28 de mai. de 2009

Tecnicos sugerem planos para o turismo litoraneo- Folha de São Paulo, 27 de agosto de 1972 - pág 27


As possibilidades do potencial turístico do litoral paulista foram analisadas pela equipe de especialistas do Grupo Técnico de turismo, empresa que se dedica a assessora os municípios dessas regiões em seus planos de desenvolvimento.
Segundo o GTT, o turismo constitui um fator de notória influencia na estruturação dos núcleos habitados. Ao longo de todo o litoral de São Paulo, criaram-se pontos que hoje são conhecidos como de “recreação turística”: Ubatuba, Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião, Bertioga, Guarujá, Santos, São Vicente, Praia Grande, Itanhaem, Peruíbe, Iguape e Cananéia, entre outros. Uma vez iniciada a ação planificadora nos pontos conhecidos como núcleos urbanos, que serão pólos, ao redor deles surgirão os centros de interesse turístico, sem q eu sejam afetadas as arquiteturas existentes, que muitas vezes integram as origens e a história do próprio país.
Nesse particular, cumpre que os municípios procurem estruturar-se para a conquista e preferência do mercado turístico e da demanda que fatalmente provocarão se forem dotadas das indispensáveis infra-estruturas planificadas.

IMPLANTAÇÃO DE PLANOS

Quanto às limitações econômicas dessas regiões para a implantação de planos de desenvolvimento turístico, os técnicos do GTT argumentam que é justamente nas áreas menops desenvolvidas, mas dotadas de atrativos naturais, que o turismo ganha maior incremento. Há exemplos no exterior e no litoral paulista, de norte a sul, tem em sua geografia um potencial capaz de assegurar-lhes as melhores perspectivas nesse particular.
Duas vias de acesso que os governo federal e estadual estão construindo deverão modificar radicalmente essas duas regiões afirmam. Todos os planos de turismo, tanto oficiais como particulares, servem de ponto de partida para um estudo por setor e área, bem como a analise do equipamento necessário a curto e longo prazo, tendo em vista as planificações no âmbito municipal.
Como a maioria dos municípios compreendidos na extensa faixa litorânea do Estado é economicamente limitada, os investimentos reclamados pelos receptivos planos devem caber à iniciativa privada, segundo aconselha o GTT.

APOIO OFICIAL

Sem projetos e planificações adequadas, as Prefeituras pouco poderão pretender em matéria de ajuda oficial, na opinião daqueles técnicos. Cada plano depende, como é natural, de estudo minucioso das configurações econômicas, administrativas, urbanas, sociais, geográficas, peculiares aos respectivos municípios. O GTT, em sua assessoria, oferece de inicio dois cursos: Teoria e Técnica de Turismo e Turismo Municipal, para a formação de pessoal especializado.
Relativamente aos programas da Secretaria de Cultura, Esportes e Turismo do Estado, visando a preservação das áreas e desenvolvimento do turismo no litoral, embora entendendo que se trata de contribuição significativa, os técnicos do GTT fazem restrições quanto a necessidade de informações mais completas para melhor o turista, tais como condições de acesso, transportes, alojamentos, preços e categorias de hotéis, além de dados como situação da cidade, população, clima, atrativos turísticos, etc.
Na foto original traz pescador dentro de seu barco, arrumando a rede de pesca, com a seguinte legenda: As belezas estão ai. Falta a planificação do turismo.
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27 de mai. de 2009

DESENVOLVIMENTO TURÍSTICO- Revista Paulista dos Municipios 1973


Teleférico Campos do Jordão -SP


DESENVOLVIMENTO TURÍSTICO – GTT- GRUPO TÉCNICO DE TURISMO
Revista Paulista dos Municípios – 1973

Para as sociedades modernas em economia de mercado, uma das principais funções do Estado é a prestação de serviços públicos, e uma parte importante destas, se materializa na utilização do equipamento social, tal como avenidas, parques públicos etc., considerados gratuitos. Os bens de demanda individualizada seriam o abastecimento de água, energia elétrica, etc.
Geralmente, as infraestruturas e o equipamento social, não em uma finalidade exclusivamente turística, porém, são utilizadas pelos turistas, e sua existência resulta fundamentalmente para a fixação e consolidação de uma corrente turística de relevo. A estes efeitos o interesse turístico de determinadas infraestruturas obriga a tomar em consideração, no momento de programar inversões públicas

PONDERAÇÃO

Ao planificar as inversões públicas, deve o “motivo turístico”, receber a adequada ponderação para estabelecer a ordem de prioridade correspondente, por aplicação de critérios objetivos. Pode-se falar de inversões nas infraestruturas turística ao considerar a criação de equipamento social, em cujo uso o desfrute do turismo constitua um fator preponderante.
A qualificação de infraestrutura turística será, por conseguinte, mais ou menos ajustada, segundo os casos, porém importa assimilar que o moderno turismo de massas, precisa taxativamente da existência de um nível mínimo no conjunto das infraestruturas gerais. A falta dos mesmos, poderá desenvolver centros turísticos de características singulares, geralmente, em zonas costeiras, porém dificilmente poderá chegar-se ao conceito de região ou zona turística, apta para receber importantes contingentes de visitantes, tanto nacionais como estrangeiros.
A atividade econômica privada tira indubitavelmente partido de uma contextura infraestrutural evoluída, obtendo-se um número maior de investimentos.
Aparte das infraestruturas gerais, como maior ou menor predomínio de utilização turística, a atividade inversora do Poder Público cria, de modo mais direto, economia externas mediante certas realizações vinculadas a determinadas explorações essencialmente turísticas. A construção de instalações de montanhas: teleféricos, mirantes etc. – ou de portos para iates e embarcações de recreio, ou mesmo a criação de aeroportos em zonas turísticas. Por conseguinte, o Poder Público deve intervir para completar a atividade privada ou suprir sua falta, onde assim o for necessário.
Outro campo de ação é a ativação do equipamento cultural, tais como os museus, a restauração de monumentos, a criação de parques nacionais, etc., que constituem claro os atrativos turísticos. Como complementação desse equipamento, surgem os aspectos de formação profissional, fonte de importantes economias externas para as empresas turísticas e que constituem um campo adequado à ação estatal.
A formação profissional se inscreve por direito próprio, no planejamento estatal. A qualidade geral dos serviços turísticos se fará ligada não só à qualidade material do equipamento e da infraesturtura disponível, senão muito fundamentalmente à própria qualidade dos serviços pessoais. Neste aspecto não basta que o Poder Público estabeleça o “quadro”, deve fixar o nível de conhecimento profissional precisos para exercer cada atividade diretamente relacionada com o turismo, e também deve promover a especialização, a formação profissional, tanto de um modo indireto, como tomando a seu cargo a tarefa de elevar a qualidade dos serviços turísticos.
PROMOÇÃO GERAL

Dentro desse trabalho, encontra-se em primeiro lugar o conhecimento estatístico do fenômeno turístico.
A dificuldade que oferece o fenômeno turístico para uma fixação completa dos seus próprios limites dificulta de modo notável o engano de um conhecimento suficientemente complexo do mesmo, tal como demanda peremptoriamente a investigação cientifica do fenômeno. A mera contagem de fronteiras, de aeroportos, portos ou estabelecimentos hoteleiros, se revela como insuficiente na maior parte dos casos. É preciso chegar ao conhecimento das estadas dentro do país, ou municipio, das pernoites por categorias de alojamentos, de distribuição geográfica dos fluxos turísticos, do volume econômico e da estacionalidade e direção das correntes de turismo interior. Por outro lado, precisa-se conhecer por categorias e tipos, a capacidade de alojamentos disponíveis, seu grau de ocupação estacional, o equipamento turístico complementar, o inventário dos recursos turísticos, etc.

A informação estatística constitui, ademais, um instrumento fundamental para a realização de estudos de todo o tipo sobre o turismo; em primeiro lugar, estudos e análises estruturais, estudos econômicos, sociais e administrativos em um amplo campo e , finalmente para planejar estudos econométricos de maior interesse com efeito e projeção futura.
P trabalho orientador realizado pelo Poder Público, atua na análise setorial do turismo dentro do marco da planificação econômica geral. Dito trabalho tem, um caráter meramente indicativo para o setor e vinculante para a Administração Pública, que não deve, sem embargo, limitar sua atividade planificadora ao âmbito da macroeconomia.
Cabe ao Estado, a propaganda geral do país, como oferecedor de atrativos e serviços turísticos, dada a importância do turismo para o conjunto econômico nacional. Tal propaganda deve encaminhar-se à captação do turismo interno, e quando houver condições globais, do turismo estrangeiro. Os movimentos turísticos internos constituem um fator importante de redistribuição de rendas desde as zonas urbanas ou industriais, a aquelas outras, aonde os fatores de ruralização, mantêm as estruturas econômicas e social em estado de relativo atraso.
Outra faceta a ser fomentada pela Administração Pública, é o da informação ao turista potencial, dos atrativos, dos meios, o equipamento e as possibilidades que existem em tempo, modo e lugar, para seu uso e desfrute.
O Pode Público como animador do desenvolvimento turístico, deve ter em conta, itens de real valor à causa do fenômeno que são: subvenções, créditos, isenções fiscais e ajuda administrativa em geral.
Em resumo, o papel a desempenhar como impulsionador desse desenvolvimento, não se limita a uma atuação sobre a demanda, através de propaganda ou das facilidades administrativas de todo tipo, senão que estimula as decisões privadas de intervir em equipamentos e serviços turísticos, facilita a obtenção ode uma adequada rentabilidade direta, ao tempo que se conseguem objetivos de tipo social ou de economia geral e colabora e coopera com a iniciativa privada de um modo direto, superando a antiga antinomia econômica: individuo-Estado.

