5 de fev. de 2019

Autor do Escola sem Partido, deputado que empregou filha de Damares esteve no meio do “Escândalo do Cotão”. Por Carlos Fernandes











Autor do Escola sem Partido, deputado que empregou filha de Damares esteve no meio do “Escândalo do Cotão”. Por Carlos Fernandes

 








Damares e Erivelton Santana

Erivelton Santana é o pastor evangélico e deputado federal que empregou de outubro a dezembro de 2018 Lulu Kamayurá, a filha “adotiva” da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves.
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Santana é autor do projeto de lei do Escola sem Partido, frontal ataque à liberdade de ensino e à pluralidade de pensamento. Também possui um escândalo para chamar de seu.
Trata-se de um esquema descoberto de uso ilegal dos recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), a conhecida verba indenizatória da Câmara Federal.
Segundo denúncia do jornal Correio Braziliense, Erivelton Santana compunha um grupo de 15 parlamentares (9 sendo da bancada da bíblia) que estariam envolvidos no esquema que ficou conhecido como o “Escândalo do Cotão”.
A partir de empresas de fachada pertencentes a ex-assessores de Silas Câmara, outro pastor e também deputado federal, mais de R$ 1 milhão foram pagos a título de marketing e locação de veículos sem jamais terem sido prestados os serviços.
Como quase tudo na política brasileira, o caso até hoje não foi devidamente esclarecido e os principais envolvidos, como os pastores Silas e Erivelton, continuam a empregar pessoas e empresas sem qualquer necessidade e/ou capacidades técnicas.
Tudo ao custo dos cofres públicos e para a honra e glória do Senhor, é claro.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/autor-do-escola-sem-partido-deputado-que-empregou-filha-de-damares-esteve-no-meio-do-escandalo-do-cotao-por-carlos-fernandes/



Deputados evangélicos são citados em esquema que envolveu mais de 1 milhão

“A escolha das empresas prestadoras de serviço é técnica”, diz o deputado pastor Silas Câmara
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Nove parlamentares da Bancada Evangélica foram citados em reportagem do Correio Braziliense como participantes de um esquema de uso ilegal dos recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), a verba indenizatória da Câmara Federal.
O Correio Braziliense denunciou o chamado “Escândalo do Cotão”: empresas de uma ex-assessora do deputado federal e pastor Silas Câmara foram utilizadas em um suposto esquema com participação de 15 parlamentares, dentre os quais nove são evangélicos.
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Uma lista de supostos envolvidos foi divulgada. Entre os deputados evangélicos, constam os nomes de Marcelo Aguiar (DEM-SP), João Campos (PSDB-GO), Roberto de Lucena (PV-SP), Silas Câmara (PSD-AM), Antônia Lúcia (PSC-AC), Liliam Sá (PROS-RJ), Hidekazu Takayama (PSC-PR), Erivelton Santana (PSC-BA) e Zequinha Marinho (PSC-PA).
Em Brasília é bastante comum a expressão “lavanderia” para se caracterizar o uso de empresas de fachada montadas para esconder a origem ilícita de recursos financeiros.  As empresas Cracia Assessoria e Direct Voice Marketing, segundo o jornal, serviriam a tal propósito.
As duas empresas pertencem a ex-assessores do deputado e pastor Silas Câmara. A Cracia Assessoria faturou em 2013 cerca de R$ 643 mil, tendo como atividade principal a locação de veículos a parlamentares. Já a Direct Voice Marketing, que atua com “serviços de divulgação”, recebeu aproximadamente R$ 581 mil.
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O que chama atenção é que Cracia, que recebe mais de meio milhão pelo serviço de locação de veículos, possui apenas dois carros registrados junto ao Detran-DF.
Ambas as empresas estão sediadas em uma pequena sala comercial alugada no Setor Bancário Sul, em Brasília, e não dispõem de pátio ou garagem para guardar os veículos.
A Direct Voice, fundada em 2006, pertence a Tatiana Arcanjo Nascimento e Emilia Arcanjo Nascimento. Emilia tem uma longa relação com Silas Câmara: ingressou na Casa em 2005, como assessora do ex-deputado e pastor Pedro Ribeiro (PR-CE). Depois, atuou no gabinete do também pastor Silas Câmara, de onde foi exonerada em maio de 2010.
Silas foi o segundo parlamentar que mais contratou serviços do grupo Cracia em 2013, no valor de R$ 204 mil. Juntas, a Cracia Assessoria e a Direct Voice Marketing faturaram, em 2013, cerca de R$ 1,224 milhão.
O deputado disse não ter nenhuma relação com o modo de atuação dos ex-assessores Jo Carneiro da Rocha Menezes e Emilia Arcanjo Nascimento e lembra que durante os 16 anos de mandatos já teve entre 15 e 20 servidores no gabinete.
Confira quanto cada deputado gastou em 2013 com as empresas suspeitas:
Silas Câmara (PSD-AM) R$ 204.069,08
Takayama (PSC-PR) R$ 100.889,68
Antônia Lúcia (PSC-AC) R$ 90.141,50
Roberto de Lucena (PV-SP) R$ 47.300,00
Marcelo Aguiar (DEM-SP) R$ 12.600,00
João Campos (PSDB-GO) R$ 43.200,00
Erivelton Santana (PSC-BA) R$ 87.942,90
Zequinha Marinho (PSC-PA) R$ 71.940,43
Alice Portugal (PCdoB-BA) R$ 26.700,00
Henrique Oliveira (SDD-AM) R$ 9.850,00
Liliam Sá (Pros-RJ) R$ 4.450,00
Lourival Mendes (PTdoB-MA) R$ 1.500,00
Simplício Araújo (SDD-MA) R$ 1 080,00
Raul Lima (PP-RR) R$ 336.782,98
Edson Santos (PT-RJ) R$ 165.891,70
Total R$ 1.224.338,64

