24 de nov de 2017

“Resistência! Resistência! E resistência!”, são as palavras do escritor Raduan Hassan. - Editor - VAMOS PRECISAR DE MUITA, MAS MUITA RESSISTENCIA, POIS ESSE GOLPE VEM SENDO URDIDO A PELO MENOS 12 ANOS, SEGUIDO DE INTENSA LAVAGEM CEREBRAL E MANIPULAÇÃO MIDIATÍCA E FORÇAS INTERNACIONAIS INTERESADÍSSIMAS EM NOSSAS RIQUEZAS NATURAIS.

“Resistência! Resistência! E resistência!”

Ontem (23) foi a vez de SP lançar a Frente de Defesa da Soberania Nacional





Reprodução do Facebook de Guilherme Boulos
A curta e potente mensagem do escritor Raduan Nassar simbolizou o sentimento geral do lançamento para São Paulo da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional, ontem (23). Já lançada em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Ceará, a Frente conta com 201 deputados e 18 senadores.

São oito eixos de ação da Frente:
1) defender a exploração eficiente dos recursos naturais, entre eles o petróleo;
2) garantir uma infraestrutura capaz de promover o desenvolvimento do País;
3) fortalecer a agricultura nas exportações, mas também na alimentação dos brasileiros;
4) estimular o crédito e o capital produtivo nacional;
5) defender o emprego e o salário;
6) garantir um sistema tributário mais justo;
7) consolidar as Forças Armadas na defesa da soberania; e
8) assegurar uma política externa independente.

Esse golpe tem raízes nos Estados Unidos.” (Paulo Teixeira)

“É fundamental que nós consigamos ir para cima e não acuar”, dessa forma, Paulo Teixeira, deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores por São Paulo, iniciou sua fala no evento. No momento em que estávamos “nos despertando no mundo, fizemos uma articulação com a China, com a Índia, com a Rússia, com a África do Sul, os BRICS, um banco para equilibrar o poder no mundo e o golpe foi dado o golpe para interromper esse ciclo e colocar o Brasil sob o domínio do capital financeiro”, afirmou.

“É fundamental o que o Requião fez, escreveu uma carta para as embaixadas estrangeiras dizendo: quem comprar aqui vai perder o dinheiro que investiu aqui. Nos temos que fazer o referendo revogatório de todas essas medidas de entrega e retirada de direito do povo brasileiro”, complementou Paulo Teixeira.

O que vai mobilizar esse país é a realidade entrando pela porta e pela janela da casa dos brasileiros.” (Roberto Requião)

Roberto Requião, senador pelo PMDB e presidente da Frente, reforçou que “não se pode servir ao povo e ao dinheiro. Não se pode servir ao Meirelles, ao Itaú, ao Ilan Goldfajn e ao trabalhador brasileiro que está sofrendo o desemprego e o país que não cresce. Então, nós precisamos do debate da Frente Mista de Soberania Nacional”.

Requião incentiva, ainda, o “referendo revogatório na campanha eleitoral de todos os candidatos que tiverem respeito pelo Brasil. Vamos revogar isso. Mudar isso tudo. Discutir e montar um modelo novo. Porque esse modelo, do liberalismo econômico, fracassou”.

“Minha gente, às ruas e a vitória! Esse governo tem que ser derrubado. Mas eu, para terminar, insisto numa coisa: não é fora Temer, o Temer é um peão de terceira categoria nessa história. O inimigo é o capital financeiro, é o banco, é o Bradesco, é o Itaú, é o capital financeiro internacional tentando novamente dominar o mundo”, conclui ele.

https://jornalistaslivres.org/2017/11/resistencia-resistencia-e-resistencia/
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O gestor Dória e o prejuízo milionário com descarte de remédio. - Editor - NO MÍNIMO OS 3.085187 VOTANTES, MERECEM UMA SATISFAÇÃO. CABE NO MINIMO TAMBÉM A CAMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO E NO MINIMO AO TCM- TRIBUNAL DE CONTAS DO MUNICIPIO DE SP, SE POSICIONAREM SOBRE ESSE PREJUÍZO MILIONÁRIO.