PARTICIPAÇÃO

A atuação do Pode Público pode ser através de serviços diretos de administração, organismos autônomo, empresas de economia mista e empresas nacionais.
A atuação mercantil dos serviços diretos são poucos importante, devido, sobretudo, às dificuldades que cria em especial o ordenamento contábil da Administração Pública, por sua falta de agilidade para atuar em concorrência com a iniciativa privada. Em alguns casos pode afirmar-se que é esta que está “invadindo” – por assim dizer – o campo da Administração, como ocorre no setor da informação turistica. O desenvolvimento dos movimentos turísticos tem feito entrar no campo da possível rentabilidade privada um “serviço” que – como havíamos dito – era basicamente desempenhado pelo
” que – como havíamos dito – era basicamente desempenhado pelo Estado sem percepção de ingressos diretos.
A atuação pública através de organismos autônomos não esbarra, em geral, em todas as limitações inerentes à administração estatal. Permite, uma maior agilidade e é, sobretudo, adequada para atividades que não são absolutamente auto-suficientes e menos rentáveis, por quando facilita a outorga de subvenções diretas ou o financiamento de determinados aspectos da atividade mercantil com fundos públicos.
As sociedades de economia mista constituem uma criação tipicamente francesa. Nelas se conjugam de modo flexível as iniciativas públicas e privadas em ordem a promover – em nosso caso – o desenvolvimento turístico de uma zona ou centro. Em parte, estas sociedades respondem ao planejamento das ações concertadas; quer dizer, que a participação do Poder Público se reflete em concessão de isenções tributárias e créditos oficiais.
O Poder Público, participa da direção, administração e dos resultados econômicos da sociedade de acordo com as condições pactuadas com os sócios particulares.
As sociedades de economia mista, são, portanto, basicamente diferentes das empresas nacionais com capital misto, público e privado e tratam fundamentalmente de resolver o problema da ausência de infraestrutura em ordem à rentabilidade direta da empresa, ao mesmo tempo que o setor público se associa aos interesses privados nas tarefas de promoção de um modo ordenado e conjunto.
Deixamos por último a consideração das empresas nacionais, que não são a forma de atuação do Estado mais certa para o desenvolvimento turístico. As empresas nacionais, que tem seu fundamento filosófico por principio à produtividade social e não a rentabilidade privada, entravando assim o turismo.
Cremos que o desenvolvimento turístico de determinadas zonas exige chegar, formal ou informalmente, a um sistema de economia mista, tal como antes se define, na primeira etapa de estabelecimentos de núcleos propulsores, que arrastem logo atrás de si as atividades da indústria privada. Ela complementaria a atuação direta do Estado no campo turístico, básica para o desenvolvimento deste setor, cuja transcedência social, política e econômica, não PE preciso enaltecer.
O artigo abrange as páginas 60 e 61 – As ilustrações originais são: Teleférico, com a legenda: O miniférico é uma grande atração turística que o Brasil começa a implantar. A outra foto é de um aquário com a legenda: Os golfinhos são a alegria das crianças e de pessoas de todas as idades.
O GTT- Grupo Técnico de Turismo criado em 1973 era dirigido por: Eduardo Vinitius de Souza Carvalho José Canizares Filho, José Caparrós Garcia e Otavio Demasi.Aquário Municipal de Santos-SP

Fotos: www.rotasedestinos.com.br - www.guiadecamposdojordao.com.br

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ANÁLISE DO COMÉRCIO DA ESTÃNCIA DE ÁGUAS DE LINDÓIA- Abril de 1974- Jornal A MONTANHA Ano 1 número 13

Artesão confeccionando seu trabalho A Assessoria Técnica Turística, através do Sr. Otavio Demasi, entregou ao prefeito municipal Dr. Adolfo Mantovani, os resultados da análise sobre o “comércio-lojista” de Aguas de Lindóia.
Analisando em detalhe o comércio local, principalmente o da Rua São Paulo, que é o principal, chegou a conclusão notando certas falhas cíclicas tais como: compra de mercadorias prontas de outras cidades; identidade de mercadorias em quase todas as lojas da cidade; mistura excessiva de mercadorias, não havendo um tipo de especialização; falta de sofisticação na decoração das lojas e na apresentação da mercadoria (deve-se aqui resguardar ínfimas exceções); fachadas das lojas sem nenhum gosto, além de serem fechadas com portas inteiriças o que dá um aspecto horrivel à noite; pouquíssimos letreiros luminosos adornando a frente, e alguns existentes estão com nome incompleto, ou melhor; sem as letras; venda de artesanato de outras regiões; ausência total do artesnato local, o que existe são artigos vendidos em todo o país, mas com o clássico dizer: “Lembrança de Águas de Lindóia”.
Depreende-se de tudo isso: concorrência desleal quanto ao preço; concorrência desleal quanto à tipo especifico de mercadoria e ramo de negócio; menores gastos dos turistas no comércio pelo desinteresse, pois 90% das mercadorias vendidas são encontradas nos centros emissores d’onde provém a maioria de nossos turistas; preços fora do normal devidos aos custos dos fretes; ausência de uma política lojista ou comércio devido a inoperância da Associação Comercial da Cidade, ou pelo desconhecimento e descaso dos comerciantes estabelecidos pela mesma; fama de comércio caro e no nosso caso o turista da Cidade vai para Serra Negra, que tem fama de mais barateira e um comércio mais forte e diversificado.
A grande maioria do problema é a falta de criatividade, o que poderia ser sanado com um trabalho em conjunto: comerciantes e DECETUR e Escola de Artezanato, dentro de um esquema de criar modelos e mercadorias diversas o máximo possível e dentre de um sistema de rodízio, fazer com que todas as lojas sejam beneficiadas e melhorem o seu padrão. Outra sugestão seria a contratação de um decorador para que em épocas como primavera, verão, outono, inverno, dia das mães, dia dos namorados, dia do papai, e outras datas, elaborasse as vitrines das diversas casas comerciais, dando uma melhor visualização e aguçando o turista a gastar mais. Solicitar ao SENAC, dentro desse setor quais os cursos que poderiam ser dados na Estância para o aprimoramento, como exemplo o curso de vitrinismo, cartazismo, de balconista, etc. Outra sugestão seria estudar com o CEFORP – Centro de Formação Profissional, possiveis cursos à saber: Iniciação Artesanal em: Acrílico, Couro, Fibra de Vidro, Luminárias, Moldagem, Mosaico e Resinas Plásticas. Tais cursos são dados por professores do CEFORP_, que se localiza na Guanabara, à Rua Frederico Silva, 86 – bloco B, sala 615. Pode-se pedir curriculum completo dos cursos e estudar uma fórmula de mandar um representante para cada setor estudar no Rio ou a vinda de professores à Águas de Lindóia para ministrarem o curso junto a Escola de Artezanato.
É hora de cerrar fileiras, tanto animar o trabalho de uma Associação Comercial, os lojistas em particular que em conjunto com a nossa Escola de Artesanato, com a coordenação do DECETUR, partirem para a solidificação e mudança de toda uma estrutura comercial que se torna dia a dia arcaica.
fotos: brasão- www.portaldasaguasdelindoia.com.br - artesã: noticiasdamata.blogspot.com
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ANÁLISE HOTELEIRA DA ESTÃNCIA DE ÁGUAS DE LINDÓIA- Março de 1974/ Jornal A MONTANHA Ano 1 Número 12

A Assessoria Técnica Turística, através do Sr. Otavio Demasi, entregou ao Prefeito Municipal Dr. Adolfo Mantovani, os resultados do levantamento dos hotéis e pensões da Estância.
Entre os problemas visualizados pela Assessoria estão: falta de Administração Hoteleira em todos os hotéis da Estância, sendo que a administração é feita em padrões antigos e ultrapassados, o que acarreta desperdício, prejuízos, aumento de despesas, um continuo aumento nos preços das diárias; inexiste levantamento de custo por hóspedes, exceção feita do Hotel das Fontes, que procura ao máximo racionalizar o seu custo fixo; Falta de conhecimentos técnicos atualizados junto à Direção, Administração e Gerência dos hotéis; falta de equipamentos tais como: barbearia, loja de souvenir, engraxataria, salão de beleza, equipamentos de diversão, esportivo e noturno, sendo que somente 3 hotéis passam sessões cinematográficas e um possui boate, embora 6 dos 7 hotéis de maior expre3ssão na Estância possuem “play-ground” para as crianças se divertires: Ausência de atuação em bases técnicas e dinâmica da Associação dos Hoteleiros de Águas de Lindóia, o que acarreta para o DECETUR, sobrecarga de serviços que não são às vezes de sua alçada; Desunião da própria classe hoteleira que acarreta desperdício de dinheiro e dilui as promoções e divulgações, que geralmente são feitas individualmente; Falta de uma Central de Abastecimento que viria a diminuir os custos com a alimentação, pois seria feita compra global para os hotéis da Estância e pelo maior volume cairia os preços; Trabalhos isolados sem a colaboração do DECETUR; Fraquíssimos contatos com Agencias de Viagens, Operadores Turísticos, Transportadores turísticos e ínfimo material de divulgação para distribuição; Falta de conquista de novos mercados; A exagerada alimentação dada nos hotéis aos hóspedes com a maioria dos hotéis dando no almoço um prato frio, um prato liquido e dois pratos quentes, além de sobremesa, acarreta um altíssimo custo fixo e grande número de mão de obra que nas épocas de baixa estação fica totalmente ociosa; Tentativas isoladas de tirar das diárias a obrigatoriedade da alimentação praxe na Estância, sendo que os resultados foram negativos, pois houve ausência de divulgação, trabalho de relações públicas falando das vantagens dessa medida e o pior, tentativa isolada do ponto de vista do hóspede, ele estava sendo “lesado”; gratuidade no transporte dos hóspedes pela Estância, que com o aumento da gasolina, custo das peruas e capital imobilizado oneram a todos os hotéis; Ausências de promoções especiais fora das épocas de maior fluxo turístico.
Entre as medidas de imediato: maior entrosamento de toda a hotelaria com o DECETUR; funcionamento da Associação dos Hoteleiros de Águas de Lindóia, possivelmente com alguma pessoa contratada para dinamizar as mesmas; realização de seminários, cursos de cunho técnico profissionalizante seja através do SENAC, CENTRETUR ou buscando especialistas no Exterior, como exemplo: Suíça- Escola de Hotelaria de Salzburgo; dinamização de setor de congressos e convenções nas épocas de “baixa estação”; trabalho mais permanente junto a Agencias de viagens de todo o Brasil; A médio prazo, mudança do sistema hoteleiro abolindo a alimentação no preço da diária e implantando o serviço “a la carte”; conquista de mercados principalmente sul-americanos; participações em todas as convenções de Agentes de Viagens, em feiras de todo o tipo a fim de manter vivo o nome da Estância na mente dos turistas em potencial; representações nas principais capitais do Brasil para trabalhos constantes de informações turísticas, divulgação e propaganda e relações públicas.
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25 de mai. de 2009

