23 de jun de 2017

FRAUDE NO CARNAVAL PODE CAUSAR IMPEACHMENT DE DORIA

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Conselho de Direitos Humanos abre representação contra Doria por improbidade

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CRACOLÂNDIA

Conselho de Direitos Humanos abre representação contra Doria por improbidade

Representação no Ministério Público será motivada pela descontinuidade da política pública de drogas em São Paulo, que tinha por base o programa De Braços Abertos, do ex-prefeito Fernando Haddad
por Redação RBA publicado 22/06/2017 17h38, última modificação 22/06/2017 19h01
ALLAN WHITE / FOTOS PÚBLICAS
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Cracolândia resiste na Praça Princesa Isabel, no centro de São Paulo, depois de duas operações com violência policial
São Paulo – Reunião plenária do Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), realizada nestas quarta (21) e quinta-feira (22) em Brasília, decidiu protocolar representação no Ministério Público de São Paulo contra o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), por improbidade administrativa. “A representação é motivada pela descontinuidade da política pública municipal de drogas, já que o programa De Braços Abertos foi interrompido sem que fosse substituído por outro, e por gasto de recursos públicos em publicidade de projeto não publicado oficialmente”, afirma nota do CNDH divulgada hoje.
O programa De Braços Abertos foi criado pela gestão de Fernando Haddad e era fundamentado pela política de redução de danos e na reinserção social do dependente químico. Segundo o CNDH, o projeto Redenção, adotado por Doria com base em internações compulsórias, é uma “peça de ficção”. “Não tem uma portaria, não tem um decreto, enfim, não foi publicado oficialmente. Suas diretrizes não foram colocadas à sociedade e os profissionais de saúde e assistência social do território estão atuando sem orientação”, afirma o conselheiro Leonardo Pinho, coordenador de uma missão emergencial realizada em 29 de maio à região da Cracolândia.
O CNDH também vai solicitar informações ao Ministério Público sobre ações adotadas para controle externo da atividade policial. Fabiana Severo, vice-presidenta do CNDH, destaca que foram recebidas denúncias de abordagem policial violenta e intimidação. A forma como a operação foi desencadeada, com base no uso de força policial desproporcional e desnecessária, e sem planejamento, provocou uma série de violações de direitos humanos, que vêm se agravando cada vez mais nas sucessivas intervenções realizadas no local”, disse, referindo-se à abordagem policial violenta orquestrada por Doria e o governador Geraldo Alckmin na região.
Fabiana também criticou o componente machista da atuação policial na Cracolândia. “Recebemos no início da semana a denúncia gravíssima de que uma trabalhadora da assistência social foi presa por desacato com total desproporcionalidade no uso da força. Está nítido que, além da violência institucional de prisão por desacato, há também violência de gênero neste caso, tanto diretamente em relação à trabalhadora, pela forma violenta e constrangedora com que foi conduzida, quanto indiretamente a todas as usuárias em favor das quais a trabalhadora tentou interceder”, comentou, reafirmando a necessidade de o Ministério Público exercer o controle externo da ação policial para coibir este e outros tipos de violações. De acordo com a denúncia apresentada ao CNDH, a trabalhadora, acusada de desacato, foi machucada, teve a blusa arrancada e foi lançada no camburão.
O colegiado também definiu por agendamento de audiência sobre o tema com o governador do Alckmin, e pela continuidade do monitoramento das violações de direitos humanos na região da Cracolândia. O Ministério Público também será oficiado pelo conselho sobre o cumprimento da Lei da Reforma Psiquiátrica (Lei n° 10.216/2001), que estabelece prazo de 72 horas para que internações psiquiátricas involuntárias sejam comunicadas ao Ministério Público Estadual, e sobre a retomada da comissão revisora de internações, conforme Portaria nº 2391/GM/2002 do Ministério da Saúde, que regulamenta o controle das internações psiquiátricas involuntárias e voluntárias.
http://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2017/06/conselho-de-direitos-humanos-abre-representacao-contra-doria-por-improbidade
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22 de jun de 2017