O gestor Dória e o prejuízo milionário com descarte de remédio

Doria entregou R$ 66 milhões em isenção fiscal em troca pelo menos R$ 17,5 milhões em remédios que já eram imprestáveis do ponto de vista comercial
Jornal GGN - Com histórias menos cabeludas que esta do descarte de medicamentos doados por empresas misteriosas à gestão Doria, ações penais foram instauradas e presidentes democraticamente eleitos, caíram.
Com a resistência do prefeito tucano em dar transparência aos números, mesmo a pedido da principal rádio do Grupo Globo, é até díficil saber qual o tamanho do prejuízo para os cofres públicos. Por baixo, somando a questionável manobra da isenção fiscal com o volume de remédios que não deveriam ter sido aceitos como doação, estamos falando de algo em torno de R$ 83,5 milhões.
O que se pode afirmar até o momento é que Doria - com aval de Geraldo Alckmin - fez o Estado de São Paulo perder R$ 66 milhões em impostos entre julho e agosto. Em troca, recebeu uma "doação" de R$ 35 milhões em remédios, sendo que metade já chegou imprestável em termos de mercado.
A CBN começou a tratar do caso ainda em fevereiro, quando o prefeito-gestor anunciou a ideia de lançar um edital para receber doações de remédios. Fechou o negócio com 12 empresas do ramo farmacêutico que se deram muito bem: entregaram ao Paço remédios com prazo de validade mínimo de 6 meses, quando a lei diz que não é permitido comercializar produtos do tipo com menos de 1 ano de validade.
Segundo a rádio, foram 167 tipos de remédios doados, que custariamm os R$ 35 milhões aos cofres públicos se Doria decidisse comprá-los. Nesta sexta (24), o veículo divulgou que entre junho e agosto, 3 toneladas já foram descartados. O número é 5 vezes maior do que o registrado no mesmo período de 2016. O custo da incineração? Também ficou por conta da gestão Doria: R$ 60 mil até aqui, porque o descarte de 1 quilo de remédio custa R$ 20.
Procurada, a gestão Doria disse que o programa, na verdade, é um sucesso. Que só 0,2% de tudo o que foi doado foi jogado no lixo, até o momento. Mas não quis abrir nenhum dado para verificação.
Como CBN revelou que metade dos medicamentos já imprestável do ponto de vista de prazo de validade, é possível imaginar que a Prefeitura, na verdade, aceitou fazer o descarte de R$ 17,5 milhões em medicação vencida. E não é como o desequilíbrio nessa parceria Doria e as farmacêuticas não tivesse sido questionado antes.
O Sindicato dos Farmacêuticos no Estado de São Paulo já havia emitido uma nota pública apontando a falta de sentido em fechar uma parceria com Alckmin para abrir mão de receita beneficiando empresas privadas com isenção fiscal quando a palavra "doação" está envolvida.
Na visão da instituição, Doria apenas favoreceu "as indústrias, uma vez que os medicamentos vencidos ou próximos ao vencimento apresentam custo de incineração", que foram transferidos para a Prefeitura.


"Mesmo no caso de medicamentos cuja validade é de seis meses, ele não é mais comercialmente viável nem para a indústria, nem para as farmácias e drogarias. Há o risco de vencimento do medicamento antes da conclusão do tratamento", lembrou.
https://jornalggn.com.br/noticia/o-gestor-doria-e-o-prejuizo-milionario-com-descarte-de-remedios
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CUT e demais centrais convocam greve nacional contra reforma da Previdência e em defesa dos direitos. - Editor - É NECESSÁRIO E IMPORTANTE MOSTRAR A DESAPROVAÇÃO A TODAS AS ATROCIDADES DESSE GOVERNO POSTIÇO, GOLPISTA E DE CORRUPTOS, PARALISANDO TODAS AS ATIVIDADES E COBRANDO DO JUDICIÁRIO E DO CONGRESSO A REVISÃO DE TODOS AS ATROCIDADES COMETIDAS CONTRA O POVO E CONTRA A NAÇÃO. DEMOCRACIA JÁ.


