20 de out de 2017

Carta Urgente aos Jornalistas e Organizações Internacionais: Religiões Afro-brasileiras Sob Ataque. -Editor - O ATAQUE A DEMOCRACIA E AO DIREITO, DESENCADEIA UMA ONDE DE SUBVERSÃO ADVINDAS DAS FORÇAS GOLPISTAS E ELITISTAS, PONDO TUDO A PERDER. SÓ O POVO UNIDO E COMBATENDO ESSA EXCRECENCIA TRÁRA A DEMOCRACIA DE VOLTA, INCLUSIVE A RACIAL E DE CULTOS.


Carta Urgente aos Jornalistas e Organizações Internacionais: Religiões Afro-brasileiras Sob Ataque


A carta abaixo, recentemente divulgada entre mídias internacionais e órgãos de direitos humanos, foi escrita por Heloisa Helena Costa Berto, ex-moradora da Vila Autódromo, em consequência ao aumento perturbador dos ataques violentos aos seguidores de religiões afro-brasileiras e a seus locais religiosos em todo o Brasil. O número de casos relatados de intolerância religiosa no Estado do Rio de Janeiro cresceu quase 40% este ano em relação ao mesmo período do ano passado. Os números do ano passado, no entanto, já tiveram um aumento de 119% em relação aos reportados em 2015. Esses dados abrangem os casos em que os seguidores de Candomblé e Umbanda foram espancados, torturados e até mortos e casos em que indivíduos foram forçados a destruir os seus próprios artefatos sagrados e centros religiosos. No contexto de uma força crescente de líderes evangélicos conservadores na política em todo o Brasil, as autoridades até agora não tomaram medidas efetivas para proteger os direitos dos cidadãos à religião ou, de fato, proteger suas vidas e casas contra ataques.

Rio de Janeiro, 30 de setembro de 2017

Meu nome é Heloisa Helena Costa Berto, sou conhecida espiritualmente como Iyalorixá Luizinha de Nanã, Sacerdotisa de Candomblé, religião de matriz afro-brasileira. Fui moradora da Vila Autódromo, lugar onde se deu a maior parte dos últimos Jogos Olímpicos. Lutei durante três anos para preservar o templo de Candomblé, que se localizava no lugar das obras. O templo sagrado funcionava há 20 anos e por causa das obras para as Olimpíadas a prefeitura me expulsou da localidade. O templo sagrado foi demolido por ordem judicial, em menos de 24 horas foi ao chão. Na demolição, a prefeitura cercou o local com 50 guardas armados e mais 20 funcionários que sem nenhum respeito, ofenderam minha religião, meus orixás, usando palavras impróprias, humilhações e desrespeitando meu sagrado. Meu sofrimento foi muito grande.
Sempre lutei como religiosa pelo ser humano e pela natureza. Com a luta pela preservação de meu sagrado passei a ampliar esta batalha, em uma maior perspectiva pela causa do racismo, do racismo religioso e pela luta de todas nós, mulheres negras. A luta é árdua, pois idealizo ver a paz e integração entre os diversos seres com suas diferenças. Sonho e luto por isto. Pela batalha que desenvolvo me tornei defensora de direitos humanos, fui agraciada pela Comenda Pedro Ernesto dada pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro e pelo prêmio Dandara concedido pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Assim também como fundei a ONG Abayomi, que luta contra a desigualdade racial.
O problema do racismo que existe no país é antigo, mas há muito tempo ele não se apresentava com tanta intensidade e evidencia como nos dias atuais! O mal que tem o poder de adoecer uma sociedade inteira. Que destrói como uma epidemia, se alastrando como fogo. A ONU concedeu a década aos povos negros, e são justamente os povos negros, sua cultura, sua religião, sua arte, que está sendo destruída no Brasil.
Venho por meio desta pedir aos órgãos internacionais ou a própria ONU a interferência, nos casos de violência, destruição, morte, espancamento, torturas, que nós negros, seguidores de religiões de matriz afro-brasileira estamos sofrendo. Existem casos por todo o país, sendo que o estado do Rio de Janeiro lidera este índice nefasto. São vários municípios que estão sendo atacados. Homens armados com metralhadoras e fuzis invadem casas religiosas, obrigam os líderes religiosos a quebrarem toda casa e os artefatos sagrados, espancam, torturam com ameaças de cortarem as mãos das vítimas que não obedecerem. Estas ações são gravadas pelos torturadores que colocam as filmagens em redes sociais. Este fato leva ao pânico geral. São fotos, vídeos que comprovam as ações que denuncio.
O que comprova ser um ato de racismo e terrorismo é o fato das ações serem dirigidas apenas as religiões de matriz afro-brasileira. O próprio torturador quando está executando os atos se refere as pessoas com ofensas dirigidas a nossa religiosidade, são expressões como: bruxas, feiticeiras, macumbeiros. Os agressores justificam-se atribuindo seus atos ao amor a Cristo. Demostram e disseminam o ódio pela nossa religião e tudo que se refere a tradição negra. Um processo que vem aumentando na mesma proporção do aumento de adeptos de igrejas neopentecostais. Este processo de violência e tentativa de genocídio de uma religião, já é atualmente fonte de estudo de algumas universidades, com teses de mestrado e doutorado.
Peço que organismos internacionais influenciem as autoridades brasileiras a tomarem providências eficientes e eficazes. Infelizmente somos uma população que socialmente é descartada pela minoria poderosa. Não podemos continuar sendo exterminados, vítimas de um genocídio produto do racismo. Enquanto não somos ouvidos, vivemos em sofrimento isolados com pretensos festejos de uma década destinada a nós negros. Não sei se sobreviverei a esta década, não sei se meus irmãos de fé sobreviverão a esta década de terrorismo religioso no Brasil. Só sei que apesar do sofrimento, da angústia pela espera de ser quem sabe a próxima vítima, da dor e tristeza por tantos que já se foram, continuo a lutar e peço a ajuda de quem como eu deseja paz entre as religiões.
Heloísa Helena Costa Berto
http://racismoambiental.net.br/2017/10/20/carta-urgente-aos-jornalistas-e-organizacoes-internacionais-religioes-afro-brasileiras-sob-ataque/
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Conheça as histórias de 5 comunidades que derrotaram projetos de megamineração. - Editor - ESTÁ NA UNIÃO DA COMUNIDADE A SUA FORÇA