INTERIORIZAÇÃO E TURISMO - REVISTA PAULISTA DOS MUNICIPIOS - Março de 1973

Hotel do Lago em Águas de Lindóia - Minha homenagem ao Prefeito Dr. Adolfo Mantovani
A necessidade premente de levar o desenvolvimento a um número cada vez mais numeroso de Municípios, tem feito com que as autoridades procurem dinamizá-las através dos mais variados expedientes, embora muitos sem quaisquer condições de infra-estrutura urbanística. O apoio ao aprimoramento da agricultura, pecuária e os incentivos para a implantação de industrias para essas áreas, tem toda a gama de ajuda possível e imaginável.
Tendo aparecido no mundo como força de desenvolvimento, a agricultura e depois a industria, vemos surgir hoje em dia uma terceira força econômica e que ultrapassa as vezes , as barreiras dos prognósticos mais evoluídos e abasados: o Turismo. E a pergunta então é feita: o turismo pode ser alavanca para a interiorização do desenvolvimento no Brasil ?
Sabendo-se que quase a totalidade de nossas comunas deixam de apresentar saneamento básico, como incentivar nessas áreas o fenômeno turístico, que também necessita de meios de comunicações bem estruturados.
Em contrapartida, mesmo sem certas condições básicas, o turismo acontece trazendo vantagens e desvantagens. Mas o que ocorre, é a falta de uma dinâmica técnica para bem usufruir-se do fluxo econômico que atingem esses “núcleos receptores”. Além disso, a falta de estimulo constante a essas mesmas correntes, ou outras que devem ser conquistadas, são relegadas, o que desestimula de certa forma a iniciativa privada. Esta deixa de investir, e os que possuem capital ali mobilizados querem usufruir o máximo de lucro, e na maioria das vezes não reaplicam parte desse lucro no Município. Nessas condições, o turismo só vem trazer “complicações à cidade”.

A TÉCNICA TURISTICA

Há um meio de resolver inúmeros problemas considerados insolúveis no turismo: é a correta aplicação da ampla técnica turística. Turismo, não é a mera comemoração do dia da fundação da comuna ou um outro eventual evento, durante o ano. Vê-se cidades que possuem um rico folclore, mas que por tradição, é comemorado determinado folguedo uma única vez ao ano, o que prejudica em muito, pois, querer trazer todos os turistas potenciais na data especificada é impossível. Deixa, assim, o núcleo receptor, de receber correntes massivas e constantes.
Precisam entender os responsáveis do turismo, a importância de ter-se estatísticas específicas, pois elas determinam com grande margem de segurança, os caminhos que deverão ser perseguidos, oferecem dados que possibilitam uma diretriz da política a ser adotada para melhorar as condições em todos os setores, e sentir como anda a “imagem turística” do Município.
Fato comum é pensar-se que a existência de um acidente geográfico qualquer, de maior ou menor dimensão, é o bastante para atrair turistas a conhecerem a cidade. O engano é redundante. Tendo-se um estudo detalhado da geografia turística, uma análise dos aspectos diferenciais, pode-se começar a pensar em “promover”, mas tendo em conta, sempre, a concorrência de outros pólos turisticos na região, que determinarão maior ou menor investimentos.
O administrador municipal deve ver que verbas possui para pôr em prática o turismo. A questão do financiamento pode-se solucionar de várias formas. Uma delas é a criação de Empresa de Economia Mista. Mas pleitear verbas Federais, Estaduais oui mesmo de particulares, exige que o Muinicipio traga à fonte financiadora algo de palpável em termos de rentabilidade econômica, e isso só se consegue com um trabalho bem orientado. Deve-se ter sempre em mente que turismo é mais prestação de bons serviços e informações do que obras.
Um vicio é a aplicação de recursos públicos em “Hotéis Municipais”.
É sabido que o poder público, através do seu órgão oficial de Turismo, deve orientar, disciplinar e fiscalizar o desenvolvimento turístico e aplicar verbas no aprimoramento profissional, na promoção e outros itens que incentivem um maior fluxo de turistas. O argumento para a construção desses alojamentos é a falta de acomodações, que poderiam ser minoradas pelo aproveitamento de alojamentos extra-hoteleiros ou incentivando a iniciativa privada a investir no setor.

TERCEIRA FORÇA
Criar condições de aumento da população flutuante, aplicando uma técnica dinâmica e flexível, é a própria essência do turismo moderno. A diferenciação entre planejamento e assessoria turística, está em que o primeiro é hermético, sendo adotado mais para regiões que não possuem urbanização convencional e muito menos turística e que irão ser um pólo previamente concebido, enquanto que a segunda, presta-se a corrigir, implantar e desenvolver a temática turística, usando os elementos do meio, bem como a própria urbanização convencional já sedimentada, equacionando o problema de oferta e demanda.
Cremos que os atuais mandatários municipais poderão ter com o aproveitamento técnico do turismo, uma grande opção para o desenvolvimento econômico e social do Município, possibilitando uma realidade insofismável que é a interiorização do desenvolvimento, pois o turismo, embora seja a terceira força surgida é em muitos lugares, superior aos rendimentos da agricultura e da indústria juntos.
Página 71 - A foto estampada na Revista Paulista dos Municipios traz na sua legenda: Assinatura do primeiro contrato de Assessoria Técnica Turística para um municipio. No gabinete do prefeito de Águas de Lindóia dr. Adolfo Mantovani, o professor Fábio Gamba, Superintendente do FUMEST e os diretores do GTT, srs. José Caparrós Garcia e Otavio Demasi
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Técnico diz que SP precisa se promover. Folha de São Paulo de 15 de agosto de 1974

Praça da Sé com catedral - A foto original mostrava a mesma área. Legenda: O metrô será uma das atrações da cidade. Reportagem Local - página 14 São Paulo está fazendo uma campanha turística para atrair os cariocas nos fins de semana. Mas São Paulo precisa fazer isso ?
Resposta de um especialista, Otavio Demasi, presidente do Centro Técnico de Turismo, de São Paulo, é sim. A campanha não é do CTT, e ele diz não conhecer os resultados que está apresentando, mas afirma que a iniciativa é boa e dá outras informações e idéias sobre as vantagens da exploração do turismo como uma lucrativa industria para toda a região. Ele salienta:
“Embora São Paulo já tenha em todo o Brasil e até no exterior uma imagem que a cada dia aumenta mais, pelo simples fato dele vender produtos e serviços praticamente para todo o país e também a outros, é preciso haver um trabalho especial do ponto de vista turístico. Só assim projetará uma imagem realmente capaz de atrair turistas. Trata-se de vender o produto turístico, atraindo gente de fora para dentro, num processo inverso ao da venda de mercadorias, trazendo movimento econômico à Capital, que é a essência desse fenômeno moderno”.
Segundo o presidente do CTT, chegou a hora de deixa de lado “a filosofia de que o turista vem sozinho”, e partir para a racionalização da conquista do mercado potencial existente. Cita, porem, o especialista italiano Guglielmo Tagliacarne: “Vale mais dominar a demanda do que possuir uma boa oferta”. “São Paulo deve, portanto,, primeiramente dominar a demanda, embora possa ir tratando de melhorar a oferta”. “Esse domínio fará com que possamos adequar nosso produto a ser comercializado, co as necessidades do mercado comprador.
Diz mais Otavio Demasi:
“Turismo, embora chamado de industria, deve também ser tido como serviço , ou como o economista francês André Piatier o definiu: Transformação de consumo. Ou ainda economia de consumo, expressão usada pelo técnico Kurt Kraft..
“Essa industria de serviços tem uma peculiaridade, pois deixa de possuir o que chamamos estoque, o que quer dizer: a cama do hotel, a poltrona do avião não utilizadas no dia, devem ser contabilizadas, como dinheiro perdido”.
“O produto turístico de um hotel, por exemplo, é a sua capacidade traduzida em leitos e serviços paralelos, o bar, o restaurante, a boate, o salão de convenções, etc. O produto turístico de uma cidade é o seu todo, ou o seu espaço geoturistico é tudo aquilo que pode ser consumido pelos “forasteiros que se deslocam para efetuar uma troca de residência não permanente”, segundo o professor Angel Alcaide Inchauste”.
Segundo Demasi, pode-se traçar um roteiro de técnicas e métodos de marketing para a promoção turística, devendo-se sempre analisar as campanhas turísticas para se verificar sua eficiência. Ele diz que no Brasil, geralmente “as campanhas são concebidas intuitivamente, a gosto e capricho do interessado, sem se levar em conta a motivação dos consumidores”.
“Em turismo, porém, devemos vender aquilo que realmente mais interessa à demanda, e nunca o que mais nos convém. Deve-se ter em mente que quanto maior for o grau de diferenciação, menor é o grau de susceptibilidade entre dois produtos. Quando o grau de diferenciação é infinito, a elasticidade de substituição é nula. Por exemplo: Foz do Iguaçu. Por isso é sempre importante sabermos muita coisa sobre os consumidores, como suas opiniões, comportamento, preferenciais”.
Em seguida, diz ele: “Devemos procurar saber se, por exemplo, sobre a campanha para atrair cariocas, as motivações usadas pela Secretaria de Turismo e Fomento da Prefeitura são validas em relação ao mercado carioca”.
Diz ainda que para manifestar-se sobre aquela campanha, precisaria conhecer “os textos, as ilustrações, os interesses da opinião pública e se os custos operacionais compensarão.à curto, médio e longo prazo, o incremento de correntes daquele núcleo emissor”.
Sonia Garcia, diretora do CTT, diz: “Todas as campanhas que visam a atrair correntes turísticas se baseiam fundamentalmente, no mercado paulista. Exemplificando: “Visite o Nordeste”. Deixa-se de lado públicos que estão mais perto do objetivo a ser vendido, tentando conquistar mercados mais longinguos, o que faz aumentar os gastos e o grau de incerteza de venda, pois em turismo o serviço não vai ao cliente. Este é que tem de ir ao serviço. Isso representa distancia a percorrer. E temos também a redução do tempo livre e evidentemente a menor estacionalidade, pois os custos são maiores, bem como uma demanda em menor escala. No caso do Nordeste, o mercado poderia ser consumido primeiro pelos nordestinos, o que reduziria em muito os gastos promocionais e publicitários, aumentando-se gradualmente a distancia, conforme o desenvolvimento da infra-estrutura urbanistica e da estrutura turística. Vimos uma avalanche de turistas tomar de assalto o Nordeste, onde os serviços careciam de um maior aprimoramento, onde a demanda superou a oferta, com os turistas sendo explorados nos preços”.
OUTROS PROBLEMAS
Os dirigentes do CTT indicam, como outro problema na área, a falta de estatísticas: “Como podemos vender nosso produto se deixamos de nos conhecer e estamos aéreos com relação a quem já nos consome ? Qual o percentual de turistas que consomem (economicamente) os eventos programados pela Secretaria de Turismo do Município?”
“Em nossa Capital –diz ele- confunde-se muito turismo com lazer, o que impede os levantamentos perfeitos, as estatísticas”.
Mais um problema realçado pelo Centro Técnico de turismo: “Ao vendermos o turismo, mostramos ao cliente o produto através de uma ilusão de ótica, além do fato de que diversos meios e fatores interferem no negocio. A agencia de viagem vende o produto, mas depende do serviço do transportador, do hoteleiros, dos equipamentos do núcleo receptor, sejam esportivos, sociais, recreativos ou de negócios. Depende-se também de outros fatores, como o climatológico, estradas, etc”.
Foto: picasaweb.google.com
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21 de mai. de 2009