DIRCEU: “NÓS PRECISAMOS OCUPAR AS RUAS DESSE PAÍS”. -Editor- SIM, NÓS BRASILEIRAS E BRASILEIROS, DEVEMOS INVADIR AS RUAS DO BRASIL E EXIGIR DEMOCRACIA JÁ. DEVER DE TODAS E TODOS QUE QUEREM UM BRASIL VERDADEIRAMENTE DEMOCRÁTICO, PLURAL, MAIS IGUALITÁRIO. ESTENDO SEU RECADO, AO BRASIL E AO MUNDO, QUE NA RUA, O POVO SE UNA PELA VOLTA DA DEMOCRACIA, DANDO FIM , ASSIM, AO GOLPE MENTIROSO E CORRUPTO, COMETIDO EM 206 MILHÕES DE BRASILEIRAS E BRASILEIROS.

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No Mato Grosso do Sul, um mamão nem sempre é só um mamão. -Editor- Os componentes da Camara Municipal de Paranaíba, devem ter seus mandatos CASSADOS por RACISMO EM MAIS ALTO GRAU e os PM , a punição exemplar, por maus tratos e violencia contra a população indefesa no recinto da Camara. Espetáculo deprimente que cada dia mais nos aproxima da barbárie e do facismo DEMOCRACIA JÁ, DIRETAS JÁ.

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No Mato Grosso do Sul, um mamão nem sempre é só um mamão
Quinta-feira, 22 de junho de 2017