CUT e demais centrais convocam greve nacional contra reforma da Previdência e em defesa dos direitos

Brasil vai parar no dia 5 de dezembro e derrotar a reforma golpista

Escrito por: Marize Muniz, CUT • Publicado em: 24/11/2017 - 14:32 • Última modificação: 24/11/2017 - 14:47
Edson Rimonatto/CUT
A CUT e demais centrais - Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central, CSB, Intersindical, CGTB e CSP-Conlutas – decidiram realizar, no dia 5 de dezembro, uma Greve Nacional em Defesa da Previdência e dos Direitos.
A nova proposta de desmonte da Previdência Social apresentada pelo governo do ilegítimo Michel Temer (PMDB-SP) e que deve ser votada no dia 6 de dezembro, é mais perversa que a anterior. E, ao contrário da propaganda do governo, não corta privilégios, como as altas aposentadorias dos parlamentares, ataca apenas a classe trabalhadora que terá de trabalhar mais, ganhar menos e, se quiser receber o valor integral da aposentadoria, contribuir durante 40 anos, sem ficar nenhum período desempregado.
Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, o desmonte da Previdência agrava ainda mais a situação dos trabalhadores que já foram duramente atacados com o desmonte da CLT. 
“A reforma Trabalhista legalizou o bico e muitos trabalhadores perderam os direitos e, em muitos casos, receberão menos do que um salário mínimo. Se já estava quase impossível contribuir para se aposentar, imagine com essa nova proposta de reforma da Previdência”, diz Vagner. 
O secretário-Geral da CUT, Sérgio Nobre, lembra que a reforma Trabalhista pode ficar ainda pior, tendo em vista as mais de 800 emendas apresentadas à MP de Temer que altera a nova lei trabalhista aprovada este ano. “Imagine somar a essa tragédia a possibilidade de trabalhar a vida inteira e não se aposentar”.
É por isso que a greve nacional deve contar com o apoio, mobilização e participação de todos/as trabalhadores/as. “Todo brasileiro independentemente da categoria tem motivo de sobra para cruzar os braços e ir às ruas no dia 5 de dezembro. Todos sofremos com o desmonte da previdência”, argumenta Sérgio.
A partir da semana que vem, diz Sérgio, vamos realizar amplas mobilizações nas bases – assembleias, atos, debates e outras atividades – para alertar, informa e mobilizar a classe trabalhadora do País sobre a importância da participação na greve que é contra a reforma da Previdência Social e pelos direitos.
https://cut.org.br/noticias/cut-e-demais-centrais-convocam-greve-nacional-contra-reforma-da-previdencia-e-em-007c/


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Contribuição individual na agricultura familiar exclui 10 milhões. - Editor - ALÉMDA EXCLUSÃO DAS LEIS TRABALHISTAS, QUEREM FAZER ENGOLIR GOELA ABAIXO A REFORMA DA PREVIDENCIA. ALÉM DE ESCRAVO, ACABAM COM A APOSENTADORIA NA PRÁTICA.

Contribuição individual na agricultura familiar exclui 10 milhões65% dos lares não têm renda para contribuir; regra está sendo rediscutida