Conheça as histórias de 5 comunidades que derrotaram projetos de megamineração



Seminário Pela Vida Contra o Extrativismo e a Mineração no RS realizado dia 6 de outubro, na UFRGS, apresentou alguns casos vitoriosos de mobilizações contra grandes projetos de mineração. (Foto: Maia Rubim/Sul21)

Marco Weissheimer
Os conflitos envolvendo empresas mineradoras e comunidades tradicionais, como o Rio Grande do Sul está começando a vivenciar nas regiões do Alto Camaquã e de São José do Norte, têm uma natureza assimétrica. De um lado, grandes corporações associadas a grupos internacionais com muito dinheiro, poder político e braços midiáticos que operam de variadas formas. De outro, pequenas comunidades que buscam resistir a esses projetos em função do impacto social e ambiental que costumam acompanhá-los. A disparidade de forças parece indicar que a queda de braço sempre terá como vencedor as empresas mineradoras. No entanto, ao longo das últimas décadas, há exemplos na direção contrária, mostrando como comunidades tradicionais conseguiram barrar projetos de mineração que pareciam inevitáveis.
Professora da Faculdade de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e coordenadora do grupo de pesquisa Organização e Práxis Libertadora, Maria Ceci Misoczky apresentou cinco exemplos de vitórias de comunidades contra a mineração, durante o seminário “Pela vida contra o extrativismo e a mineração no Rio Grande do Sul”, realizado dia 6 de outubro, na Faculdade de Economia da UFRGS. Ao apresentar esses exemplos, ela indicou também algumas estratégias de luta que já se mostraram eficazes nos movimentos de resistência a grandes projetos mineradores em vários países da América Latina.
Paradoxalmente, uma dessas estratégias surgiu de uma iniciativa das próprias empresas mineradoras para tentar recuperar sua reputação. A proposta de criar essa licença social, assinalou Maria Misoczky, surgiu em decorrência de conflitos sociais associados à indústria mineradora no Canadá. A ideia foi assumida pelo Banco Mundial e por associações de corporações mineradoras no final dos anos 1990. A “licença social para operar” passou a frequentar os discursos de marketing e relações públicas das empresas de mineradora e empresas de consultoria associadas às mesmas. O objetivo é, por meio de uma ação coordenada de marketing e relações pública tentar convencer as comunidades envolvidas de que determinado projeto de mineração trará progresso e melhor qualidade de vida para essas populações.
A Votorantim Metais, por exemplo, vem realizando desde 2008, ações desse tipo em municípios que serão afetados pelo projeto Caçapava do Sul, que pretende extrair chumbo, zinco e cobre em uma área às margens do rio Camaquã. Segundo a empresa, “o empreendimento em solo gaúcho é moderno e inovador, por reunir as melhores práticas ambientais internacionais”. Um dos instrumentos utilizados pela empresa para tentar convencer a população disso é o Programa Parceria Votorantim pela Educação (PVE), realizado em parceria com a Secretaria de Educação de Caçapava do Sul com o objetivo de “ocupar espaços públicos e incentivar a aprendizagem nestes locais”, envolvendo “gestores escolares, técnicos das secretarias de Educação, diretores e coordenadores pedagógicos, alunos, professores e a comunidade”. O PVE pretende ainda “contribuir para a melhoria da educação pública nos municípios onde a empresa atual, por meio da mobilização social das comunidades e da qualificação das práticas de gestão educacional”.
No entanto, essa estratégia de tentar convencer as populações envolvidas a fornecer uma “licença social para operar”, acabou sendo apropriada por diversas comunidades na luta contra a megamineração. Essa apropriação se deu por meio da realização de plebiscitos e consultas públicas para que a população pudesse decidir, pelo voto, se queria os projetos planejados pelas empresas. No seminário realizado na Faculdade de Economia da UFRGS, Maria Ceci Misoczky apresentou cinco exemplos de lutas sociais que acabaram derrotando projetos de mineração.
Esquel, Argentina
Em 2002, a população de Esquel, cidade argentina localizada na província de Chubut, perto do Parque Nacional Los Alerces, iniciou o movimento “No a la mina” contra o projeto Cordón Esquel, que pretendia minerar ouro, prata e outros metais na região. O empreendimento era impulsionado pela canadense Meridian Gold mediante sua subsidiária Minera El Desquite. A mobilização dessa comunidade incluiu marchas, assembleias de vizinhos, campanhas de informação sobre os impactos do projeto, com bases científicas e linguagem acessível.
Aproveitando-se de uma brecha na legislação argentina, que permitia a realização de plebiscitos com resultado vinculante, no dia 23 de março de 2003, foi realizada uma consulta popular, onde o “Não” ao projeto de mineração venceu com 82% dos votos. O resultado expressou por ampla maioria que a comunidade não concedia a “licença social” para as empresas que pretendiam minerar na região. A iniciativa da população de Esquel fez com que a legislação que permitia a realização desse tipo de plebiscito vinculante fosse revogada.
Andalgalá, Argentina
Os cerca de 20 mil habitantes de Andalgalá, localizada na província de Catamarca, norte da Argentina, conseguiram, apos intensa mobilização, que o município proibisse a mineração de ouro, chumbo, zinco e cobre a céu aberto, alem da extração de minerais nucleares. A comunidade de Andalgalá já convivia com a mineração há cerca de 20 anos e, há 15 anos, vinha denunciando as falsas promessas de trabalho e prosperidade, as sucessivas rupturas de do ducto de minérios, a censura, a repressão e a dissolução de laços comunitários. Quando a população ficou sabendo que seria aberta uma nova mina, mais perto ainda da cidade, iniciou um movimento para negar a licença social ao empreendimento. A mobilização incluía caminhadas na praça da cidade todos os sábados. A pressão deu resultado e o Conselho Municipal aprovou a proibição da instalação da nova mina, posição que acabou sendo referendada pela Suprema Corte Argentina.
Famatina e Chilecito, Argentina
A população destas duas cidades localizadas na província de La Rioja já expulsaram quatro corporações mineradoras que tentaram iniciar um projeto para explorar principalmente ouro no cerro Famatina. A luta destas comunidades iniciou com as mulheres que notaram que suas casas estavam apresentando rachaduras provocadas pelo trânsito de super caminhões das mineradoras. Elas iniciaram uma mobilização e começaram a falar dos riscos da mineração nas escolas, realizar assembleias e promover bloqueios. Entre outras coisas, os moradores denunciaram os riscos para a saúde e para o meio ambiente do uso de cianureto para a extração de metais.
Desde 2004, foram realizados vários protestos contra o Projeto Famatina, encabeçado pela empresa canadense Barrick Gold Corporation, que foi acusada pelos moradores de liberar, mediante explosões, metais pesados como arsênico, cádmio e chumbo que estariam afetando o ecossistema de toda a região. Os slogans “El Famatina no se toca”e “Água si, oro no”, tornaram-se símbolos desse movimento.
Cajamarca, Colômbia
Nos últimos anos foram realizadas sete consultas populares na Colômbia sobre projetos de mineração. Em março deste ano, o município de Cajamarca, no departamento de Tolima, realizou um plebiscito para ouvir a população sobre a continuidade de mineração de ouro a céu aberto em seu território pela empresa sulafricana Anglo Gold Ashanti (AGA). O resultado foi contundente: 97,92% dos votantes (6.165 votos) disseram “Não” à mineração, contra apenas 1,21% (76 votos) para o “Sim”. No dia 26 de fevereiro, foi a vez do município de Cabrera, situado no departamento de Cundinamarca, rechaçar, em uma consulta popular, as atividades mineiras e hidroelétricas em seu território.
Em 2013, Piedras, município vizinho de Cajamarca, também disse não ao projeto de mineração da AGA. Naquele ano, porém, os municípios não tinham o poder de proibir a mineração em seus territórios, uma vez que o uso do subsolo era considerado de competência do governo federal. Em 2015, foi aprovada uma lei que determinou que as consultas populares são vinculantes e seus resultados devem ser implementados.
https://www.sul21.com.br/jornal/conheca-as-historias-de-5-comunidades-que-derrotaram-projetos-de-megamineracao/
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II CONFERÊNCIA NACIONAL DE ARQUITETURA E URBANISMO DO CAU Rio de Janeiro – 7 a 10 de Outubro de 2017 CARTA DO RIO DE JANEIRO . -Editor - A CIDADE PARA TODOS, SEM ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA, DEMOCRÁTICA, INCLUSIVA E PARTICIPATIVA.