Nota do deputado Roberto de Lucena

“Nota de esclarecimento
No mês de abril, o jornal Correio Brasiliense fez uma série de reportagens acerca da administração de recursos provenientes de verbas indenizatórias pelos deputados federais e destacou o caso de uma empresa de consultoria com movimentações que chamavam a atenção pelo volume e pelo fato de seus proprietários serem ex-secretários parlamentares.
Uma relação de parlamentares que contrataram os serviços dessa consultoria foi apresentada na matéria. O gabinete do deputado Roberto de Lucena também contratou os serviços dessa empresa nos meses de agosto, setembro, outubro e dezembro de 2013.
A contratação foi técnica. Não há nenhum impedimento para que consultorias de ex-secretários parlamentares sejam contratadas na Câmara dos Deputados. As requisições dos serviços, bem como o trabalho executado, que trata-se de discursos, projetos de lei e pareceres, foram apresentados ao departamento que faz o controle, e o pagamento foi feito contra a nota fiscal.
Todo o procedimento foi legal, legítimo e autêntico. A empresa existe, trabalha com quadro técnico qualificado e tem sede no plano piloto. Não havia e nem há informações na Câmara dos Deputados que a empresa em questão estivesse ou esteja sob suspeição. Todo o processo, com todos os documentos, foi colocado à disposição, e o assunto ficou totalmente esclarecido.
Lamentamos a abordagem parcial da matéria, de um assunto já devidamente esclarecido em abril, e a respeito do qual o gabinete não foi procurado a fim de que tivesse a oportunidade de prestar os devidos e necessários esclarecimentos não apenas aos editores e ao profissional jornalista, mas a toda população.
E isso estranhamente num momento eleitoral. E ao mesmo tempo em que o deputado Roberto de Lucena figura no ranking elaborado pelo portal Atlas Político, veiculado pela revista Exame.com, como o 5º deputado federal mais atuante do Brasil e o primeiro do Estado de São Paulo.
E por respeito aos internautas que acessam esse reconhecido portal em busca de notícias e informações relacionadas ao universo cristão e, em nome da justiça e da verdade, prestamos esses esclarecimentos. 
Assessoria deputado federal Roberto de Lucena (PV-SP)”
https://www.gospelprime.com.br/deputados-evangelicos-esquema-cotao/