BARBACENA (MG) – A contribuição individual por segurados da agricultura familiar exclui cerca de 10 milhões de pessoas da Previdência Social. A resistência de especialistas e parlamentares à cobrança inicialmente prevista na reforma não é à toa: 65% dos domicílios inseridos neste regime não têm renda suficiente para cumpri-la, revelou à Agência Nossa o pesquisador Eliziário Toledo, doutor em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília (UnB), com base em dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Atualmente, trabalhadores em regime de agricultura familiar, considerados segurados especiais, devem pagar uma parcela de 2,1% sobre a venda da produção como contrapartida da cobertura previdenciária para toda a família. O texto aprovado em maio, prevê que o segurado especial deve  contribuir individualmente, mas este item acabou entre os que estão sendo reavaliados para tornar a reforma mais viável. Uma versão mais enxuta da reforma está prestes a ser anunciada.
Leia a série de reportagens Versões da Reforma da Previdência
Dos cerca de 4 milhões de domicílios inseridos no regime de agricultura familiar, 56% não possuem ganhos para garantir a cobertura previdenciária de todos os membros da casa, o que forçaria a escolha de um deles em detrimento dos demais. Este grupo de trabalhadores possui renda média mensal de R$ 168 por pessoa. “É inviável abrir mão de quase um terço deste orçamento já apertado para contribuir com a Previdência, mesmo considerando uma alíquota mínima subsidiada de 5%. Eles terão que eleger um membro da família para ser o segurado”, afirma Toledo.
“É a mesma coisa que escolher um filho para salvar”, compara Valdineia Silva, produtora rural no município de Barbacena (MG). Ela e o marido Sebastião Silva têm dois filhos que também trabalham no campo e, com a renda atual, não podem garantir o pagamento da contribuição individual para todos.

Valdineia: renda familiar de R$ 800 não cobre gasto extra com previdência
A pesquisa capturou ainda 9% de famílias endividadas, com renda negativa, e que, portanto não poderiam fazer contribuição. No estrato mais abastado, 22% dos domicílios inseridos no regime de agricultura familiar recebem em média R$ 2.840 por pessoa — teriam folga em contribuir. Outros 13% foram identificados com ganhos médios de R$ 711, o que também viabilizaria a contribuição, na avaliação do pesquisador.
O levantamento mede a capacidade contributiva de agricultores em diferentes cadeias de produção. Na atividade da soja, por exemplo, o percentual de domicílios na agricultura familiar que não poderá pagar a Previdência dispara para 80%.
A conta considera o valor da produção vendida menos os custos a partir de dados coletados pela Embrapa. A amostragem inclui regiões díspares que vão do Nordeste mais pobre ao Sul de pequenos agricultores mais abastados.
A renda dos Silva se aproxima do estrato de maioria mais pobre, variando radicalmente conforme a época do ano. Entre junho e setembro eles normalmente precisam vender animais para suprir gastos porque a produção de leite diminui com o clima seco. Nos meses mais fartos, a renda pode alcançar R$ 800.
“Tem mês que falta, tem mês que sobra pra gente comprar o que precisa”, conta Valdineia. Como a família planta frutas, legumes e hortaliças, além de criar galinhas e porcos, não tem muito gasto com alimentação. Mas não sobra dinheiro, por exemplo, para realizar um dos sonhos da filha Cailane, que é fazer um curso de inglês.