II CONFERÊNCIA NACIONAL DE ARQUITETURA E URBANISMO DO CAU Rio de Janeiro – 7 a 10 de Outubro de 2017 CARTA DO RIO DE JANEIRO Todos os mundos – Rumo a UIA.2020.RIO, tema central desta II Conferência Nacional de Arquitetura e Urbanismo, objetivou cumprir a agenda oficial do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) e, por meio deste enfoque discutir e encaminhar as questões que envolvem a Arquitetura e Urbanismo no amplo tema Todos os mundos. Um só mundo. Arquitetura 21 e, através desta CARTA DO RIODE JANEIRO, anunciar a realização do 27º Congresso Mundial de Arquitetos que acontecerá aqui na cidade do Rio de Janeiro em 2020. A cidade do século XXI, convulsiona diante do caos urbano. Vivemos numa época de profundas transformações na área tecnológica, com forte impacto na Arquitetura e Urbanismo, em consequência do grande desenvolvimento científico que quebrou barreiras do tempo e abriu caminhos para uma melhor qualificação do resultado do projeto. A cidade, no mundo contemporâneo, é um lugar privilegiado pelo conhecimento e inovação, espaço estratégico das maiores invenções. No entanto, baseando-nos apenas em projeções de tendências, vivemos numa época de escasso protagonismo e manipulação das tragédias. Mesmo vivendo em cidades há milhares de anos, ainda não conseguimos resolver a questões relacionadas à pobreza e à fome e estamos longe de garantir o papel social da propriedade. Esse desafio cresce sem um projeto que rompa com as segregações da ocupação territorial e as desigualdades. Em meio a um processo de exclusão, fragmentação e desintegração das políticas ambientais, sociais, culturais e econômicas, a cidade e o território são suportes físicos estratégicos para o rompimento da discriminação e do preconceito, e a criação de espaços mais democráticos, mas precisamos quebrar o paradigma de desenvolvimento do mundo globalizado fundamentado exclusivamente na economia de mercado, para amenizarmos as grandes distorções que aprofundam as diferenças sociais. O crescimento populacional acelerado fará com que a população terrestre alcance de 11 a 12 bilhões de habitantes até 2050/2060, a maioria localizada em megalópoles com gigantescas áreas faveladas, atendidas por pouca ou nenhuma infraestrutura. As mudanças climáticas se sucederão em ritmo intenso, em escala planetária, gerando tensões sociais e geopolíticas, atingindo de maneira catastrófica a futura vida coletiva e aos mais desprovidos. A equidade no acesso e usufruto da cidade e a universalização dos serviços públicos são essenciais para uma vida urbana democrática e garantia das condições adequadas à nossa contemporaneidade. As cidades são por natureza palco de 2 confrontos e conflitos, locus dinâmico das forças sociais, culturais e econômicas, mas também das oportunidades e conciliação. Não são apenas as áreas urbanizadas que estão em crise: os procedimentos de planejamento e de intervenção nos espaços não mais respondem à realidade democrática e participativa. Na era do conhecimento e da informação em tempo real, a cidade precisa, antes de tudo, compartilhar uma visão de futuro na qual a paisagem e território sejam suportes estratégicos para o desenvolvimento de uma política urbana verdadeiramente democrática. Frente ao grave panorama traçado ao longo desta Conferência, delineia-se com muita clareza o escopo de nossas responsabilidades como categoria profissional, bem como a de cidadãos conscientes das perspectivas e dos rumos possíveis para o desenvolvimento de nossa sociedade. Uma nova cidade está nascendo dentro de nossas cidades. Em alguns momentos, paradoxalmente às tendências tecnológicas, nos deparamos com uma transição que nos brinda com animadoras iniciativas de grupos da sociedade civil, iniciativas que visam o resgate da vitalidade dos espaços públicos e, em última instância, o usufruto do direito à cidade de forma humanizada. A partir desta perspectiva, tendo como cenário de fundo um mundo em acelerada transformação, fortalecidos pelas nossas competências profissionais e apoiados no recente desenvolvimento da tecnologia, é imprescindível sairmos da nuvem das promessas e focarmos nossos esforços em ações voltadas para questões determinadas pela temática desta Conferência. Tendo estes parâmetros em vista, a temática Todos os Mundos deverá contemplar as diversas formas de pensar, habitar e vivenciar a cidade. Transformar o Rio de Janeiro novamente no centro da Arquitetura mundial e, para subsidiar isto, é imperativo organizar um debate nacional e latino americano, através do CAU/BR e dos CAU/UF, bem como de todas as entidades nacionais de arquitetos e estudantes de arquitetura, em seus eventos regionais e nacionais, visando propostas em torno de quatro eixos de discussão e de seus prováveis subeixos: 1. Fragilidades e Desigualdades As transformações ocorridas na humanidade com rapidez surpreendentecausaram nas cidades contemporâneas formas de ocupação inadequadas que exigem soluções inovadoras o nos obrigam a novas formas de atuação. 2. Mudanças climáticas, tecnológicas e sociais Discutir as mudanças de Todos os Mundos, bem como seus reflexos na Arquitetura e Urbanismo a partir destas dimensões. 3. Transitoriedade e fluxos 3 Quais as contribuições da Arquitetura e Urbanismo contra as pressões e consequências prementes sobre o território, causadas pelos fluxos migratórios de todas as grandezas? 4. Dimensão Cultural Estabelecimento de políticas e processos de acolhimento no sentido mais amplo das diversas identidades culturais, uma vez que já temos atualmente as bases para uma vida planetária, transnacional e transgeográfica. Assim, a noção de finitude do planeta nos impõe novos desafios na busca da preservação e da sustentabilidade das condições ambientais, lembrando que a data para a realização do 27º Congresso Mundial de Arquitetos, situa-se a dez anos do prazo da Agenda da ONU para uma sociedade sem pobreza, sem fome e com cidades sustentáveis, entre outros objetivos. O amanhã não está pronto Há muitos amanhãs possíveis A escolha é hoje O amanhã é hoje Rio de Janeiro, 10 de outubro de 2017