TÉCNICO NOS ENSINA TURISMO E VÊ GRANDES POSSIBILIDADES EM SÃO VICENTE- Publicado em Março de 1971

Pomte Pensil Vista da cidade

vista da cidade



Afora a matéria estampada publicada na Folha da Baixada, outros jornais deram cobertura ao assunto à saber: A Tribuna/Santos em 04/03/71 "Plano para incentivar o turismo em S. Vicente"; São Vicente Jornal em 07/03/71 "Técnicos entregam plano de turismo a Jonas". Outro veiculo "Jonas recebe técnicos em turismo" e "Técnicos querem turismo para incentivar São Vicente" - os dois últimos meus registros não guardam data e nomes.


“Se os turistas vêm para São Vicente, mesmo tendo o município uma rede de água e esgotos ainda deficiente, ruas mal calçadas e inexistência de hotéis, porque não explorar mais economicamente esta fonte de renda que chega ao litoral vicentino ? –pergunta Otavio Demasi técnico de Planejamento Turístico de Explantur (firma especializada em desenvolver áreas de Turismo).
Segunda-feira, Demasi esteve em São Vicente a fim de manter contato com o prefeito Jonas Rodrigues e o diretor de turismo, José Fernandes. A principio ficou marcada para esta quinta-feira, o encontro na Prefeitura.
A Explantur (Escritório turístico) se propõe a fazer um levantamento em toda a infra-estrutura do município, visando tornar São Vicente um núcleo receptor de turismo com a oferta de bens de consumo. Estaria incluído nesse plano, um levantamento do setor histórico, ou da parte folclórica e artesanal; do setor extra-hoteleiro e um levantamento estatístico para nortear como é distribuída a corrente turística, saber seu gosto e o que ela gostaria que se fizesse em São Vicente.
O plano inclui também uma parte de teorometria e econometria (estudo global de tudo que se refere ao núcleo receptor- são estudos que medem fluxos de pessoas e rendimentos auferidos na área do turismo – alem de um Curso de Turismo Municipal, visando formar mão de obra especializada no setor.
-“As autoridades municipais e a atividade privada participariam do plano, facilitando o trabalho em todos os setores do Curso de Turismo, formando mão de obra especializada, através de uma planificação que reverteria em maiores lucros para o Município e para o setor comercial, explica o técnico.
S. VICENTE PEDE SOCORRO

Otavio Demasi teve sua atenção despertada para os problemas vicentinos através de uma reportagem concedida pelo prefeito Jonas Rodrigues à “Folha de São Paulo” na secção !A Cidade e o Homem”. Essa reportagem causou profunda impressão na cidade, pois o prefeito colocava a nú os principais e mais graves problemas do município, explicando que o turismo ficaria para mais tarde, quando se resolvessem os quesitos de saneamento básico.
Na mesma reportagem, os técnicos da Explantur, entre eles Otavio Demasi, faziam ver que a salvação de São Vicente está no turismo. –“Os problemas de infra-estrutura da cidade tem relação com o turismo e se resolvem através de uma planificação da demanda turística ou se atacam conforme surgem” – explica o técnico
HOTÉIS NÃO SÃO PROBLEMA

Demasi diz que a falta de uma rede hoteleira não constitui problema: -“Há turismo sem hotéis em São Vicente, pois todo o litoral paulista é classificado como núcleo receptor residencial, ou seja, um setor lotado de apartamentos de turismo considerados extra-hoteleiros. Pensar em fazer hotel em São Vicente, Santos e Praia Grande é um absurdo, pois estas cidades recebem na sua totalidade o turismo paulistano, que na sua maioria é formado de classe média, que simplesmente não conhece o que é hotel turístico e portanto não irá usá-lo devido à oferta fácil de apartamentos de turismo”.
O técnico da Explantur concorda que a população flutuante de 80.000 pessoas que visita o município, trás, em si, muitos problemas. Mas vem também mostrar e incrementar o turismo, que puxa esse enorme potencial de divisas. –“Para que esse dinheiro do turista permaneça em São Vicente, é necessária a união de forças entre o poder público e o particular” –diz Demasi. Os planos da Explantur prevem a distribuição de prospectos, mostrando o que São Vicente representa como atrativo turístico a todos os turistas que entrarem na região de Santos, Praia Grande, Guarujá e Cubatão, além do grande São Paulo.

CONTRIBUIÇÃO DO COMERCIO

- “O comércio local, através de promoções de férias, com um plano bem estruturado e auxiliado pelo poder público, poderia ver as suas rendas aumentadas em janeiro e fevereiro. “A banana-ouro e os quitutes derivados, cocadas, siris e pratos típicos, da região, poderiam ser vendidos em maior escala, não só junto à Ponte Pensil, - local de passagem obrigatória para o litoral sul, como em outros pontos, instalando-se barracas para venda ao público, aumentando a receita municipal. “Os turistas no período das 14 às 17 horas, já estão cansados da praia e nada tem para fazer. Através de uma taxa estabelecida previamente junto às companhias, um guia-turistico local, poderia levar os excurcioniostas a conhecerem melhor São Vicente”. – “outro setor a ser melhor desenvolvido é o da promoção dos esportes náuticos. O turismo beneficia o comércio, quando o comércio trabalha para exploar o turismo e não os turistas – conclui Otavio Demasi.

SÃO VICENTE É ÓTIMO

A imagem de São Vicente, na Capital é a de um ótimo centro de turismo, principalmente para os proprietários de apartamentos na orla, que é um centro natural de descanso. –“Como o município fica num entroncamento, entre Santos e Praia Grande, a sua situação é até certo ponto, boa, por um lado e má por outro. É má porque a imagem de São Vicente se dilui como mera passagem e passeio de turistas que preferem outras paisagens do litoral. Êsse problema poderá agravar-se ou beneficiar-se com a construção da Rodovia dos Imigrantes" - finalisa o técnico.
Otavio Demasi, para quem o turismo é "importante núcleo receptor e não pode formar imagens negativas", diz que só com esta "industria sem chaminés", se poderá salvar o municipio". Ele aguarda a audiencia com o prefeito Jonas Rodrigues.
Na matéria é estampada foto minha
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20 de mai. de 2009

PEDIDO O TOMBAMENTO DO PALÁCIO PIO XII- Folha de São Paulo de 20 de agosto de 1971

