos às manifestações convocadas pelas Frentes de movimentos sociais, partidos e sindicatos.
    A população negra, alvo histórico da desigualdade e da violência, de uma sociedade estruturada pelo racismo, pelo patriarcado, pela LGBTfobia e todas as formas de preconceito e discriminação que estamos submetidas(os), se coloca mais uma vez nas ruas, contra a perda dos poucos direitos conquistados com muita luta pelos trabalhadores negros brasileiros.
    Sabemos que até mesmo os direitos até hoje conquistados - civis, sociais, trabalhistas - sempre foram sistematicamente cerceados ao nosso povo, e o genocídio - direto e simbólico - sempre foi a principal característica da relação entre nós e o Estado.
    No entanto, em momentos de crise do sistema do capital, como o que flagrantemente  vivemos agora, as forças do “deus mercado”  dos grandes empresários e especuladores mundiais apertam o cerco e, por via de governos covardes e entreguistas, como o de Temer, buscam retirar os poucos direitos conquistados pelos(as) trabalhadores(as), custe o golpe que custar. A ganância de manter e aumentar suas margens de lucro não tem fim.
    A população preta e periférica é reprimida, o Estado investe pesadamente em seu aparato militar, na “guerra às drogas” que está efetivada como política de criminalização da juventude negra, e em regulamentações punitivas e restritivas de liberdade. O povo, cada vez mais pobre, é o inimigo. E a população negra, segmento majoritário da classe trabalhadora é, mais uma vez, o descarte prioritário.
    Nessa esteira, temos um definitivo exemplo das armadilhas organizadas pelo Estado para sacrificar cotidianamente aqueles que praticam o mais intolerável crime de uma sociedade racista: Nascer negro. Rafael Braga, condenado a mais de 11 anos de prisão, em um processo penal que ignora frontalmente a legalidade, com centenas de indícios de fraudes, e baseado apenas em depoimentos da Polícia Militar, não nos deixa outra opção se não a certeza de que o cerco ao povo negro segue em curso no Brasil. É também por Rafael Braga que estaremos em marcha.
    O fim do direito a aposentadoria, o desmonte dos direitos trabalhistas, a terceirização irrestrita do trabalho, o congelamento de investimentos sociais por 20 anos, o desmonte do SUS e o aumento da repressão e da violência policial têm um caráter explicitamente racista e genocida. Políticas de ações afirmativas comprovadamente eficazes para um caminho de equilíbrio de oportunidades entre negras(os) e a população periférica têm sido destruídas. É o que vemos com o fim da ampliação de vagas em universidades federais, a gradual descaracterização do Enem e o esvaziamento da importância da lei 10.639; assim, dá-se a reprodução, em nível federal, do que faz o governo do Estado de SP através de USP e UNICAMP, que se opõem sistematicamente às políticas de cotas raciais em cursos de graduação e pós-graduação. Sim, com as reformas de Temer, os efeitos do racismo e o genocídio negro se aprofundaram ainda mais.
    Se a proposta da “Reforma” da Previdência vai afetar milhões de trabalhadoras e trabalhadores, o que dizer das mulheres negras, das travestis e transexuais, maioria nos setores precarizados e na prestação de serviços, como limpeza, cozinha, telemarketing, reciclagem e outros?  O que dizer das empregadas domésticas que só depois de muita luta conquistaram seu status de trabalhadoras e que nunca vão conseguir atingir a tão sonhada aposentadoria e o direito ao merecido descanso após anos e anos trabalhando em casas de família, sujeitas a todo tipo de desgaste físico e humilhações? A PEC das Domésticas que tanto comemoramos será invalidada com essa “Reforma” da Previdência. Nenhuma mulher conseguirá comprovar 25 anos de contribuição.
    Nós, povo negro, temos lado, e ocuparemos nosso lugar nesta luta, apontando que em um país - de maioria negra - cabalmente racista, o nosso lugar é também na direção de todos os processos de luta, seja contra a retirada de direitos, por mais direitos ou pela efetiva emancipação das trabalhadoras e trabalhadores.
    Seguimos firmes sob a proteção das nossas e dos nossos ancestrais!
    Nossos passos vêm de longe.
    Povo negro unido é povo negro forte!
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