http://www.caubr.gov.br/carta-do-rio-de-janeiro-arquitetos-apoiam-realizacao-da-uia-2020-rio/
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19 de out de 2017

Entidades assinam manifesto da UNE em defesa da universidade pública. - Editor - O APOIO DO BLOG, É O ENDOSSO A CAUSA

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Entidades assinam manifesto da UNE em defesa da universidade pública

19/10/2017 às 18:49, por Cristiane Tada.

CNTE, Fasubra, Contee, Fineduca, CTB, CUT, DCEs, CAs e parlamentares de todo o Brasil  subscrevem o Manifesto em defesa da Universidade Pública
A UNE está encabeçando uma jornada em defesa da universidade pública e gratuita de qualidade no Brasil. Nesta quinta-feira (19) foi dia de mobilizações em universidades de todas as regiões do país. Além disso, a entidade que há 80 anos está na luta pelos direitos dos estudantes lançou um Manifesto em defesa da Universidade Pública durante a última reunião de sua diretoria, realizada nos dias 22 e 23 de Setembro em São Paulo.
O documento que afirma que rever direitos fundamentais como a educação pública e gratuita no Brasil nunca será algo que beneficie as camadas populares do país tem recebido apoios na sociedade e signatários para além do movimento estudantil de entidades como a CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), FASUBRA (Federação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores(as) Técnico Administrativos em Educação), FINEDUCA  (Associação Nacional de Pesquisadores em Financiamento da Educação), entre muitas outras.
De acordo com o diretor de Memória Estudantil da UNE, Iago Campos, a entidade vai continuar a angariar apoios. ” Estamos recebendo novas adesões de todos que querem tomar o lado certo nesta luta. Ontem mesmo a Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior no Brasil) aprovou por unanimidade a assinatura do manifesto. É importante todo o tipo de apoio que tem endossado a nossa luta”.
As entidades podem subscrever o manifesto entrando em contato pelo email  manifestoeducacaopublica@gmail.com 
Leia na íntegra:

MANIFESTO EM DEFESA DA UNIVERSIDADE PÚBLICA

A universidade pública brasileira é um bastião da nossa independência e da nossa livre produção de conhecimento. A partir das instituições federais e estaduais de todo o país, são criadas as bases da intelectualidade, da democratização dos saberes e do desenvolvimento nacional em diversas áreas.
O atual modelo de universidade é responsável por conquistas valiosas de nosso povo.
Foi a universidade pública do Brasil que fomentou o nosso sistema de saúde, a prevenção de doenças e as pesquisas mais avançadas da nossa medicina para a proteção da vida. Foi onde nasceram, ao longo do tempo, as soluções da engenharia,
meio-ambiente, logística para o avanço das nossas cidades e da nossa indústria, da economia e soberania nacional. Foi a universidade que permitiu a afirmação da identidade e a consciência histórico-crítica do povo brasileiro por meio da nossa literatura, artes, música, sociologia, pedagogia. Além disso, foi a universidade pública um dos pilares de resistência pela democracia do nosso país em diferentes períodos de exceção como o Estado Novo e a Ditadura Militar de 1964 a 1985.
Em 2018, completa 100 anos o manifesto de Córdoba pela reforma universitária na Argentina e em toda a América Latina, movimento que semeou no continente a bandeira da educação superior pública, gratuita e de qualidade como base de superação das contradições e desigualdades locais. Desde então, essa é uma luta que atravessou gerações no continente. Países como o Chile, que chegaram a abrir mão da universidade gratuita por um período de tempo, enfrentaram massiva reação da sociedade civil organizada para a retomada dessa garantia, como ocorreu nas jornadas estudantis do início desta década.
Estamos alcançando os 85 anos do Manifesto dos Pioneiros da Educação no Brasil, que é um marco para a consolidação de um sistema educacional verdadeiramente plural e não voltado apenas para as elites nacionais. Pensadores como Anísio Teixeira, Darcy Ribeiro, Roquete Pinto e Cecília Meirelles estabeleceram ali a defesa de uma escola única, desde a infância à universidade, tendo a gratuidade como uma das suas características magnas, influenciando dessa forma a Constituição Federal de 1934.
Não há como aceitar que todo esse legado esteja ameaçado pelas recentes movimentações de contingenciamento e cortes no orçamento da educação brasileira, tendo como base a Emenda Constitucional de nº 95 que congela gastos e põe em risco a existência da universidade pública. Há uma crise orçamentária instaurada nas universidades públicas nesse país.
Os acúmulos históricos não podem ser descartados frente à atual política de desmonte e sucateamento da educação, em contraposição ao que preconizam os especialistas da área, movimentos sociais e o conjunto da sociedade brasileira. A forma mais adequada de garantir e ampliar o financiamento educacional no Brasil, principalmente em um período de crise como o que se atravessa, é por meio de uma reforma tributária progressiva, que altere o atual sistema de arrecadação brasileiro – no qual ricos pagam menos e pobres pagam mais. A solução apresentada para tirar as universidades da crise financeira não pode ser a cobrança de mensalidade sob nenhuma hipótese. Além disso, o investimento em educação não pode ser computado e suprimido como um gasto qualquer, sendo um investimento que altera diretamente a balança da economia nacional por gerar tecnologia, inovação e conhecimento de ponta.
Não são transparentes os que dizem que desejam cobrar mensalidades nas universidades públicas brasileiras para criar justiça social e beneficiar os mais pobres. São os mesmos que desejam privatizar os diferentes serviços básicos referentes aos direitos constitucionais do nosso país. São os que foram ao Supremo Tribunal Federal pelo fim do Prouni e das cotas para estudantes menos favorecidos no ensino superior brasileiro. São os que desejam entregar a universidade, em sua totalidade, ao livre mercado, subjugando-a às regras do dinheiro e da exclusão dos que não podem pagar.