Uma representação solicitando o tombamento do Palácio Pio XII, no bairro do Paraíso, foi entregue ontem ao Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artiistico, Arqueológico e Turístico do Estado, assinada por três técnicos de planejamento e desenvolvimento turístico.
Na representação assinada por Otavio Demasi, Antonio Nunes e José Caparrós Garcia, os técnicos apresentam motivos paisagísticos, arquitetonicos e históricos para o tombamento, sugerindo inclusive a possibilidade de o palácio “se preservado, poder se transformar num novo museu sacro, reunindo peças e mobiliário que pertenceram aos ilustres sacerdotes da Igreja católica neste século”.
Mostrando-se preocupado com o desenvolvimento turístico em São Paulo, os técnicos dizem, também que um museu desse tipo “acabará, sem dúvida, por se tornar mais um ponto de atração turística na cidade, sem perder suas características paisagísticas”.
Os técnicos sugerem, também, que a área verde que circunda o palacio seja utilizada como parque para recreação de todo o bairro, já que atualmente apenas umas 30 o freqüentam.
A representação foi entregue pelos srs Otavio Demasi e José Caparrós Garcia, que lembraram à presidente do CONDEPHAAT, sra. Lúcia Piza Figueira de Mello Falkenberg, a importância de se preservar monumentos históricos, não só pelos aspectos turísticos e culturais, como também pela sua significação em relação à vida dos moradores de São Paulo.
-É preciso fazer com que a especulação imobiliária se conduza sem prejudicar os valores positivos da cidade –disse o Sr. Caparrós Garcia.
-A França deu um exemplo de preocupação com o turismo e as condições paisagísticas de seu território quando decidiu comprar três mil hectares de terra ao longo dos únicos 100 quilometros de praias quentes que possui no Mediterrâneo, apenas para preservar sua paisagem. Este exemplo é digno de ser imitado por todos os países do mundo, inclusive o Brasil.
A presidente do CONDEPHATT agradeceu o interesse dos técnicos de turismo e informou que já na próxima reunião do conselho, quarta-feira, o assunto será discutido. Se a sugestão for aceita, será iniciado o processo de tombamento, que impedirá qualquer alteração do Palácio Pio XII até a sua decisão – confirmando ou não o pedido dos signatários do documento.
O Sr. Otavio Demasi informou ainda que poderá obter a adesão de dezenas de técnicos de turismo de São Paulo, interessados na defesa da paisagem e dos monumentos da cidade. Segundo ele, tais técnicos assinarão novo documento, dirigido ao governador Laudo Natel e ao secretário do Turismo, Sr. Pedro de Magalhães Padilha, pedindo o tombamento do Palácio Pio XII.
O DOCUMENTO
A integra da representação dirigida à presidente do CONDEPHAAT é a seguinte: Segundo o noticiário de jornais desta Capital, encontra-se em vias de demolição o Palácio Pio XII, localizado à rua Pio XII, 279, no bairro do Paraíso, Capital. Trata-se contudo, de um imóvel construído no inicio deste século, dentro do estilo arquitetônico que caracterizou as mansões edificadas em São Paulo nessa época. A mansão foi comprada à família Revoredo em 1941, quando era arcebispo de São Paulo D. José Gaspar.
Em seus salões viveram, entre outros, os cardeais D. Carlos Carmelo de Vasconcelos Mota e D. Agnelo Rossi. Em seus diversos cômodos, segundo os jornais existem quadros originais de pintores como Benedito Calixto e rico e antigo mobiliário., que hoje constitui precioso acervo histórico da Cúria Metropolitana de São Paulo.
Mais importante ainda, os jardins do palácio, com arvores centenárias, constituem-se numa das poucas áreas verdes do bairro do Paraíso, podendo se transformar – com algumas leves modificações – num belíssimo local de recreação para as crianças de todo o bairro (já que atualmente apenas umas 30 o freqüentam).
Com base em tais circunstancias históricas e paisagisticas, solicitamos que o Conselho de Defesa do patrimônio Histórico, Artístico , Arqueológico e Turistico do Estado – estude a possibilidade de, através do tombamento, impedir a destruição do local, transformando-o com o apoio da Cúria Metropolitana, em mais um ponto de lazer para a população de São Paulo.
Não é preciso lembrar o que significará para a cidade, a construção de mais 286 apartamentos, numa área onde hoje vivem apenas algumas pessoas. Do ponto de vista paisagístico, o projeto divulgado em fotografia, pelos jornais, apresenta reduzida área verde, em contraposição à atual. Mais ainda, a transferência e reposição de arvores centenárias – por mais avançada que seja a técnica aplicada –afigura-se como temeraria para sua própria sobrevivência.
Do ponto de vista histórico, é evidente que o Palácio “Pio XII” apresenta tanto interesse quanto monumentos como a Casa da Marquesa de Santos ou a Casa do Bandeirante. Apesar disso, trata-se de um dos poucos imóveis construídos em São Paulo neste século, com uma arquitetura especifica da época a apresentar – ao lado dos aspectos artísticos – um pequeno acervo de fatos históricos suficiente para se exigir sua preservação. Não é demais lembrar que foi em um de seus salões que D. Agnelo Rossi, primeiro Cardeal latino-americano a integrar a cúpula do Vaticano, fez suas despedidas do Brasil . Outros fatos históricos serão certamente descobertos com pesquisas mais aprofundadas.
Resta salientar, ainda, que tal palácio, se preservado poderá ser transformado em novo museu sacro, reunindo peças e mobiliário que pertenceram a ilustres sacerdotes da Igreja católica, neste século. Tal musica, sem duvida, acabara por se tornar mais um ponto de atração turística da cidade, sem perder suas características paisagísticas.
Como último argumento, lembramos que o tombamento do imóvel não representará qualquer gasto para o Estado, de vez que não implicará em desapropriação.
Com base neste raciocínio, solicitamos ao colendo Conselho de Defesa do Patrimônio HISTORICO, Artistico, Arqueológico e Turistico do Estado, que inicie o processo com vistas ao tombamento do “Palácio Pio XII”.

Na Camara, pedido igual

O tombamento do Palácio Pio XII, que está ameaçado de demolição para a construção de dois blocos de apartamentos, será solicitado pelo vereador Manoel Sala, líder do MDB na Camara Municipal. O objetivo da solicitação é preservar o imóvel e a vegetação ao seu redor, “contribuindo também para salvar o pouco de área verde que resta na Capital”.
O vereador disse que o prefeito Figueiredo Ferraz deve tomar providencias para sustar os efeitos da expedição do alvará de construção dos apartamentos, “antes que seja tarde demais”. Manoel Sala acredita que o arcebispo Paulo Evaristo Arms vai se mostrar compreensivo com o movimento para preservar o palacio e a area verde, contribuindo para humanizar a cidade.
As declarações de monsenhor Ulhoa Vieira, de que a construção dos apartamentos alegrará o local “trazendo muitas crianças”, foram refutadas pelo vereador Manoel Sala, que é de opinião que isso somente agravará o problema “pois com crianças será preciso mais area livre, já que a necessidade de ventilação e paisagens vem gerando doenças psico-somáticas”.

Cúria esclarece reforma do Palácio

Assinada por mosenhor Benedito de Ulhoa Vieira, vigário-geral, a Curia Metropolitana de São Paulo divulgou ontem a seguinte nota a respeito do Parque Residencial Pio XII; - “Estando o Senhor Arcebispo Dom Paulo Evaristo Arms, participando no Rio da reunião da CNBB, cabe-me esclarecer oficialmente às Excelentíssimas Autoridades, à imprensa e ao povo de São Paulo, o que há de real nas noticias veiculadas pelos jornais, a respeito de aproveitamento da área residencial episcopla: 1- Desde o tempo do Excelentissimo Senhor Cardeal Rossi, a Arquidiocese contratou estudos sobre a possibilidade de melhor aproveitamento social da área onde se ergue o Palácio Pio XII; 2—Os estudos feitos chegaram à conclusão de que se deverá erguer no local duas edificações com treze andares com possibilidade de 286 apartamentos, alem da residência do Arcebispo; 3- O projeto da autoria do arquiteto Oswaldo Correa Gonçalves, professor de urbanismo e ex-presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil foi aprovado pela Prefeitura de São Paulo em maio ultimo; 4- Os tramites, canônicos foram rigorosamente observados a saber: aprovação unânime pelo conselho de Presbíteros e pelo Cabido Metropolitano, tendo sido exposto e aceito o plano pelos 450 (Quatrocentos e cinquenta) sacerdotes reunidos dia 9 ultimo no Instituo Paulo VI. – Posto isto esclareço: 1- Não é verdade que a área verde vai desaparecer. O projeto propõe todo o terreno como área livre no térreo, pois, os dois edificios serão construídos sobre pilotis. A projeção da área construída é igual a menos da metade da área do terreno. Manten-se assim área livre verde de 6.000 m2, da qual 2498 m2 serão reservados à recreação infantil, com a maioria das arvores atuais. Há assim aproveitamento integral e harmônico do terreno livre no térreo sem muros e sem vedações, o que não acontece agora. 2- Sobre a questão levantada de “interesse imobiliário” é necessário frisar que a Mitra, ao invés de vender a área bruta sobre a qual outros lucrariam a incorporação, venderá o terreno em quotas partes, ficando a construção a cargo do futuro Condomínio. A Mitra assim, ao mesmo tempo em que se associa a 286 familias, possibilitará recursos para atendimento pastoral da periferia. 3- O argumento de que 30 crianças (nunca chegam a 30) perderiam seu jardim não é convincente porquanto, construindo o edifício projetado, número muito maior de crianças pertencentes às famílias dos condomínios, que hoje provavelmente não tem onde brincar utilizará o Parque Residencial Pio XII; 4- Dizer que o Palácio Arquepiscopal deva ser tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico é aureolar o Palácio que foi adquirido de particulares e reformado em 1942-43, com uma gloria histórica e artística que ele infelizmente não tem; 5- A Igreja paulistana pode licença para respeitosamente segerir às Exmas. Autoridades Municipais que o critério observado neste projeto da Mitra Arquediocesana que conserva 7 m2 de área livre por habitante, seja estendida às demais construções em São Paulo, que atualmente só reservam por volta de 4 m2 por habitante. 6- O Senhor Arcebispo ao chegar do Rio na próxima, poderá dar novas explicações que se fizerem necessárias, dentro do espírito de sinceridade que o distingue”
Também o Jornal Diário Popular publicou matéria sobre o assunto com o seguinte título: PALÁCIO PIO XII: ESTÁ EM QUESTÃO A SUA DEMOLIÇÃO.
A foto publicada tanto na Folha de São Paulo, quanto no Diário Popular, que até hoje mantenho em arquivo, mostra ao fundo a presidente do Condephatt e de costas em primeiro plano os técnicos de turismo entregando o documento.
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17 de mai. de 2009

TURISMO; ATIVIDADE INDUSTRIAL- Diário do Povo de Campinas de 14 de fevereiro de 1971

