4 de abr de 2017

Biomas do Brasil: da exploração à convivência

Biomas do Brasil: da exploração à convivência

EDCARLOS BISPO DE SANTANA 21 DE MARÇO DE 2017 0
Captura de Tela 2017-03-21 às 13.51.13Foi motivo de alegria a notícia de que a CNBB assumiu os Biomas do Brasil como temática da Campanha da Fraternidade de 2017. De certa for- ma ela já o zera ao propor a Amazônia como tema de uma CF, mas agora o convite pascal é o de ligar a prática da fraternidade com todos os biomas do Brasil.
O texto que estou disponibilizando via internet foi elaborado e revisto durante alguns anos. Seu objetivo é de criar oportunidade para que mais pessoas pudessem conhecer melhor o Brasil, e conhecê-lo a partir da história da Terra. Os primeiros seres humanos que chegaram aqui já encontraram diferentes “jardins” em que podiam viver. Quem os criou foi a mãe Terra, com a presença do Espírito criador, e não os seres humanos. O que estes zeram em cada “jardim” é o conteúdo da história humana, com suas engenhosidades e contradições.
Como verão na leitura do livro Biomas do Brasil: da exploração à convi- vência, a melhor tradução popular do substantivo bioma é berço de vida. E o território brasileiro foi contemplado com sete diferentes berços de vida — sete biomas. Tenho consciência de que o texto-base da CF preferiu assumir que só existem seis — Caatinga, Cerrado, Amazônia, Pantanal, Mata Atlân- tica e Pampa —, mas pre ro avançar junto com os estudiosos que consi- deram necessário destacar as diferenças existentes entre a Mata Atlântica e a Zona Costeira. Por isso, tudo que constitui a Zona Costeira, incluídos, evidentemente, os seus povos, é o sétimo bioma brasileiro.
Ao desejar que se conheça melhor o Brasil, a proposta do livro é que ele seja pensado, ou repensado, a partir dos diferentes biomas, a partir das diferentes histórias humanas nos sete biomas que constituem o seu território. Esse é, evidentemente, um imenso desafio, já que todas as pessoas foram educadas a partir da ilusão de que essas diferenças não existem, não são importantes. Ao encarar o caminho contrário a essa visão será possível dar-se conta das violências que os seres humanos fizeram aos diferentes berços de vida por não levarem a sério suas especificidades, potencialidades e fragilidades.
Espero que este livro, disponibilizado gratuitamente, abra oportunidades para novas maneiras de pensar o presente e o futuro do nosso país, e especialmente para os mais novos, os jovens. O texto pode ser lido no seu conjunto, mas pode também servir para uma reflexão específica sobre cada bioma. Comentários e sugestões serão muito bem acolhidos.
Agradeço à CNBB-Pastorais Sociais, ao Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), à Comissão Pastoral da Terra (CPT), ao Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social (FMCJS) e ao Centro de Assessoria e Apoio a Ini- ciativas Sociais (CAIS) o apoio que tornou possível esta publicação.
Dedico este livro aos Povos Indígenas, aos Quilombolas, às Comunidades Tradicionais, às Mulheres e às pessoas e comunidades que cuidam dos seus biomas com amor.
http://novo.ceseep.org.br/?p=7628

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