A Reforma da Previdência prevê contribuição mínima de 15 anos para o agricultor familiar ou pequeno produtor que não possui empregado — classificado como segurado especial. A idade mínima para se aposentar foi mantida em 60 anos para homens mas elevada de 55 anos para 57 anos no caso das mulheres. Para se aposentar, pode-se pensar que bastaria contribuir somente depois dos 40 anos, mas não é bem assim.
O problema que Valdinea aponta é que, deixando para contribuir apenas perto da aposentadoria, os filhos Cailane e Mateus não garantem o vínculo com a Previdência, ficando sem os benefícios, fora da cobertura de riscos, se a regra for mantida. Segundo a Confederação dos Trabalhadores Agrícolas (Contag), sem contribuir desde cedo, eles podem perder a condição de segurado especial.
“Boca de roubo”
“Às vezes dá vontade de desistir. De comprar um carro e ir para São Paulo, tentar a vida na cidade. A vida no campo é muito dura”, desabafa Valdineia, emocionada ao falar da rotina pesada do filho. Ele começou a ajudar nas tarefas da roça com apenas 4 anos, assim como ela. “Tem vezes que ele vai à escola sem almoçar porque o gado fugiu, porque a cerca arrebentou e não deu tempo para comer antes de o ônibus passar”. O menino não reclama, só sorri. Ele quer ser médico para cuidar da mãe.
Enquanto Mateus parte para a escola, a filha Cailane, de 13 anos, chega. Almoça, lava a louça, arruma a cozinha. A essa altura a mãe já abateu, limpou e cozinhou a galinha, servida com arroz, feijão e salada da própria horta. Quase sete horas de trabalho e uma pausa antes de pegar no segundo turno, que vai durar o mesmo tanto de tempo, junto com marido, e, agora, com a filha.
É noite. Valdineia acende o fogo para nos servir um café. Perguntamos sobre a reforma da previdência, se ela conhece as mudanças previstas para o trabalhador do campo.
“Isso é uma boca de roubo. Eles tinham que vir até aqui acordar cedo como nós e ver o duro que é”.
Soluções para a Previdência
O governo busca saídas para equilibrar as contas do INSS e a Previdência Rural, apesar de realizar 22% dos benefícios totais, responde por apenas 2% do total da receita. A urbana, por sua vez, responde por 98% e até 2015 mostrou-se superavitária.  Um problema que afeta a arrecadação é a falta de controle da contribuição realizada na venda da produção, que sequer possui um cadastro.  Outro entrave são as isenções a exportadores, que poderão ser extintas com a reforma. O valor da renúncia para exportadores no ano passado foi da ordem de R$ 7,2 bilhões.
Em entrevista na ocasião em que o texto foi aprovado, em maio, o secretário da Previdência, Marcelo Caetano, afirmou que a reforma contempla o fim de isenções que afetam expressivamente a arrecadação previdenciária.  Caetano defendeu na ocasião a cobrança individual por agricultor familiar, desde que subsidiada. Mas esta posição pode ser revista diante da meta de se aprovar a reforma, que sofre resistência no Congresso.
Esta reportagem também foi publicada no jornal Valor Econômico.
http://www.agencianossa.com/2017/11/21/contribuicao-individual-na-agricultura-familiar-exclui-10-milhoes/
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Reforma trabalhista permite quarteirização, diz juiz.- Editor - É A ESCRAVIDÃO, DENTRO DA ESCRAVIDÃO. VAI CABER AOS TRABALHADORES EM GERAL SE ORGANIZAREM PARA PRESSIONAREM PARA O FIM DESSA LEGISLAÇÃO QUE NOS REMETE A MAIS PROFUNDA ESCRAVIDÃO EM 517 ANOS.