Região de Campinas/SP - A foto da reportagem era com o autor do blog
“O atual estágio do turismo regional, nacional e mundial, demonstra que o mesmo é uma atividade industrial, tão complexa e transcendente que as atividades improvisadas no setor de turismo não podem mais serem toleradas, deixando os órgãos sem uma estrutura e meios técnicos profissionais condizentes com a força que o mesmo representa para o país e para os municípios”.
É esta a impressão do Sr. Otavio Demasi, integrante do GTT- Grupo Técnico de Turismo de São Paulo, formado pelo SENAC no primeiro curso de “Técnico de Turismo” realizado na América do Sul em 1969.
O Sr. Otavio participou, como observador, da reunião dos prefeitos da sub-região de Campinas, na última sexta-feira, ocasião em que foi oficialmente, criada a FUNDERC (Fundação para o Desenvolvimento da Região de Campinas). Logo após o encontro dos prefeitos, o técnico em turismo esteve em visita à redação do Diário do Povo, quando explicou que participou da reunião da FUNDERC exatamente porque a incrementação do turismo na região é um dos objetivos da fundação que fora criada.
TURISMO PRECISA TÉCNICA
Entrevistado por nossa reportagem, o técnico Demasi disse que: “O que um núcleo receptor espera do turismo não se reverte em incógnitas, mas sim, espera um planejamento, onde seus problemas sejam analisados dentro de uma técnica apropriada, buscando as peculiaridades do município, através de um plano diretor turistico, visando criar medidas para o desenvolvimento harmônico, orientado o racional de todo o equipamento turístico da zona “objetivo turístico”.
ATIVIDADES DO GTT
O Grupo Técnico de turismo tem desenvolvido cursos de turismo municipal, visando criar, em cada cidade, pessoas capacitadas a desenvolver o turismo local. Os cursistas passam a conhecer toda a infra-estrutura do município, o que lhes possibilita traçar planos, objetivando o aumento de fluxo da corrente turística e, consequentemente, o seu índice de estacionalidade. O curso tende também, a levar a população toda da cidade a partiocipar ativamente das rendas oriundas da vinda dos turistas.
‘GOVERNÉTICA DE TURISMO’
Atualmente, dá-se o nome de administração turística ou “Governética de Turismo” à administração pública no setor de turismo.O primeiro nome quer significar a reunião de métodos científicos aplicados ao campo de turismo dentro do setor governamental. “Governética de turismo” é entendido como a parte de governar o turismo sobre bases científicas.
A ação do estado se faz sentir de três maneiras: fiscalização, fomento e serviços públicos. Ou seja, a infra-estrutura necessária ao funcionamento dos núcleos receptores.
Fiscalização é a Tonica que preside este trabalho público. \já não é como dizia Hourion, tranqüilidade, segurança e salubridade pública,deve, atualmente, ajustar-se aos fins de utilidade pública, coberto pela disciplinação jurídica.
Fomento é uma atividade mais difícil de se definir. As notas fundamentais são as de proteção e atuação sobre a iniciativa privada, criando com isso uma atividade pública de utilidade geral.
Serviços públicos abarcam todos os campos de ação do estado, podendo ser de gestão direta, através da própria administração, ou indireta, através da concepção ou arrendamento, ou, ainda mista.
CENTROS TURISTICOS
Quase todos os municípios brasileiros criaram pontos conhecidos como de “recreação turistica”, mas esses pontos, quase em sua totalidade, deixaram de ser urbanizados, ou urbanizaram-se naturalmente, sem uma planificação específica, carecendo de esquemas de infra-estrutura aplicada a elementos técnicos.
DIVULGAÇÃO
O GTT está trabalhando junto à imprensa tencionando despertar tanto a administração pública quanto a privada para a necessidade de planejamento do turismo. Para tanto, o grupo instalou escritório na capital paulista que se caracteriza como centro de informações técnicas que são fornecidas gratuitamente a tos os jornais do país.
O grupo vem trabalhando também em um plano diretor para as cidades de Santos e São Vicente, além de estar em contato com o CODIVAP- Consórcio de Desenvolvimento Integrado do Vale do Paraíba; com a SUDELPA – Superintendência do Desenvolvimento do Litoral Paulista, com a Associação Paulista dos Municípios e outras atividades congêneres. O CEPAM- Centro de Estudos e Pesquisas da Administração Municipal tem também demonstrado grande interesse pelos trabalhos do GTT.
FUNDERC
O Grupo acredita que a região de Campinas dispõe de recursos geográficos, climáticos, históricos e folclóricos de reais possibilidades de aproveitamento turístico e por isso tentará entrar em convenio com a FUNDERC, visando assessorar técnicamente o desenvolvimento do turismo na região, compreendida pelos municípios que participam da fundação.
Disse o Sr. Demasi que para o desenvolvimento harmônico da região é necessário implantar um sistema mercadológico, caminho lógico e reacional, buscando assim relacionar os mercados de interesse para toda a região da FUNDERC. Se faz necessário a elaboração de uma idéia técnica da região que possibilite criar meios para o desenvolvimento em maior escala do turismo na região.
Como municipalista parabenizo todos os municipios da região de Campinas, colocando o blog ao inteiro dispor. 2009 - 40 anos de atividades profissional
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TURISMO BARATO PARA 300 MIL ESTUDANTES- Matéria da Folha de São Paulo de 09 de Março de 1971/terça-feira

Foto ilustrativa. A publicada na matéria mostra ao fundo um avião e grupo de estudantes
Traz na legenda: "Turismo social" o que importa é a economia. Os estudantes hospedam-se em casas particulares, dispensando hotéis


Um movimento turístico envolvendo mais de 300 mil estudantes por ano poderia surgir em alguns meses em São Paulo, se o município decidisse investir pequena verba na criação da estrutura necessária ao seu incremento. O movimento –internacionalmente conhecido como “turismo social” – se baseia principalmente em alojamentos extra-hoteleiros (como residências particulares e colégios) e é conhecido em todos os países d Europa.
Durante todo o ano, estudantes e operários europeus visitam outros países, hospedando-se, mediante preço reduzido, em casas residenciais, campings ou colégios. Organismos públicos ou particulares se incumbem de distribui-los pelos alojamentos disponíveis, programando as excursões de visita aos principais pontos das cidades.
A idéia de se adaptar o sistema a São Paulo é do Grupo Técnico de Tuyrismo-GTT- formado há alguns meses na cidade, reunindo conco técnicos especializados no desenvolvimento do turismo.
Segundo o GTT, com um pequeno investimento –o levantamento da rede extra-hoteleira de alojamentos, alem de convênios e divulgação do sistema –o município teria condições de receber, diariamente 1.000 estudantes ou mais que desejam conhecer a cidade.
A Secretaria Municipal de Turismo já iniciou há alguns meses um movimento em bases semelhantes: o Movimento chaminé, que dá assessoria especial aos estudantes que visitam São Paulo. Cerca de 10 estudantes por dia são atendidos pelo movimento.
Com a implantação da infra-estutura para o turismo social, o GTT acredita que 100 vezes mais estudantes poderiam vir a São Paulo.
-Leve-se em conta – dizem eles – a extensão social da medida: alem de beneficiar estudantes de outras cidades (e conseguir uma verba adicional, através de seus gastos), criam-se condições para que os estudantes da cidade, pagando pouco, visitem várias cidades do Brasil através de intercâmbios.
COMO È
A principal vantagem do sistema proposto pelo GTT é o baixo investimento que exige.
-A idéia fundamental- diz José Caparrós Garcia, técnico de turismo formado na Espanha – é realizar um turismo barato, com pequeno lucro individual, mas de grandes proporções. E a experiência européia revelou que existe uma categoria de pessoas que gostam de conhecer novos lugares, embora não possam gastar muito: os estudantes.
Seguindo o modelo europeu, o GTT propõe o levantamento da rede extra-hoteleira de alojamento (o estudante normalmente não tem condições financeiras para se hospedar em hotéis). Otavio Demasi, um dos membros do GTT, explica: -Toda cidade- inclusive São Paulo- tem uma rede instalada de alojamentos vagos não hoteleiros. São residências particulares, clubes e colônias de férias, centro de campismo, conventos, faculdades e colégios. Em certas épocas do ano, ou durante todo ele, existem leitos vagos nesses locais. A maioria das pessoas não se importaria em receber um estudante em casa, principalmente se ele pagar pela hospedagem.
A partir daí o GTT coloca a primeira tarefa: criar um órgão que faça o levantamento da rede extra-hoteleira da cidade. Com um catálogo da rede, todo estudante que quiser vir a São Paulo dentro das novas condições já saberá, dias antes da viagem, onde será hospedado e em que condições vive a família que o receberá.
-O órgão – conclui Otavio Demasi – funcionará como uma grande agencia, recebendo e encaminhando estudantes para os alojamentos e, através de convênios, encaminhando estudantes paulistanos para outras cidades do Brasil nas mesmas condições .
No turismo social o mais importante é o custo


O problema “custos” é fundamental no desenvolvimento do turismo social, segundo o GTT. Por isso, seus técnicos não relutam em dizer que as entidades oficiais devem estabelecer convênios com todos os setores envolvidos, a fim de baratear o custo.
O acesso dos estudantes à cidade segundo eles, deve ser a preço inferior ao das pasagens normais. As ferrovias e empresas de ônibus – que serão beneficiadas pelo maior volume de passageiros – deverão, através de convênios diminuir o preço das passagens.
O sistema, para o estudante, será o seguinte: após comunicação com o órgão central em São Paulo, ele tomará o ônibus ou a composição indicada até a Capital, gozando de descontos.
Em São Paulo, será encaminhado ao alojamento designado pela organização. Nos dias que permanecer na Capital, poderá se incorporar às excursões (diárias) de ônibus, com guia, pelos locais característicos da cidade.
Segundo o GTT, também podem ser realizadas excursões de grupos, com caráter cultural, preenchendo parte do período letivo das escolas a faculdades do Interior.
PARTICULAR
A participação das entidades oficiais – dizem os técnicos do GTT – deve ser apenas acessória: a Prefeitura, através de sua Secretaria de Turismo, colaborará com o apoio oficial ao projeto, principalmente nos convênios.
O órgão central – que encaminhará os estudantes para os alojamentos, estabelecerá contatos com grupos de outras cidades e enviará estudantes paulistanos para viagens turísticas – deve ser particular. Otavio Demasi explica:> -A estrutura operacional da empresa é fundamental para o desenvolvimento do projeto. Uma empresa pública não teria suficientes condições de versatilidade e dinamismo para todas as operações que o setor exige. Por isso, é preciso que uma empresa privada se incumba dessas operações, apoiada pelas entidades públicas.