Rever direitos fundamentais como a educação pública e gratuita no Brasil nunca será algo que beneficie as camadas populares do país. Os impostos cobrados à população, que via de regra pesam mais sobre os mais pobres, já devem ser, por obrigação, revertidos em serviços públicos de qualidade. Os que desejam mais igualdade no sistema universitário brasileiro poderiam juntar-se aos movimentos educacionais, defendendo, por exemplo, a taxação das grandes fortunas do país, prevista na Constituição Federal de 1988 e nunca implementada. Uma política tributária que atinja uma pequena parcela dos grandes lucros poderá financiar, com folga, a universidade pública, na qual poderão estudar os seus filhos e também os filhos dos trabalhadores, lado a lado.
Essa é a transformação democrática que queremos para a nossa universidade e ao nosso povo. A universidade que queremos é aberta a todas e todos, dos bairros nobres e também das favelas; tem as cores, os sons, as ideias e as vozes de todo um país diverso e que seja atendida por forte política de assistência estudantil; tem os saberes baseados na nossa riqueza e pluralidade humana. A universidade que queremos é livre das amarras do poder econômico, é transformadora da nossa realidade. Uma universidade que seja o nosso grande patrimônio, que tenha o tamanho do Brasil.
A universidade pública é pública. Pela recomposição orçamentária! Não aos cortes!
Não à cobrança de mensalidades!
UNIÃO NACIONAL DOS ESTUDANTES
Demais entidades que subscrevem o documento:
Nacionais:
  • UBES – União Brasileira de Estudantes Secundaristas;
  • ANPG – Associação Nacional de Pós-Graduandos;
  • ANDES/SN – Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior;
  • PROIFES-Federação – Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico;
  • FASUBRA – Federação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores(as) Técnico Administrativos em Educação;
  • CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação;
  • FNPE – Fórum Nacional Popular de Educação;
  • CEDES – Centro de Estudos de Educação e Sociedade
  • MIEIBI – Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil
  • ABdC – Associação Brasileira de Currículo
  • CUT – Central Única dos Trabalhadores
  • CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
  • Força Sindical
  • CONTEE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino
  • UBM – União Brasileira de Mulheres
  • FORUMDIR – Fórum Nacional de Diretores de Faculdades, Centro de Educação ou Equivalentes das Universidades Públicas Brasileiras;
  • ANPAE – Associação Nacional de Política e Administração da Educação;
  • Fóruns de EJA do Brasil
  • Campanha Nacional Pelo Direito à Educação
  • FINEDUCA – Associação Nacional de Pesquisadores em Financiamento da Educação
  • MST – Movimento dos Trabalhadores Sem Terra
  • MTD – Movimento dos Trabalhadores Desempregados
  • CONEN – Coordenação Nacional de Entidades Negras
  • CEBRAPAZ – Centro Brasileiro de Solidariedade Aos Povos e Luta Pela Paz
  • Fórum Nacional das Mulheres Negras
  • MPA- Movimento de Pequenos Agricultores
Locais:
  • Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Serra Talhada – Serra Talhada-PE
Entidades gerais estudantis:
  • UEE-SP – União Estadual dos Estudantes de São Paulo
  • UEE-MG – União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais
  • UEE-RJ – União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro
  • UEB – União dos Estudantes da Bahia
  • UEP – União dos Estudantes de Pernambuco Cândido Pinto
  • UEEL-MA – União Estadual dos Estudantes Livre do Maranhão
  • UEEL-RS – União Estadual dos Estudantes Livre do Rio Grande do Sul
  • UEE-GO – União Estadual dos Estudantes de Goiás
  • UPE – União Paranaense dos Estudantes
  • UCE – União Catarinense dos Estudantes
  • UEE-MT – União Estadual dos Estudantes do Mato Grosso
  • UEE-AM – União Estadual dos Estudantes do Amazonas
  • DCE-UnB – Honestino Guimarães
  • DCE-UFRGS
  • DCE-UFMA – 17 de Setembro
  • DCE-UFMT
  • DCE-UNIRIO
  • DCE-UFAM