No Mato Grosso do Sul, um mamão nem sempre é só um mamão

Foto: Reprodução
Este texto é uma denúncia de mais um ato de racismo e abuso policial praticado por agentes de segurança pública e vereadores de Paranaíba, no Mato Grosso do Sul. O Estado é conhecido internacionalmente pelos ataques a populações indígenas e parece querer não perder tempo em aumentar sua fama também em relação a racismo contra negros. Talvez os vereadores de Paranaíba e os policiais dessa cidade não tenham se dado conta de que ao mesmo tempo que nossas vidas estão flagradas 24 horas pelas redes sociais, também a deles está. Não existe mais lugares e nem pessoas neste país que estão à margem da lei se existir internet e câmeras de celular.
Paranaíba, uma cidade do interior sul-mato-grossense, liga-se ao contexto histórico de repressão nacional e internacional diante da crise capitalista. Os planos de austeridade e a repressão política e policialesca não é uma exclusividade dos grandes centros urbanos. Seja em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Rio Grande do Sul, Curitiba, Belém ou Teresina, a retaliação aos que lutam pela democracia (ou pela sobrevivência) parece não ter fim. Ao passo que a crise se fortalece, o estado intensifica a repressão àqueles que não aceitam calados o preço de uma crise que não causamos.
Em Paranaíba, município com uma dívida milionária, arrocho salarial dos servidores, prédios públicos abandonados, ruas destruídas e creches funcionando com inúmeros problemas, os vereadores aprovaram um aumento em seus rendimentos da ordem dos 31,17%.
Um verdadeiro contrassenso, se considerarmos a precarização dos servidores e da população em geral que devem sobreviver com salários defasados e a inflação.
Passado uma semana da infame autopromoção financeira do legislativo da cidade, exatamente no dia 24 de abril de 2017, parte da população dirigiu-se à Câmara de Vereadores para acompanhar a sessão, talvez para verem a cara dos vereadores após a autopromoção. Havia muitas pessoas, a maioria absoluta branca.
Enquanto isso, a algumas centenas de metros deste local havia um aluno, negro, que estava na aula de política, e que informava ao seu professor que respeitosamente não terminaria de assistir a aula, porque desejava participar como cidadão da sessão na Câmara Legislativa de Paranaíba, pois era morador, pagador de impostos e também responsável pelo desenvolvimento deste lugar.
Iniciada a sessão, plenária lotada, vereadores acuados, sem saberem como se comportar diante da ação de parte da população de Paranaíba, optaram por tomar a decisão que qualquer animal acuado tomaria: a violência!
Era necessário fazer alguma coisa, só não sabiam como exatamente e contra quem e, para isso, existem os lacaios! Entre as várias pessoas, um dos lacaios identificou um jovem negro e um mamão amarelo, maduro! Onde já se vi? Um negro com um mamão em punhos dentro da Câmara de Vereadores? Só poderia ser um ato de violência! Um mamão maduro nas mãos?! Por acaso nunca ouviram falar do poder explosivo dos mamões? Da capacidade dos caroços pretos perfurarem roupas e até mesmo a pele (majoritariamente branca) daqueles que legislam em causa própria?! Onde já se viu!?
Tratou-se, a mando de algum membro da Câmara Municipal (não identificado), imediatamente, de solicitar apoio militar, armado com equipamentos letais, pois tratava-se de uma situação de tremenda periculosidade e o “terrorista” deveria ser neutralizado imediatamente! Onde já se viu, um garoto negro segurando um mamão!? Um garoto negro com um mamão em uma Câmara Legislativa?
A origem do mamão, na verdade, se tratava de um presente de uma amiga; de um alimento, pois normalmente o mamão amarelo está pronto para o consumo. Trata-se de um alimento muito importante para o corpo; tratava-se de um presente e como tal era carregado nas mãos (alguém conhece algum recipiente para guardar mamões para que não seja confundido com armas de terror?)
Mas o idiota (do grego, idiótes, aquele que apenas se preocupa com si, não com a cidade), ignora as propriedades do mamão e, ainda, a relação dos seres humanos com essa fruta. O desdobramento é que o jovem negro foi visto como uma ameaça, acusado, imobilizado e agredido pela Polícia Militar a mando de algum vereador específico. Quem assina o boletim de ocorrência é a funcionária da Câmara Municipal, Sra. Elizangela Aparecida Ramos Borges, informando que o entrevero teria ocorrido pelo fato de o jovem negro portar um mamão maduro dentro da Câmara de Vereadores.
O jovem teve ferimentos na região da garganta, além da humilhação de ter sido retirado a força de dentro de um órgão público sem ter feito nada de errado. O argumento foi apenas a ameaça do mamão e o fato de estar com shorts dentro da Câmara (como muitos outros jovens brancos que não foram presos). A curiosidade é que o mamão ficou apreendido como prova de um suposto crime que, é claro, jamais ocorreu. Os vídeos dessa cena lamentável está ao final deste texto.
Do que trata esta história?
Trata-se de uma história de racismo, violência física, abuso e opressão. Trata-se de uma tentativa do poder legislativo municipal aterrorizar aquela parte da população que se indignou com o legislar privado dos vereadores. Foi um artifício para tentar impor o medo através da violência, bem típico do coronelismo escroto e machista que trata a coisa pública como privada e que faz gestores públicos acreditarem que o espaço público é o banheiro das suas casas, onde podem fazer merda de qualquer jeito, a qualquer hora. Pra variar, dentre todos os jovens que ocupavam a Câmara de Vereadores, as agressões se voltaram contra o jovem negro.
Era necessário calar todos que estavam ali, para isso o jovem do mamão foi escolhido, foi vitimado porque era negro, porque era estudante, porque tinha uma fruta na mão que, supostamente, poderia ter como destino a face de algum nobre vereador.
Em outras partes do Brasil, outras pessoas foram presas por terem, supostamente, em mão, um frasco de vinagre… Outros por estarem de chinelos, alguns por carregarem um desinfetante (Pinho Sol – Rafael Braga), outros, supostamente, mamão!
Tudo isso poderia ser piada, mas não é! É apenas a versão moderna do colonialismo escravocrata que nunca deixou de existir neste país!