Mais viagens para ampliar o horizonte cultural

A UNESCO estima em 20 milhões a população estudantil mundial. Dois por cento deles estudam em países estrangeiros. Os novos programas educacionais consideram as viagens de turismo como um dos fatores que auxiliam no desenvolvimento do estudante.
Por isso principalmente na Europa o turismo social ganhou importância imprevisível. Na Áustria, por exemplo, desde 1895, a União Internacional dos Amigos da Natureza já contava com mais de 14 residencias de juventude (criadas apenas para receber estudantes). A União Turística Austríaca de Amigos da Montanha tem mais de 50 locais para famílias de menor poder aquisitivo.
Na França, o Bureau de Turismo da CGT - central intersindical criou uma rede de clubes de turismo aproveitando os Albergues da Juventude e outras entidades. Diferentes seções da entidade atuam no setor de campismo, esportes de inverno, fotografia e naturismo.
Na Itália, várias organizações dedicam-se não só a estudantes como tambéma famílias operárias. A Frente Nacional de Ajuda aos Trabalhadores atua sobre mais de nove mil círculos Recreativos e de Assistência aos Trabalhadores, dedicando-se a arte, cultura, esportes e turismo. Um Comissariado para a Juventude Italiana organiza centros de férias.
Na Espanha, o turismo social é atendido pela Obra Sindical de Educação e Descanso, que se dedica principalmente à promoção cultural, através de academias, revistas, conferencias, exposições de arte, incremento dos grupos de dança (atualmente 93, com 2600 interpretes), corais e grupos teatrais.
Os operários e suas famílias também são atendidos pela Obra Sindical. Existem três “cidades sindicais”, em que as famílias podem morar durante 15 dias num chalé isolado com jardim. Mais de 100 mil operários passam anualmente pelas três cidades, ao preço de 35 pesetas diárias (cerca de Cr$2,45). A Obra Sindical matem 36 “ residencias” –imensos hotéis que atendem aos trabalhadores e estudantes.
Segundo pesquisa realizada pela Pan American Airlines, o turismo estudantil é hoje fundamental não pelas viagens do estudante, mas pelas que ele acarreta. Em sua pesquisa, a Pan American constatou que cada estudante norte-americano que estuda no exterior provoca de três a 11 viagens de ida-e-volta de seus familiares e amigos.
A filosofia básica do turismo social é a diminuição dos custos operacionais através do grande movimento.
-Com um lucro individual reduzido – diz Otavio Demasi – todas as empresas que participarem do processo sairão ganhando mais, por causa do aumento do movimento.
Na Capital, os estudantes circularão em ônibus pagando taxas especiais. Os ônibus serão –sugere o GTT – fornecidos pela CMTC ou alguma empresa particular.
-Com mil estudantes por dia circulando pela cidade, a empresa selecionada poderá abater parte de seus lucros, garantida pela regularidade de demanda.
O programa dos estudantes na cidade será praticamente o mesmo dos turistas convencionais: museus, bairros elegantes, edifícios de entidades governamentais, Cidade Universitária, Butantã, Jardim Zoológico, etc.
Segundo pesquisa realizada pelo Movimento chaminé, cada estudante que cehga a São Paulo gasta, em uma semana de visita, a média de Cr$150,00. Com a visita de 300 mil estudantes por ano, a cidade receberá um verba imprevista de Cr$45 milhões anuais.
-O principal – diz José Caparrós Garcia- é que um órgão desse tipo teria grande penetração social, prestando um grande serviço a população estudantil do país. Por outro lado, os estudantes divulgariam a cidade a outras pessoas, que viriam não mais dentro do turismo social, mas como turistas comuns, gastando mais. E a outros aspectos a lembrar:os estudantes não serão estudantes a vida toda. No futuro voltarão para rever a cidade, e certamente gastarão bem mais.
O tema é oportuno, estando aberto ao debate. 2009 - 40 anos de atividades profissional
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FERROVIAS Á SERVIÇO DO TURISMO- FOLHA DE SÃO PAULO DE 20 DE JUNHO DE 1971/Domingo

Horto Florestal de Rio Claro Brasão da Cia.Paulista


Ponte rodoferroviária Rubinéia/Aparecida do Tabuado




A difusão do turismo interno, com aproveitamento racional e intensivo das ferrovias que cobrem o Estado, vem sendo objeto de estudos e elaboração de roteiros pelos componentes do GTT- Grupo Técnico de Turismo – que atende solicitações de empresas particulares e do governo (obs: eram sócios do GTT na época: Otavio Demasi, Eduardo Vinitius de Souza Carvalho, José Caparrós Garcia e José Canizares Filho).
Num estudo sobre o aproveitamento das estradas de ferro par o exercicio das atividades turísticas em nosso Estado, o GTT elaborou vários roteiros – depois de estudar o traçado das ferrovias e as regiões suscetíveis de aproveitamento – dando a cada um nome apropriado. Em alguns casos, dado o interesse que esta ou aquela cidade pode despertar, o GTT incluiu no roteiro complementações por rodovia ou via fluvial.
Ferrovias
O estudo considera que a ferrovia pode prestar excelentes serviços à difusão e incrementação do turismo interno, “desde que sejam oferecidos itens mínimos de rapidez, conforto, segurança e tarifas acessíveis”. Reporta-se ao sistema ferroviário mundial, notadamente na Europa e particularmente na Espanha, onde a ferrovia é complemento indispensável à execução de programas oficiais e privados.
No exame de ferrovia-por-ferrovia, os componentes do GTT concluíram ser possível o aproveitameto dos nossos trens, havendo entretanto algumas com maiores possibilidades imediatas que outras. É o caso da Cia. Paulista de Estradas de Ferro –CPEF- que há um ano, aproveitando suas boas condições de via permanente e velocidade, além de composições confortáveis, inaugurou o p´rimeiro roteiro turístico-ferroviário do Estado.
Trata-se do “trem turístico São Paulo-Rio Claro” que todos domingos parte da Estação da Luz às 8h30. O preço considerado bem baixo, é de Cr$35 por pessoa, já incluído almoço e passeios na reserva florestal da empresa em Rio Claro. A mesma empresa, continuando o seu pioneirismo no setor, iniciará dia 27 deste mês novo circuito, devendo cobrir Piracicaba e região.
Restam ainda, ao longo do traçado, localidades de grande interesse como Bauru, Tupã, Marília e Panorama, nas margens do rio Paraná, divisa com Mato Grosso. Com bitola larga e várias obras de retificações de traçados difíceis, a empresa vem elevando suas velocidades comerciais e coloca-se por isso, em condições das mais favoráveis para usufruir os benefícios de um turismo permanente.
Vem a seguir a EF Central do Brasil, a maior ferrovia do país e que cobre diretamente grandes centros turísticos como o Rio – já em âmbito interestadual- e as históricas cidades do Vale do Paraíba. Como a Paulista, a Central, vem realizando obras que visam acelerar o giro comercial de suas composições, havendo projeto que, executado, permitirá a cobertura do traçado Rio-São Paulo em 4 horas e meia.
Mas a Central não fica apenas na retificação de traçados: modernizou seus trens, contrata jovens comissárias, aperfeiçoa seus carros-restaurantes e cuida particularmente da segurança. As observações do GTT levam a crer que a ferrovia dentro de 10 anos terá padrões de funcionamento iguais às melhores do mundo.
A seguir vem a Cia. Mojiana, que ao ter grande parte de seu traçado incluído no Tronco Sul (linha Brasília-porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul) cresceu de importância sob todos os ângulos. A empresa já mantem um trem turístico, ou seja, o Bandeirantes que parte de São Paulo e vai até Brasília, passando por Ribeirão Preto, Uberaba e Uberlândia. Sua área de influencia e seu traçado alcançam várias cidades de importância turística, como Aguai, Ribeirão Preto, Casa Branca, Poços de Caldas, Franca e outras.
Vem depois a EF Sorocabana, a EF Noroeste do Brasil, a EF Santos-Jundiai, a EF Araraquara e a EF Campos do Jordão. Todas tem condições de desenvolver um programa de incremento ao turismo, não faltando cidades históricas, estâncias e de outros interesses.
OS CIRCUITOS
Os “circuitos turísticos ferroviários” elaborados pelo GTT são vários e mereceram estudos por varias razões. Uma delas, conforme afirmamOtavio Demaasi e José Caparrós Garcia, diretores do GTT, reside no fato de uma viagem ferroviária ser mais confortável, com visão panorâmica mais ampla, favorecer a comunicação, já que num vagão viajam ,uitas pessoas, além de dar ao passageiro maior mobilidade, não só no carro onde viaja, mas em quase toda a composição.
Os bilhetes dos trens turísticos terão de dar direito às paradas ou seja, permitir ao turista fazer uma viagem seccionada.. Assim, no caso da Cia.Paulista, o primeiro circuito incluiria as cidades de Bauru, Marília, Tupã e Panorama. Em cada cidade um um serviço de ônibus, hospedagem. Etc. com preços incluídos, daria ao viajante a oportunidade de conhecer as atrações locais. Caso de Tupã: a aldeia dos índios, o museu indígena, os clubes locais e um pulo a Bastos, a maior produtora de aves e ovos do pais. Em Panorama, passeios de barco no rio Paraná e pescarias.
Na Central do Brasil, além da viagem direta São Paulo-Rio, o maior centro religioso do Brasil: Aparecida. Mas há mais, pois qualquer das grandes cidades do vale e algumas das pequenas podem oferecer atrativos aos interessados nos circuitos. Taubaté, com o sitio do Pica Pau Amarelo, imortalizado na pena de Monteiro Lobato, São José dos Campos, com seu excelente clima, Caçapava, famosa pelos seus restaurantes e Pindamonhangaba, onde se toma o trem da EF Campos do Jordão para atingir a cidade do mesmo nome, situada a mais de 1700 metros acima do nível do mar. Conforme afirmação do trabalho, a EF Campos do Jordão oferece excelente atendimento turístico, incluindo no preço da passagem- um serviço que vai do automóvel ao fornecimento de salgadinhos, bebidas, etc.
Na EF Sorocabana, um roteiro que inclui Botucatu, Ourinhos, chavantes, Salto Grande, Presidente Prudente e Presidente Epitácio, que é final de linha. Em cada cidade, atrativos diferentes, com programas onde não faltarão os passeios no rio e as pescarias, uma vez que estrada sobre dois vales importantes, ou seja, o do Paraná e o do Paranapanema.Atingida a divisa São Paulo-Mato Grosso, um grande número de rios fica à disposição do viajante, não só para a pesca ou passeios, mas a caça e estudos da fauna e flora de Mato Grosso que é muito rica e variada.
Três Lagoa, Jupiá, com uma produção de 1,2 milhão de kVs e um lago de 350 quilometros quadrados, barragem de auase três quilômetros, Araçatuba, Andradina e as cidades que outrora foram as maiores produtoras de café do mundo, são as atrações da EF Noroeste do Brasil. Programas que podem ser estendidos aos portos do rio Paraná e Tietê, às lagoas de Mato Grosso estarão ao alcance dos viajantes da Noroeste.
A EF Araraquara que é a mais nova ferrovia do Estado, tem ao longo do seu traçado, excelente campo para o desenvolvimento turístico. “A partir de Araraquara-assinal José Caparrós Garcia- abre-se para o estudioso na matéria, um campo de presente e futuro. Senão vejamos: Araraquara já é um centro de interesse turístico. Matão ficou famosa por suas festas religiosas. São José do Rio Preto, Catanduva, Ibirá, balneário famoso, Jales com suas festas de peões e a cidade de Rubinpeia que está sendo reconstruída, já que a primitiva foi “afogada” pelo lago de Ilha Solteira. Rubinéia terá condições de desenvolver um turismo esportivo de grande envergadura. Terá fechadas as comportas da usina de Ilha Solteira, mais de 8 quilometros de praias à margemde um dos maiores lagos artificiais do mundo. E no desenvolvimento do programa, a ferrovia terá papel destacado, já que serve a uma vasta área do território paulista que ainda se encontra em fase de desenvolvimento, principalmente no campo agroindustrial”.
“No momento em que o governo do Estado prepara a fusão das ferrovias, assinalam os srs José Caparrós Garcia e Otavio Demasi –e demonstra o maior interesse em reaparelhar toda a rede, consideramos da maior importância a inclusão do turismo ferroviário como uma das fontes de receita em potencial e carente de exploração. Nosso trabalho visa, ao ser relacionado com as estradas de ferro, desenvolver o turismoaproveitando a infra-estrutura existente”