  • DCE-UFPB
  • DCE-UFRN
  • DCE-UERJ
  • UFVJM
  • UEE
  • DA UEMG Diamantina
  • DCE UEMG
  • DCE UFU
  • DCE UFLA
  • DCE-UFJF
  • DCE CEFET-MG
  • DCE-UFRJ
  • DCE-UFG
  • Dce José Silton Pinheiro UFRN
  • DCE Anatalia de Melo Alves UERN
  • Dce UNEB
  • DCE UFPA
  • DCE UFS
  • Dce UFFS Laranjeiras do Sul
  • DCE Livre Carlos Marighella – UESC
  • DCE UNIR
  • DCE UFRN
  • DCE PUC Minas – Unidade Coreu
  • DCE Unisinos
  • DCE UESB
  • DCE UFBA
  • DCE UVA CE
  • Dce Uni-RN
  • DCE UFSCar
  • DCE Uniso – SP
  • DCE UEPB
  • DCE UNIFESSPA
  • DCE UBM
  • DCE UEMG
  • DCE Estácio – São Luiz
  • DCE-PUC-GO
  • DCE UEA
  • DCE da UFT
  • DCE IFCE
  • DCE UNILAB
  • DCE UERN
  • DCE UFPR
  • DCE Uninorte
Parlamentares
  • Senador Humberto Costa – PT-PE
  • Senadora Vanezza Grazziotin – PCdoB-AM
  • Deputado Federal João Daniel-PT/SE
  • Deputado Federal Valmir Assunção-PT/BA
  • Deputada Federal Luizianne Lins PT/CE
  • Deputado Estadual Elmano de Freitas PT/CE
Reitores
  • ANDIFES – Associação Nacional Dos Dirigentes Das Instituições Federais De Ensino Superior;
  • João Carlos Salles – UFBA
  • Myrian Serra – UFMT
  • Orlando Afonso Valle do Amaral – UFG
  • Haroldo Reimer – UEG
  • Jerônimo Rodrigues da Silva – IFG
  • Vicente Pereira de Almeida – IFGoiano
  • José Bites de Carvalho – UNEB
  • Sylvio Mário Puga Ferreira – UFAM
  • Cleinaldo de Almeida Costa – UEA
Intelectuais
  • Mireille Fanon Mendes France – Fundação Frantz Fanon
Entidades de Base
  • Diretório Acadêmico de Design da UFPE
  • Centro Acadêmico de Geofísica UFRN
  • Centro Acadêmico Djalma Maranhão – Gestão de Políticas Públicas UFRN
  • Centro Acadêmico de Economia UFRN
  • Centro Acadêmico Amaro Cavalcante – Direito UFRN
  • Centro Acadêmico Jucimara França – Enfermagem UFRN
  • Centro Acadêmico de Saúde Coletiva UFRN
  • Centro Acadêmico de Gestão Hospitalar UFRN
  • Diretório Acadêmico da Escola de Ciência e Tecnologia UFRN
  • Centro Acadêmico de Ecologia UFRN
  • Centro Acadêmico de Biologia UFRN
  • Centro Acadêmico de Biomedicina UFRN
  • Centro Acadêmico de Filosofia UFRN
  • Diretório Acadêmico de Ciências Biológicas Manguetown UFPE
  • Diretório Acadêmico de Radio e TV UFPE
  • Diretório Acadêmico de Jornalismo UFPE
  • Diretório Acadêmico de História – UFRPE
  • CA de Filosofia Simone de Beauvoir. UERN
  • CA Izaíra Silvino do curso de música da Universidade Federal do Ceará
  • CA de Geografia Mirian Gurgel Praxedes UERN
  • CA de Ciências Sociais Celina Guimarães Viana UERN
  • Centro Acadêmico de Relações Internacionais da PUC-SP
  • CA de Medicina Carlos Ernani Rosado UERN
  • Diretório Acadêmico Ranúsia Alves (DARA) / Enfermagem-UFPE
  • CA Rui barbosa – direito/uern
  • CA Linus Torvalds – Computação UERN
  • Diretório Demócrito de Souza Filho – DADSF – Direito UFPE
  • CA de Relações Públicas da UFG
  • Diretório Acadêmico da Faculdade de Farmácia da UFMG – DAFAFAR/UFMG
  • Executiva Nacional de Estudantes de Fisioterapia – ENEFi
  • Executiva Nacional de Estudantes da Farmácia – ENEFAR
  • CA de Francês da UFAM
  • CEAT – UEA
  • CA de Biblioteconomia da UFAM
  • DANS UEA
  • CABIO – UEA
  • Calest – UEA
  • CALF – UFAM
Prefeitos
  • Luciano Duque – Prefeito de Serra Talhada-PE
Vereadores
  • Mandato do Vereador André Cacau – Salgueiro-PE
  • Mandato Vereador Daniel Finizola – Caruaru-PE
  • Mandato do Vereador Ernesto Maia – Santa Cruz do Capibaribe-PE
  • Mandato do Vereador Diomedes Brito – Santa Cruz do Capibaribe-PE
  • Mandato da Vereadora do Recife Marília Arraes
Deputados estaduais
  • Deputada Estadual Teresa Leitão – PT-PE
  • http://www.une.org.br/noticias/entidades-assinam-manifesto-da-une-em-defesa-da-universidade-publica/
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Quem controla a mídia no Brasil? Levantamento dos 50 maiores veículos será lançado este mês. -Editor - QUEM CONTROLA, JÁ SÃO CONHECIDOS. SERÃO DISSECADOS AGORA.. A TOTALIDADE, FAZEM LAVAGEM CEREBRAL E SÃO FILIADOS AO PIG- PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA


Quem controla a mídia no Brasil? Levantamento dos 50 maiores veículos será lançado este mês

Por  em 
 No próximo dia 31/10, às 18h, será lançado, em São Paulo,  levantamento que revela quem são os proprietários de mídia no Brasil. A pesquisa, produzida pelo Intervozes em parceria com a Repórteres Sem Fronteiras, investigou os 50 maiores veículos de mídia impressa, rádio, televisão e internet. O lançamento será marcado por coletiva de imprensa e debate com pesquisadores e pesquisadoras envolvidas no projeto e outras especialistas convidadas. O mapeamento será disponibilizado online nesta data em português e inglês.
Segundo André Pasti, integrante do Intervozes e coordenador da iniciativa, “o objetivo é tornar acessível à população brasileira dados que apontem o perfil desses grupos levando em conta características econômicas, políticas e regionais. É fundamental para a democracia que a gente saiba quem produz os conteúdos que chegam até a gente”, defende.
A pesquisa selecionou 50 veículos ou redes baseados em critérios de audiência,  alcance e relevância para a formação de opinião. Dessa maneira, foram analisadas as redes de televisão aberta Globo, SBT, Record, Band, RedeTV!, RecordNews, TV Brasil, Rede Vida e Gospel, assim como os veículos de televisão paga Globo News e Band News; as redes de rádio Jovem Pan, Gaúcha Sat, Band FM, Globo AM/FM, Transamérica, Mix FM, CBN, Rede Católica de Rádio, Rede Aleluia, Bandeirantes, BandNews e Novo Tempo; os portais Globo.com, UOL, Abril, IG, ClicRBS, Estadão, R7, Revista Fórum, O Antagonista e BBC; as revistas Veja, Época e IstoÉ e os jornais Folha de S. Paulo, O Globo, Super Notícia, O Estado de S. Paulo, Zero Hora, Extra, Diário Gaúcho, Agora São Paulo, O Estado de Minas, Valor Econômico, Correio Braziliense, O Tempo, Correio do Povo e Daqui.
O Brasil é o 11º país a receber o Monitoramento da Propriedade da Mídia (Media Ownership Monitor – MOM), que já ocorreu em lugares como Colômbia, Tunísia e Hungria.

Coletiva de Imprensa
Data: 31/10/2017 às 14h

Lançamento MOM: quem controla a mídia no Brasil?
Data: 31/10/2017 às 18h
Mais informações: andrepasti@intervozes.org.br | comunicacao@intervozes.org.br
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