Reforma trabalhista permite quarteirização, diz juiz

As mudanças na legislação trabalhista permitirão a quarteirização do trabalho, mecanismo pelo qual uma empresa grande contrata uma terceirizada, que por sua vez contrata outra ainda menor, na avaliação do juiz do trabalho Luiz Colussi.
Diretor de Assuntos Legislativos da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), ele alerta para a precarização das condições do trabalho com a liberação da terceirização sem limites que deverá ser consolidada pela Reforma Trabalhista, já que, como ele destaca com base em diversos estudos, estes empregados têm ganhos menores e trabalham mais.
O juiz critica o que chama de “uma série de dispositivos para dificultar ou impedir o acesso à Justiça do Trabalho” previstos na reforma.  A lei da terceirização tornou clara a responsabilidade das tomadoras de serviço para arcar com direitos trabalhistas, mas somente após se esgotarem as chances de cobrança de direitos da terceirizada.

O juiz do Trabalho Luiz Colussi cita desdobramentos da reforma
Mesmo que a nova lei que regulamenta a terceirização não tenha alterado diretamente as normas da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), é possível que mexa com os direitos previstos?
LUIZ COLUSSI: Tanto os empregados diretos da empresa quanto os terceirizados estão sob o abrigo da CLT. Mas o terceirizado acaba tendo uma condição inferior. O grande problema que temos apontado, e que não vai mudar, é que o trabalho terceirizado remunera menos do que o dito normal. As estatísticas apontam uma remuneração até 30% inferior. Por outro lado, é um trabalhador que trabalha mais. Ele chega a trabalhar 2,7 horas a mais do que os outros. Isso acaba acarretando um desgaste maior para esse trabalhador. Não é à toa que os terceirizados adoecem mais e sofrem mais acidentes de trabalho. De cada dez trabalhadores afastados do trabalho por conta de problemas de saúde ou acidentados, oito são de serviços terceirizados. É um número bem significativo. A empresa tomadora do serviço contrata a terceirizada e até cede seu estabelecimento e instalações, mas a terceirizada não tem o cuidado de propiciar um bom ambiente laboral. Aprovaram um texto ruim e mal escrito, que foi jogado no mesmo que rege as normas do trabalho temporário.
O fato de ser empregado oficialmente de uma terceirizada e de trabalhar efetivamente para a tomadora de serviços dificulta, na prática, a cobrança pelo cumprimento das normas trabalhistas?
Uma das críticas feitas por quem defende essas reformas recentes é justamente o grande número de processos que chegam à Justiça do Trabalho. São de fato mais de 3 milhões por ano. Mas em 40% desses processos se discute o pagamento de verbas rescisórias, grande maioria delas de empresas terceirizadas. Elas se constituem da noite para o dia, muitas são pequenas e sem patrimônio. No momento da cotação, essas prestadoras oferecem preços baixos para ganhar o contrato e acabam não cumprindo os direitos, como pagamento de horas extras, porque o valor não cobre todas as obrigações que tem que arcar junto ao empregado. Depois que acaba o contrato, não há outro imediato para recolocar os dispensados. Eles vão para a rua sem receber os direitos rescisórios. Isso acaba levando-os a buscar a Justiça. Em outros casos, o trabalhador é mantido mas vinculado a outra que assume o contrato, sem tirar férias e receber outros benefícios. Na Reforma Trabalhista há uma série de dispositivos para dificultar ou impedir o acesso à Justiça do Trabalho. Até mesmo obrigando-os a pagar as custas.
Uma questão ainda confusa é a possibilidade de terceirizar a atividade-fim. O próprio termo não está explícito na lei, que se refere a “serviços determinados e específicos”. Como funcionará essa questão na prática?
Há uma dubiedade. (…) (Mas) o relator, preocupado com a questão, colocou também a terceirização na Reforma Trabalhista. E a terceirização da atividade-fim foi incluída claramente no texto aprovado pela Câmara.
O fato de o trabalhador terceirizado não estar vinculado ao sindicato da sua categoria, mas ao da terceirizada é prejudicial a ele?
Com certeza. Havia uma proposta na discussão da Reforma Trabalhista para obrigar a representação sindical dos terceirizados ser a mesma de celetistas da empresa. Nesse caso, haveria uma negociação em igualdade de condições, se tentaria buscar um pagamento de salário igual ou semelhante. Mas isso não passou. (…) Sindicatos fortes também incluem cláusulas como participação nos lucros, plano de saúde, auxílio-creche, entre outros, e o terceirizado fica sem essas vantagens.
Quais são as conseqüências para os trabalhadores, com a criação da “quarteirização”?
A situação fica ainda mais precarizada. Uma empresa grande contrata uma terceirizada, que por sua vez contrata outra ainda menor. As possibilidades de desproteção do trabalhador ficam ainda maiores. A quarteirização era completamente rejeitada, mas agora a lei permitiu mais essa fragilidade.
As mudanças vão acarretar maior número de ações na Justiça?
Nós estamos convencidos na avaliação que fizemos da Lei da Terceirização de que vai haver um aumento significativo das reclamações trabalhistas, porque vai haver muito mais questões que dependerão da interpretação do juiz. Por outro lado, a Reforma Trabalhista tenta limitar o poder da Justiça do Trabalho. O relator tentou de todas as maneiras limitar o poder do juiz. O magistrado procura consolidar suas decisões, a partir da interpretação das leis e da Constituição. É próprio do nosso sistema. Temos a responsabilidade de solucionar um conflito e não somos uma Justiça homologatória. Quando tentam limitar a Justiça a uma função homologatória, estão a desvalorizando.
Edição de Sabrina Lorenzi
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Fenae participa de Congresso da Aneac com debate sobre defesa da Caixa 100% pública. - Editor - É PRECISO DEFENDER DOS GOLPISTAS CORRUPTOS, NOSSOS BANCOS OFICIAIS DA SANHA CORRUPTIVA E NEFASTA DAS ELITES E BANQUEIROS. FORA BANDIDOS DO COLARINHO BRANCO.