MUNICÍPIOS, FERROVIAS E TURISMO- matéria publicada no JMB- Jornal dos Municípios Brasileiro, publicado em setembro de 1971, traz matéria de página inteira, especificando os circuitos propostos, à saber: Circuito 15 de Novembro; São Paulo à Presidente Epitácio; Circuito Vale do Paraíba; Circuito Vale do Paraíba e Litoral de Ouro; Circuito Vale do Ribeira, Circuito da Praia; e Circuito “Trem-Trem”
O debate sobre as ferrovias e o turismo, são sempre pertinentes. Este espaço está aberto ao tema.
Otavio Demasi - 2009 - 40 anos de atividades profissional

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14 de mai. de 2009

TURISMO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL PARTICIPATIVO

O século 21 busca a sustentabilidade participativa. Vontade política. Organização. Conscientização. Educação. Profissionalização. Legislação fomentadora e norteadora. Crédito cooperativado, com a análise exaustiva de potencialidades, vocações, reciclagem, tecnologia, experimentos científicos, negócios, visando à eficiência econômica, o equilíbrio ambiental e a justiça social.

O conceito de gestão participativa e integrada começa nos municípios com a: economia rural sustentável; no desenvolvimento urbano sustentável; na ciência e tecnologia para o desenvolvimento sustentável; em sustentabilidade nos projetos de infra-estrutura econômica e social; passando pela gestão profissional dos recursos naturais, históricos, arquitetônicos, paisagísticos e desaguando na redução das desigualdades sociais, culturais e educacionais. O meio-ambiente é a matéria-prima do turismo, sendo a alavanca econômica que utiliza a mão de obra local, criatividade, cultura, aspectos diferenciais e motivacionais, atraindo fluxos e entrada de divisas com ampla redistribuição de renda, através de amplos roteiros. Sem exaurir tipos de negócios, relaciono áreas de atuação: turismo receptivo: hospedagem, gastronomia, eventos, animação, locação de veículos, transportes diversos, compras, passeios, roteiros, serviços (cabelereiro, manicure, pedicure) outros; turismo de negócios: feiras, congresso, visitas técnicas, missões comerciais, simpósios, outros; turismo cultural: teatro, cinema, galeria, folclore, artesanato, numismática, heráldica, filatelia, poesia, circo, artes plásticas, carnaval, literatura, arquitetura, ciência, tecnologia, biblioteca, pinacoteca, aquário, botânico, horto, zôo, centro de documentação, instituto histórico/geográfico/geológico, ópera, dança, outros; turismo esportivo: mais de 50 modalidades conhecidas (terra, ar, água) gerando eventos, negócios, fluxos, atletas, entidades, patrocinadores, prestadores de serviços, fabricantes, atacadistas, fornecedores, mídias, outros; turismo religioso: romaria, caminhadas de fé, conventos, seminários, retiros, arte sacra, música, corais, igrejas, souvenirs, livros, outros; turismo termal: spa, talossoterapia, creno-climatologia, hidrotermalismo, terapias alternativas, outros; turismo rural: hospedagem, alimentação (geléia, compota, vinho, cachaça, mel, embutidos, queijos, etc.) locações diversas (charretes, cavalos, pedalinho,etc.) eventos, educação ambiental, psicultura, fruticultura, floricultura, ranicultura, aguicultura, condomínio, criação de animais de pequeno porte/silvestres, farmacologia (ervas, raízes, folhas, cosméticos) outros; turismo ecológico: estação ecológica, reserva biológica, parque nacional, monumento natural, refúgio de vida silvestre, área de proteção ambiental, área relevante de interesse ecológico, floresta nacional, reserva extrativista, reserva de fauna, reserva de desenvolvimento sustentável, reserva particular natural, caminhadas, trilhas, espeleologia, arqueologia, hidrologia, geologia, topografia, safári fotogrático, observação de aves, baleias, hotel de selva, acampamentos, pesqueiros, eventos, pesquisa, outros.

Na esteira agregadora, traz consigo as áreas de comunicação, marketing, propaganda, relações públicas, fotografia, informática, gráfica, automotivo, comércio em geral, construção civil – é a galinha dos ovos de ouro – basta cuidar.

Otavio Demasi - É jornalista, consultor, professor de turismo à 40 anos, com atuação nas áreas pública e privada em todo país. Contato: odtur@ig.com.br
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TURISMO E PARTICIPAÇÃO COMUNITÁRIA

É indiscutível o contexto econômico-social de tal fenômeno, que impulsiona a indústria, agricultura, comércio e prestação de serviço, possibilitando ampla redistribuição de rendas e acelerando o crescimento individual, familiar e empresarial. Independentemente dos atrativos geográficos ou não, deve-se inserir o turismo no núcleo receptor, seja na área urbana ou rural, visando a criação de novos empregos, aumentando a arrecadação, treinando profissionais e multiplicando os eventos.

Necessário se faz para tal participação unir: comunidade, iniciativa privada, governo e associações diversas, via ações concretas e de mão dupla. O importante é ter condições de vivenciamento mais íntimo entre visitante e visitado, por intermédio da criação de uma verdadeira teia de roteiros que incluam todas as motivações e aspectos diferenciais.

Dentro de uma política turística participativa, serão geradas oportunidades à comunidade, além da valorização da “prata-da-casa”, integrando-se tal população entre outros processos, das seguintes maneiras: via roteiros – colocando frente a frente produtor e consumidor de produtos caseiros e ou artesanais; produtores culturais e toda a gama de criatividade do núcleo recpetor; ampliando as possibilidades de hospedagem hoteleira e complementar de mais baixo custo; expandindo o consumo da gastronomia típica e junto a residências que se disponham a servi-la a preços módicos; pelo aproveitamento na área de animação, aproveitando malabaristas, bonequeiros, mamulengueiros, cantores, repentistas, seresteiros, poetas, bandas, conjuntos diversos, corais, orquestras; adentrando pela área esportiva, com instrutores para modalidades de ar, terra e água; no campo de espaço diversos para a geração de eventos, sejam em escolas, ginásio de esportes, câmara municipal, centro comunitário, entre outros, tendo como parâmetro o aproveitamento da mão-de-obra local.

Outras formas e idéias de participação da comunidade no turismo podem ser discutidas via fórum de debates. Cabe a todos achar os caminhos mais promissores.

Otavio Demasi - É jornalista, consultor professor de turismo à 40 anos, com atuação nas áreas pública e privada em todo país. Contato: odtur@ig.com.br
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12 de mai. de 2009

CUBATÃO JUNTA APOIOS PARA SER ESTÃNCIA TURÍSTICA

Rio Cubatão Dep. Luciano Batista-PSB-SP


Prefeita Márcia Rosade Mendonça Silva/PT- Cubatão



Ministro do Turismo Luiz Barretto e Marta Suplicy


No dia 11/05, o deputado estadual Luciano Batista esteve no gabinete da prefeita de Cubatão, Márcia Rosa, em reunião com o ministro do Turismo, Luiz Barretto.
Na ocasião, o deputado solicitou ao ministro apoio ao seu projeto para que a Cubatão seja considerada estância turística e tenha direito a verba do Estado para obras de infraestrutura no setor.
“Vou fazer um esforço para que a Assembleia Legislativa de São Paulo possa aprovar a elevação do Município em estância turística. Vai ser um passo importante para mudar a imagem negativa que Cubatão carregou na década de 80”, declarou Barretto.
Logo depois, o deputado, o ministro, a prefeita e demais autoridades, fizeram um passeio de barco pelo Rio Cubatão, onde conheceram o mangue e o Guará-vermelho, uma das 145 espécies de pássaros que vivem na região.
O deputado ainda fechou uma parceira com o ministro para Cubatão. “O Parque Anilinas precisa de R$ 1 milhão para reformas em suas instalações. O ministro assegurou o repasse de R$ 500 mil e eu garanto o restante através de emenda parlamentar”, disse Batista. As obras estão previstas para terem início ainda este ano. “Quem sabe a Cidade ganhe um presente e o parque seja inaugurado no dia 9 de abril (aniversário da emancipação de Cubatão)”.
No final de tarde, o ministro esteve em São Vicente conhecendo projetos que estão sendo desenvolvidos na Cidade. O primeiro local visitado foi o Tripulantes do Futuro, recém-inaugurado na Área Continental do município, que capacita jovens para trabalhar em transatlânticos.
Logo depois, Luiz Barretto visitou o Horto Municipal, onde foi apresentado o projeto Turismo Ecológico de Aventura. Neste encontro, o deputado e o ministro fecharam mais uma parceria. “O secretário Municipal de Turismo, Brito Coelho, nos pediu ajuda para transformar o Horto em um parque multiuso. Para isto, serão necessários R$ 300 mil, então, eu vou ajudar com R$ 100 mil, através de emenda e o secretário se comprometeu a ajudar com o restante”.
A prefeitura pretende transformar o local em um parque multiuso, com opções de turismo de aventura, museu e pavilhão de eventos.
Estância Turística de Cubatão tem apoio do ministroReportagem do jornal Diário do Litoral de 12/05/2009Parque Anilinas terá R$ 1 mi para reformas.
Vide matéria "Márcia Rosa prioriza turismo e quer elevar Cubatão à Estância" neste blog de março de 2009
fonte: gab. dep. est. Luciano Batista - Fotos:sambaquinarede.blogspot.com - pointrhema.blogspot.com - www.al.sp.gov.br - e www.abih-sc.com.br
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