Com o acirramento da crise, a saída para garantir as mordomias dos políticos corruptos e os interesses da burguesia é justamente garantir que se legisle em causa própria. É preciso fazer os trabalhadores pagarem pela crise e a repressão deve fazer parte deste pacote de maldades! Quanto maior a crise, maior a repressão para fazer passar as leis que farão a classe trabalhadora pagar pela crise que não deram causa. Ao passo que cresce a crise capitalista, cresce também a repressão e nenhum mamão é poupado, menos ainda um jovem negro interessado em participar como cidadão da política de sua cidade!
Seja aqui, ou nos grandes centros, a lógica da repressão se faz presente e demonstra que a organização da classe trabalhadora é mais do que necessária!
Em Paranaíba, nestes últimos dias, foram os vereadores, ignorantes e violentos, juntamente com policiais claramente despreparados para atuar como representantes do Estado e à serviço da Constituição que repetiram a lógica da opressão. Pelo Brasil afora o Estado militaresco, tomado pela política militaresca, trata civis como terroristas, como inimigo interno, “aquele inimigo interno”, aquele mesmo nascido e criado na Ditadura Civil/Militar de 1964.
Reprimir! Aterrorizar e manter o status quo! Um mamão como arma letal!
Ignoram o calibre 12 apontado para barriga de pessoas, sacam pistolas com munição também letal para a população ali presente. Um verdadeiro espetáculo de despreparo da força policial, de ignorância! Não é por menos que o Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas recomendou o fim da Polícia Militar no Brasil e nós, signatários deste texto, pelos motivos aqui expostos, pedimos também o fim da militarização da política.
Por mais que se tente encontrar, ao analisar o fato concreto, não há justificativa para hediondez dos desdobramentos dos atos daquela noite.
O vereador Andrew Robalinho tomou o microfone e atacou a UEMS, dizendo que os alunos não votam e não moram em Paranaíba e que “[…] são utilizados por falsos demagógicos a vir aqui fazer fanfarra […]”. Não obstante, analisando os diversos vídeos feitos por pessoas que estavam presentes na cena da agressão, os trabalhos da casa legislativa ocorriam na mais perfeita ordem e não havia nenhum sinal de desrespeito ou “fanfarra” por parte de qualquer pessoa presente naquela noite.
Era uma noite, como dito anteriormente, que a postura dos ilustres Legisladores, desde o início, foi incompatível com a verdadeira honradez exigida para quem ocupa o cargo. Os fatos narrados no boletim de ocorrência, dizem que foi provocado por um membro de referida casa, foi apenas a consubstanciação de uma bestialidade que, talvez, quem sabe, esse mesmo legislador acreditasse que ficaria no esquecimento popular da iniquidade contumaz destes tempos.
No entanto, nos termos da Lei 12.288, de 20 de julho de 2010, que Institui o Estatuto da Igualdade Racial, destinado a garantir à população negra a efetivação da igualdade de oportunidades, a defesa dos direitos étnicos individuais, coletivos e difusos e o combate à discriminação e às demais formas de intolerância étnica, ficou definido em seu artigo primeiro discriminação racial como sendo:
I – discriminação racial ou étnico racial: toda distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada em raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica que tenha por objeto anular ou restringir o reconhecimento, gozo, ou exercício, em igualdade de condições, de direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou em qualquer outro campo da vida pública ou privada.
O Estatuto da Igualdade Racial é seguramente considerado um dos principais avanços legislativos de nosso país e instrumento jurídico de aperfeiçoamento ao combate à discriminação e a desigualdade social que são tristes ranços deixados por nossa colonização e desenvolvimento histórico que sempre privilegiou uma sociedade elitista em detrimento do desenvolvimento social e da igualdade de classes.
Além disso, o artigo 20 da Lei 7.716/89, define como crime o fato de praticar,  induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. 
Espera-se de um país democrático que ocorrências relacionadas com qualquer forma de discriminação racial tendam a diminuir. Esperava-se, com a Promulgação de legislação considerada tão avançada, a diminuição dos casos de discriminação racial e o combate exemplar dos casos em que ocorresse um ato de discriminação dessa natureza, ainda mais, um ato tão evidente. Porque justo um jovem negro com um mamão chamou a atenção? A tribuna da casa naquela noite estava repleta de pessoas, no entanto, as diversas imagens de celulares não negam, os trabalhos ocorriam na mais perfeita ordem, silêncio e respeito
É necessário a criação de comitês de segurança por parte da população, pois as “autoridades” políticas e armadas promovem neste lugar uma verdadeira barbárie em nome da “lei”.
Luiz Gama (o advogado negro abolicionista) estaria estarrecido pela forma como a Lei Áurea ainda é tratada como um texto morto por esses ignorantes que se tratam por excelências, mesmo tendo passado mais de 100 anos da abolição.
Alessandro Martins Prado é Mestre em Direito na área de Concentração de Tutela Jurisdicional no Estado Democrático de Direito. Docente das disciplinas de Antropologia Jurídica; Direito Internacional Público e Temas em Direitos Humanos no Curso de Direito e na Disciplina de Direito Internacional dos Direitos Humanos no curso de Pós-Graduação em Direitos Humanos da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul – Unidade Universitária de Paranaíba – MS.
Jean Paulo Pereira de Menezes é historiador, cientista político e colunista da Revista Caros Amigos. Doutor em Ciências Sociais pela UNESP de Marília – SP e docente de Política na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul – Unidade Universitária de Paranaíba – MS.
Pedro Pulzatto Peruzzo, advogado ativista de direitos humanos, mestre e doutor em Direito pela Universidade de São Paulo, professor pesquisador da PUC-Campinas.
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Convocação para ato em defesa da moradia: Contra os despejos! Nenhuma Ocupação a Menos!. Dia 24 sábado