Revista Época: O casal encrenca da Câmara



A deputada federal estreante Antônia Lúcia e o deputado federal Silas Câmara, reeleito para o quarto mandato, têm muito em comum. Eles são evangélicos, líderes da Assembleia de Deus e filiados ao mesmo partido, o PSC. Casados, moram na mesma casa, em Manaus. A única diferença é que foram eleitos por Estados diferentes: ele pelo Amazonas, ela pelo Acre. O caso pode parecer estranho, mas é formalmente legal. Foi a maneira encontrada para driblar a lei. Se tivessem o título de eleitor no mesmo Estado, não poderiam ser candidatos ao mesmo cargo. Em Brasília, vão morar juntos, no apartamento funcional ocupado por Silas. Mesmo assim, ela não abriu mão do auxílio-moradia de R$ 2.500 por mês.
O truque do registro em outro Estado e a apropriação questionável dos R$ 2.500 são as dúvidas mais leves que pairam sobre o casal. Antônia responde a sete ações no Acre: compra de voto, falsidade ideológica, fraude processual, formação de quadrilha, peculato, uso de caixa dois e falso testemunho. Um pedido de prisão preventiva chegou a ser aprovado em 2010. Os desembargadores entenderam que ela tinha fornecido endereço falso para se livrar de intimações e atrasar processos. Entre eles está um em que é acusada de distribuir 1.200 litros de combustível numa carreata.
Silas não é menos enrolado. Ele foi investigado pela Polícia Federal (PF) a pedido da Justiça Eleitoral do Amazonas. Escutas desvendaram as peripécias do casal nas campanhas simultâneas. O caso mais grave foi em setembro, quando a PF prendeu Heber e Milena Câmara, filhos do casal que estavam com R$ 475 mil sem origem declarada. O Ministério Público diz que o dinheiro tinha sido enviado pelo marido, do Amazonas, para a campanha da mulher, no Acre. Seria gasto com a compra de votos e despesas de caixa dois.
As escutas mostram que Antônia e Silas se assustaram, mas não se intimidaram com a prisão dos filhos. Por telefone, ela deu a notícia ao marido: “Nossos dois filhos foram presos na PF”. Ele perguntou sobre a acusação. Resposta: “Não sei. Pode (ser o) dinheiro?”. Silas concluiu: “Pode. Estou orando que não seja”. A oração não funcionou. A prisão foi mesmo por causa do dinheiro.
Há dez anos, Silas é réu em um processo que corre em segredo no Supremo Tribunal Federal (STF). Em 2009, também foi denunciado por falsidade ideológica e uso de um RG falso em procurações e alterações de contratos sociais de uma empresa da qual era sócio. Se for condenado, perde o mandato e pode pegar até cinco anos de prisão.
Silas e Antônia têm quatro filhos. Os mais velhos dirigem a TV Boas Novas e uma rede de rádio no Amazonas e no Acre. É o maior conglomerado de comunicação evangélica do Norte, mas Silas e Antônia não constam como dirigentes. Segundo a PF, o casal usava as emissoras ilegalmente para fazer campanha. Silas cometeu outras ilegalidades que podem resultar em cassação. Entre elas, permitiu que a mulher usasse um celular da Câmara na campanha.
Questionado sobre as denúncias, o casal respondeu por meio de uma nota única, como se fosse uma entidade. Eles dizem que o dinheiro apreendido com os filhos não era deles. Sobre o processo no STF, Silas alega inocência. “As acusações têm origem em denúncias absolutamente improcedentes, maquinadas há mais de dez anos por adversário político com interesses paroquiais”, diz.
Fonte: Revista Época
https://bereianews.com/tag/silas-camara/


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