Aneac
22 Novembro 2017 - 16:57
Fenae participa de Congresso da Aneac com debate sobre defesa da Caixa 100% pública

Evento será realizado em Brasília (DF), no período de 23 a 25 de novembro. Cerimônia de abertura contará com a participação de Cardoso, dirigente da Federação

A defesa do papel estratégico da Caixa Econômica Federal para as políticas públicas do país, com destaque para o caráter 100% público do banco, estará em debate no Congresso que a Associação Nacional dos Engenheiros e Arquitetos da Caixa (Aneac) realiza em Brasília (DF) – Hotel Meliá, entre os dias 23 e 25 de novembro. A abertura do evento está programada para quinta-feira (23), a partir das 17h, e contará com a participação de Cardoso, diretor de Administração e Finanças da Fenae.

O diretor de Assuntos Jurídicos da Aneac, Geraldo Aires da Silva Júnior, explica que o Congresso da entidade irá discutir questões internas relativas ao segmento dos engenheiros e arquitetos da Caixa, assim como o cenário externo que impacta no funcionamento da empresa, que atua como parceira do Estado brasileiro na execução de políticas públicas. Nessa ocasião, segundo ele, haverá ainda o lançamento do Movimento Nacional em Defesa da Arquitetura e da Engenharia Públicas, tendo em vista os frequentes ataques perpetrados pelo governo ilegítimo de Michel Temer contra a área de habitação do banco.

O dirigente da Aneac esclarece que o Movimento Nacional em Defesa da Arquitetura e da Engenharia Públicas será um braço importante da campanha “Defenda a Caixa você também”, lançada em 3 de outubro pela Fenae e por outras entidades representativas, sob a condução do Comitê Nacional em Defesa da Caixa. O foco desse debate será o atual contexto econômico do país, que impacta o setor de habitação e infraestrutura com recursos públicos, com ênfase para o cenário dos projetos e obras públicas, assim como sobre a importância do papel dos profissionais de arquitetura e engenharia no setor público.

Ele afirma ainda que, dentro da Caixa, um dos principais ataques do governo Temer se direciona à subsidiária Caixa Imóveis (antiga Habitar), que vem sendo desmontada por meio da contratação de profissionais estrangeiros para assumir a função antes exercida por engenheiros e arquitetos do próprio banco. Como consequência disso, Geraldo Júnior diz que irá “ocorrer o fim do emprego na área de Engenharia e Arquitetura do banco, situação que precisa ser combatida pela mobilização do conjunto dos empregados da empresa”.

O Congresso da Aneac pretende ainda refletir acerca da relevância dos serviços prestados pela Caixa, destacando o seu caráter inovador. Os participantes do evento irão discorrer sobre a importância do papel desempenhado pela Caixa na efetividade dos direitos individuais e coletivos, alinhado aos valores constitucionais e democráticos. A avaliação é a de que essa atuação é positiva e alcança ainda milhões de cidadãos, sempre em benefício de toda a sociedade.

http://www.fenae.org.br/portal/fenae-portal/noticias/fenae-participa-de-congresso-da-aneac-com-debate-sobre-defesa-da-caixa-100-publica.htm  
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