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Convocação para ato em defesa da moradia: Contra os despejos! Nenhuma Ocupação a Menos!

São Paulo, 22 de junho de 2017

frentedeluta
*Convocação para ato em defesa da moradia*
*Contra os despejos*
*Nenhuma Ocupação a Menos*

Contatos:
Antonia – FLM – 9.8272.5648
Helô – FLM – 9.6933-9140
Neti – FLM – 9.4028-5863

A FLM – Frente de Luta por Moradia, articulação de movimentos de moradia que atua na cidade de São Paulo, vêm a público denunciar a retomada e intensificação de uma agenda de reintegrações de posse que se executadas jogarão às ruas 1.230 famílias que não tem onde morar. Entendemos, que as ações de despejo determinadas pelo Judiciário são um massacre às famílias sem teto. Que atacam um direito Constitucional, que é o direito à moradia. Favorecem injustos proprietários e a especulação imobiliária. Ferem o direito à vida, à dignidade, à segurança, a um lar. Além disso, entendemos que cabe a PMSP assumir a defesa e proteção destas famílias para que não sejam jogadas às ruas.
Por isso, convocamos as bases da luta por moradia para lutar contra essas injustiças. Quem não Luta, Tá Morto!
Dia: 22 de junho de 2017
Concentração: a partir das 9:00 horas
Local: Pateo do Colégio
Relação de ocupações que serão afetadas com ordens de despejo

  1. *Ocupação Mauá* – Rua Mauá, 340 – ocupado desde março de 2007. Vivem no local 237 famílias. O processo correu na 26ª Vara – Juíz responsável: Carlos Eduardo Borges Fantacine. O último pedido de recurso correu no Tribunal de Justiça julgado pelo Desembargador Simões de Vergueiro. Processo nº 0038511-10.2013.8.26.0100.
Durante a última gestão, a PMSP publicou um DIS – Decreto de Interesse Social para a desapropropriação do imóvel para destinação a programas de atendimento habitacional. Foi efetuado o depósito do pagamento de R$ 11 milhões de reais para os injustos proprietários, que questionaram o valor pago e apresentaram laudo de avaliação no valor de R$ 18 milhões de reais. Dando prosseguimento a este processo o Juíz responsável pelo caso, solicitou nova perícia para revisão dos valores. O Perito Judicial avaliou o imóvel em 24 milhões de reais. O valor final absurdo apresentado pelo Perito fez com que a PMSP desistisse da desapropriação e novamente os moradores da ocupação Mauá voltam a viver o drama de execução de uma liminar de reintegração de posse, que condena essas famílias à vida nas ruas da cidade de São Paulo.
  1. *Ocupação São João* – Av. São João, 588 – ocupado desde outubro de 2010. Vivem no local 81 famílias. O processo correu na 39ª Vara Cível Central. Durante a última gestão, o imóvel recebeu DIS, mas os proprietários não aceitaram os valores oferecidos pela prefeitura como indenização. Fazendo mais uma vez correr uma ação de reintegração de posse, que jogará nas ruas os moradores que zelaram por este imóvel nos últimos sete anos. Processo nº 0109886-63.2010.8.26.0100.
3 *Ocupação Ipiranga* – Av. Ipiranga, 879 – ocupado desde abril de 2012. Vivem no local 106 famílias, sendo 96 crianças, 4 deficientes e 5 imigrantes. Juíza responsável: Simone Gomes Rodrigues Casoretti da Fazenda Pública. Os moradores desta ocupação passaram os últimos cinco anos reformando e zelando por este imóvel que estava abandonado. Não houve avanço nos processos de desapropriação e compra do imóvel por parte da prefeitura. Hoje, tramita no Judiciário uma ação de reintegração de posse que coloca as 106 famílias moradoras deste imóvel nas ruas. Processo nº 0205591-33.2012.8.26.0100.
  1. *Ocupação Parapuã* – Rua Augusto do Amaral, 100 – Brasilândia, ocupado desde abril de 2014. Vivem no local 354 famílias. A área pertence a COHAB e é destinada a Habitação de Interesse Social. Esteve abandonada por mais de trinta anos. Hoje, as famílias que lá residem fazem cumprir a destinação à moradia. Processo nº 1004974.39.2014.8.26.0020.
  2. *Ocupação Imirim* –  Rua Atlântico Meridional, nº 82 – Vila Imirim, ocupado desde fevereiro de 2014. Vivem no local 194 famílias. A área pertence a COHAB e é destinada a Habitação de Interesse Social. Esteve abandonada por mais de trinta anos. Hoje, as famílias que lá residem fazem cumprir a destinação à moradia.Processo nº 1007673.39.2014.8.20.0001.
  3. *Ocupação Elza de Guimarães* –  Rua Elza de Guimarães, 277, Lauzane Paulista, ocupado em outubro de 2016. Vivem no local 110 famílias. A área pertence a COHAB e é destinada a Habitação de Interesse Social. Esteve abandonada por mais de trinta anos. Hoje, as famílias que lá residem fazem cumprir a destinação à moradia. Processo nº 1007673.39.2014.8.20.0001.
  4. *Ocupação Vitória – ANTIGO MOTEL* – Rua Marco Gagliano, 55 – Cidade Ademar, ocupado em outubro de 2016. Vivem no local 48 famílias, sendo 40 crianças, 2 crianças com necessidades especiais e uma pessoa com deficiência. O processo correu na 74ª Vara Cível do Fórum de Santo Amaro.O imóvel estava abandonado. Servindo a ratos e baratas. As famílias que ocuparam o local hoje passam a refazer as suas vidas, pois estão fora dos altos aluguéis. A área pode ser destinada a habitação para atendimento de muitas famílias sem teto. Processo nº1060177-48.2016.8.26.0002.
  5. *Ocupação Guaianazes* – Rua Profº Wilson Reis Santos, 100, ocupado desde outubro de 2016. Vivem no local 100 famílias. A área pertence a COHAB e é destinada a Habitação de Interesse Social. Esteve abandonada por mais de trinta anos. Hoje, as famílias que lá residem fazem cumprir a destinação à moradia.O processo correu na 13ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo. Processo nº 1006173-10.2013.8.26.0053.
Frente de Luta por Moradia – Filiada à CPM
http://www.portalflm.com.br/convocacao-para-ato-em-defesa-da-moradia-contra-os-despejos-nenhuma-ocupacao-a-menos/
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BNDES - A hora e a vez de falar sobre o Banco

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A hora e a vez de falar sobre o Banco
Associação lança campanha para qualificar debate acerca da importância do BNDES para o desenvolvimento e o crescimento do Brasil. Entre nessa campanha você também!
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A condução coercitiva de 12 de maio gerou protestos e a solidariedade dos empregados
A AFBNDES lançou, na última segunda-feira (19), a campanha "Precisamos falar sobre o BNDES", com o objetivo de qualificar o debate sobre o papel do Banco para o desenvolvimento nacional e a retomada do crescimento, além de esclarecer para o público em geral que os funcionários da instituição – que completou 65 anos anteontem – atuam para prestar serviços de Estado à sociedade brasileira.O conteúdo da campanha está presente no site www.precisamosfalarsobreobndes.com.br e sendo difundido por meio da Página da Associação no Facebook (https://www.facebook.com/associacaobndes). "Num momento em que o papel do Banco está sendo tão questionado e incompreendido pela população brasileira em geral, entendemos, como funcionários e funcionárias do BNDES, que podemos contribuir para estimular o debate com a sociedade e trazer informações e conhecimento sobre o Banco e a sua importância para o desenvolvimento do país", afirma o presidente da Associação, Thiago Mitidieri.
O lançamento do site turbinou a Fanpage da AFBNDES e teve boa repercussão na mídia on-line, com destaque para notas publicadas no Estadão, Isto É Dinheiro, Zero Hora Economia, UOL Economia, Rede Brasil Atual, Blogs de Luiz Nassif e Alcelmo Gois (O Globo).Estruturado com perguntas e respostas, o site incentiva o compartilhamento das posições do corpo funcional benedense nas redes sociais. "O Brasil precisa de um Banco de Desenvolvimento. Então precisamos falar sobre o que está acontecendo com o nosso", assinalam as primeiras frases do portal, para depois jogar no ar algumas interrogações: "Por que o BNDES está sendo alvo de tantos questionamentos? Como o BNDES apoiou a JBS? Afinal, quem está por trás do BNDES?".
A chamada seguinte dá bem o tom e os objetivos da mensagem que a AF pretende difundir: "Somos funcionários do BNDES e resolvemos nos unir para criar um canal de informações sobre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Ninguém melhor que nós, que trabalhamos todos os dias na instituição, para abrir um debate franco com a sociedade em busca de caminhos para superarmos a crise e seguir impulsionando o desenvolvimento do País".
O que perguntar. O que responderO site elenca um conjunto pertinente de perguntas (seguidas de questionamentos acessórios) e suas respectivas respostas:
– Qual a importância do BNDES? – Por que o Brasil precisa de um Banco de Desenvolvimento? O que o BNDES faz pelo Brasil? Quem o Banco apoiou nos últimos anos? Qual a diferença entre o BNDES e um banco normal?
– Como funciona o BNDES? – O BNDES "dá" dinheiro? É uma "caixa preta"? Por que há sigilo bancário nas operações? Os juros do BNDES são uma "bolsa-empresário"? Podem ocorrer irregularidades como apoiar uma empresa em má condição financeira?
– Por que o BNDES apoia obras no exterior? – Com tanta carência no Brasil, por que o Banco apoia obras fora do país? O BNDES deu dinheiro para Cuba, Venezuela e Angola?
– O que é a política de campeãs nacionais? – Ela é errada? Como o BNDES apoiou a JBS? O Banco faz parte do Conselho das empresas investidas?
– O BNDES está sendo atacado? – Os funcionários são contra as investigações? Por que sofreram conduções coercitivas na operação Bullish?
– O que são os bilhões dos aportes do Tesouro? – Por que o Tesouro aportou R$ 500 bilhões no BNDES de 2008 a 2014? Por que o Tesouro Nacional ordenou a devolução antecipada de R$ 100 bilhões no final de 2016?
Quem faz o BNDESHá ainda uma seção que chama atenção para a "A ameaça de Brasília", denunciando o enfraquecimento do Banco com a possível extinção da TJLP e sua substituição por uma taxa vinculada ao ritmo do mercado.
E outra fundamental, que traz imagens e depoimentos de quem "constrói o Banco todos os dias". Dezoito colegas já marcam presença no site, entre ativos e aposentados. E outros tantos estão se mobilizando para fazer parte dessa história. Quem quiser participar, deve enviar mensagem para vinculo@afbndes.org.br.
Para quem deseja receber convocações e notícias da Associação no celular (via WhatsApp), há uma orientação: Envie "QUERO" para (21) 96743-1955.
Vale ressaltar o trabalho da equipe responsável pela construção do site e a estratégia da campanha e o empenho dos colegas – funcionários do BNDES – que se juntaram à Diretoria da AF para dar vida ao site, estruturando as perguntas e, principalmente, as respostas que vão ajudar o BNDES a ser visto de forma mais verdadeira pela sociedade.
http://www.afbndes.org.br/vinc1252/acontece.htm
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